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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

beija-flor Flávio Venturini

ASTRONOMIA

Fotógrafo captura rastro no céu da Estação Espacial e Júpiter

Foto noturna de longa exposição mostra a igreja de Misterton, na Grã-Bretanha com riscos no céu

BBC Brasil | 30/11/2011 12:39
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Foto: Caters
Foto de Mark Humpage mostra rastros deixados por estrelas, Júpiter e pela EEI no céu
O fotógrafo britânico Mark Humpage produziu uma foto noturna de longa exposição em que conseguiu capturar as trilha de luz deixadas pela Estação Espacial Internacional, o planeta Júpiter e estrelas do céu.

Humpage, famoso por suas imagens do céu e de paisagens, aproveitou o clima ameno da Grã-Bretanha para esta época do ano, e acampou durante a noite do último domingo no pátio da igreja de Misterton, em Leicestershire.

"Eu tinha planejado (a foto) neste local há algum tempo e só estava esperando pelas condições ideais - sem nuvens, sem Lua e céu limpo", afirmou o fotógrafo.

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"A igreja de Misterton com seu cemitério assustador e esta árvore formam um ótimo primeiro plano", escreveu o fotógrafo em seu website.

"Se você olhar atentamente entre a ponta da torre da igreja e a árvore, você vai ver a Estação Espacial Internacional (EEI) cruzando os arcos dos rastros deixados pelas estrelas", disse Humpage.

Júpiter, por sua vez, deixa o rastro mais brilhante, cruzando atrás da torre da igreja e se dirigindo para o horizonte.

O fotógrafo usou um cabo remoto em sua câmera para fotografar de forma contínua o céu noturno durante um período de 11 horas.

Neste intervalo, Humpage fez 2.700 imagens com uma lente grande angular, que ele usou para formar esta imagem.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

História de Paulo Afonso

Especial: A História de Paulo Afonso, 53 anos

Este texto foi publicado todos os anos no jornal Folha Sertaneja desde Julho de 2004, e na edição online. É a contribuição da Folha Sertaneja para a sua pesquisa escolar.
Antônio Galdino
João Tavares João Tavares Paulo Afonso hoje, aos 52 anos
Quinta-feira, 28 de Julho, Paulo Afonso completa 53 anos. Veja Aqui: a origem do nome; o nascimento e importância da Chesf ; Abel Barbosa no cenário político ; a “cidade” da Chesf e a Vila Poty; a história da emancipação política.
A origem do nome PAULO AFONSO
A origem do nome Paulo Afonso dado às grandes quedas d'água do Rio São Francisco na divisa dos Estados da Bahia e Alagoas, tem versões contraditórias, algumas delas de sabor puramente popular, sem nenhuma fundamentação histórica.

Fala-se de exploradores ligados à expedição de Martin Afonso de Souza, um deles que se chamaria Paulo Afonso, que teria descoberto estas cachoeiras em 1553.

Outra versão fala de dois padres - Paulo e Afonso - que teriam sido engolidos pelas águas agitadas da grande cachoeira, quando desciam o São Francisco em tosco barco de madeira, em suas viagens de evangelização e catequese.

Estudiosos afirmam que, até 1725, não há nenhum registro, nos arquivos do Brasil e de Portugal, que se refira a estas quedas d' água com o nome de Paulo Afonso. Até esta data as quedas eram conhecidas como Sumidouro, Cachoeira Grande e Forquilha.

Em 3 de outrubro de 1725, o português Paulo Viveiros Afonso recebeu uma sesmaria, nas terras da capitania de Pernambuco, cujo limite era o rio São Francisco, no local as grandes cachoeiras. Estendendo seus limites para o outro lado do rio, Paulo Viveiros Afonso teria criado o arraila que ficou conhecido com Tapera de Paulo Afonso.

As terras ribeirinhas da Cachoeira, ao longo do Rio São Francisco, no que seria Município de Glória, na Bahia, ficaram conhecidas como pouso das boiadas que cruzavam o sertão, pousavam ali por uns tempos e seguiam viagem até Feira de Santana, grande feira de gado, pólo comercial da época. A criação de gado era um dos esteios econômicos da região, ao lado dos engenhos de cana de açúcar.

O nome Paulo Afonso, recebido pelo município criado pela Lei Estadual 1.012, de 28 de julho de 1958, veio da Cachoeira de Paulo Afonso, de Paulo Viveiros Afonso. Este também é o nome das Usinas I, II, III e IV, construídas pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco na região, a partir do final dos anos 40, em 1949, um ano depois da criação desta empresa, acontecido em 15 de março de 1948.

Nasceu a Chesf – energia para o desenvolvimento do Nordeste


Diário Oficial da União nº 228, de 9 de outubro de 1945 publica, em sua Seção I – Atos do Governo – o Decreto-Lei nº 8031, de 3 de outubro deste ano que “autoriza a organização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco”. “Art. 1º - Fica o Ministério da Agricultura autorizado a organizar uma sociedade por ações, com séde e foro na cidade do Rio de Janeiro, destinada a realizar o aproveitamento industrial progressivo da energia hidráulica do rio São Francisco.” Era o governo de Getúlio Vargas.

Na mesma data o Decreto nº 19.706 limitava a área de ação da Chesf, compreendida numa circunferência de 450km de raio cujo centro é a Cachoeira de Paulo Afonso. As mudanças políticas no Governo Federal adiaram a criação da Chesf, que só em 15 de março de 1948, no governo de Eurico Gaspar Dutra, teve a sua primeira diretoria constituída.

Começaram as obras da primeira usina da hidrelétrica em Paulo Afonso e a construção da Barragem Delmiro Gouveia para fechar o rio impetuoso, obra genial de nordestinos sob a liderança do engenheiro Octávio Marcondes Ferraz, diretor técnico da Chesf.

A chegada da Chesf na região causou grande reboliço no Nordeste. Milhares de nordestinos chegavam para a grande obra. Houve um tempo em que eram mais de 11 mil os empregados da hidrelétrica. A sua criação gerou dois ciclos de desenvolvimento para o Nordeste: o de antes e de depois da Chesf.

Se o Nordeste sofreu tamanha influência a partir da geração de energia elétrica das usinas instaladas em Paulo Afonso, imagine o que isso representou e ainda representa para a região. Vários municípios nasceram depois da Chesf, inclusive Paulo Afonso.

O crescimento populacional da localidade foi vertiginoso com a chegada de milhares de nordestinos que mudaram seus rumos. Ao invés de irem para São Paulo, agora era Paulo Afonso o seu destino.

A localidade de Paulo Afonso logo chegou a Distrito de Glória, em 1954 e elegeu 4 dos 9 vereadores da Câmara Municipal daquele município. Quatro anos depois o Distrito se tornava independente, virava município e nele já moravam mais de 25 mil pessoas.

Nesse tempo e por muitos anos, tudo girava em torno da Chesf. Em seu acampamento – a cidade da Chesf – estavam os serviços públicos, a igreja católica, os clubes sociais, o hospital, as escolas para os filhos dos funcionários, as ruas planejadas, sistema de água, esgoto e energia elétrica funcionando. Do outro lado, a Vila Poty, desajeitada, sem nenhuma infra-estrutura onde moravam os “cassacos” como eram chamados os trabalhadores mais humildes da hidrelétrica.

As obras das escavações dos túneis e construção das usinas tiveram início em Paulo Afonso em 1949 e se estenderam por quase 50 anos, produzindo emprego e renda para milhares de sertanejos.

Das usinas de Paulo Afonso, do pioneirismo de milhares de nordestinos, muitos deles dizimados pela malária e dureza da obra, foi gerada quase toda a energia de que precisa o Nordeste para continuar crescendo.

A primeira usina da Chesf construída em Paulo Afonso e inaugurada pelo presidente Café Filho em 15 de janeiro de 1955, produzia 180 mil kW de energia elétrica, um exagero para muitos. Mas a demanda obrigou a construção de outras usinas.Vieram a 2ª, a 3ª e a 4ª usinas, além pioneira Usina Piloto, todas em Paulo Afonso e Usina Apolônio Sales, no Estado de Alagoas, na divisa com Paulo Afonso que, juntas, produzem 4 milhões, 280 mil kW.

A elas se juntam as Usinas Luiz Gonzaga, em Petrolândia/PE e Usina de Xingó, na divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe,todas do Complexo Paulo Afonso. No total estas Usinas somam 8 milhões, 942 mil kW, ou 86% de toda a energia produzida pela Chesf .

“A história da Chesf é assim. Começou a funcionar em 1948. Um tempo em que o Nordeste ficava pequeno para tanto potencial. A região estava sedenta de novos negócios. E a empresa usou a água do Rio São Francisco para matar a sede do crescimento. Desbravou as imensas montanhas de pedras dos sertões para construir hidrelétricas. Gerou a força necessária para instalação de indústrias, comércio e serviços, fazendo nascer milhares de empregos”, é o que traz relatório da empresa.

A presença da Chesf teve e tem uma influência enorme no desenvolvimento de todo o Nordeste onde, em cinqüenta anos, a população saltou de 14 para 45 milhões de habitantes, o índice de analfabetos caiu de 69% nos anos 50 para menos de 30% hoje. Caiu também o índice de mortalidade infantil,de 155 crianças mortas em cada mil para 59 a cada mil. O PIB do Nordeste, que era de 3,5% no início dos anos 50 hoje é de quase 7% (maior que o do Brasil, que é de 6%).

O aumento da oferta de energia elétrica para o Nordeste mudou de 2,1 do Brasil para 14% do que se consome no país e o consumo per capita, passou de 6,2% para 54% do Brasil.

Essa oferta trouxe mudanças consideráveis na vida econômica da região onde, há cinqüenta anos, 76% do seu desenvolvimento era baseado no setor agropecuário. Hoje, a indústria é responsável por 25%, os serviços por 63% e a agropecuária por apenas 12%, segundo dados da Chesf (2002). Com isso, melhorou a qualidade de vida dos nordestinos, cuja expectativa de vida, que era de 42 passou para 64 anos.

“Existem conquistas no setor elétrico brasileiro que só a Chesf possui. A empresa tem o maior parque gerador de energia e o maior número de hidrelétricas. São 14 usinas e 2 termelétricas com capacidade de produzir 10 milhões e 703 mil kW. Potência para gerar desenvolvimento para uma área de mais de 1 milhão de km2, correspondente a 15% do território brasileiro.

E a força da Chesf vem das águas. As hidrelétricas representam atualmente 96% do parque gerador. A maioria das usinas está localizada no Rio São Francisco. Somando pioneirismo com investimentos, assume o compromisso de ajudar o Nordeste a romper barreiras no século 21 e a ficar sintonizado com a tecnologia, trazendo desenvolvimento para seu povo.”

ABEL BARBOSA no cenário político de Paulo Afonso
Abel Barbosa - pioneiro da emancipação política de Paulo Afonso

A necessidade crescentes de investimentos no Distrito de Paulo Afonso, que crescia
intensamente a cada dia, a falta de recursos para esses investimentos, centralizados em Glória, as distâncias dos serviços públicos, cartórios, Prefeitura, Câmara de Vereadores, também estabelecidos na sede do município, a 30 quilômetros de Paulo Afonso, somados com os atos discriminatórios dos dirigentes da Chesf que coibiam o livre trânsito dos moradores da Vila Poty no Acampamento da hidrelétrica e a perseguição política que esta empresa fazia com os seus adversários, chegando a demitir empregados como Gilberto Leal por pertencerem ao “grupo de Abel”, foram fatores que acirravam a cada dia os ânimos e incendiava a campanha para a emancipação política de Paulo Afonso.

Dentre os pioneiros desse movimento, destaca-se um baixinho, de um metro e meio de altura, natural de Pesqueira/PE, que chegou em Paulo Afonso no dia 4 de setembro de 1950 para o sepultamento do seu pai, João Barbosa da Silva, pedreiro, trabalhador da empresa que construía as casas tipo “O” para a Chesf. Por insistência de sua mãe, Quitéria Maria de Jesus, nome de colégio estadual no bairro Tancredo Neves, “acabei ficando por uns tempos que já duram 54 anos”.

Em declaração no livro Paulo Afonso - de Pouso de Boiadas a Redenção do Nordeste, Abel fala de sua atuação política em Paulo Afonso: “ Político atuante, eu sempre fui, desde os 14 anos quando trabalhava nas campanhas políticas de Apolônio Sales, Agamenom Magalhães e outros políticos no Estado de Pernambuco, nas cidades de Pesqueira, Canhotinho, Catende e Angelim, de onde vim para Paulo Afonso”.

Aqui, foi o primeiro chefe de escoteiros o que lhe rendeu a alcunha de Chefe Abel.
“A discrimação revoltante entre a cidade da Chesf, dos ricos, e a Vila Poty, dos miseráveis, irmãos separados por uma cerca de arame farpado, que conseguiu ser piorada quando em seu lugar ergueram um grotesco muro de pedras, foi minha bandeira de campanha para vereador pelo Distrito de Paulo Afonso na Câmara de Glória, em 1954”.

Nesse ano, quatro candidatos do Distrito foram eleitos: Abel Barbosa, o mais votado, Otaviano Leandro de Morais, que seria o primeiro prefeito de Paulo Afonso, em 1958, Hélio Morais de Medeiros, conhecido como Hélio Garagista e Moisés Pereira de Souza.

Como político e chefe dos escoteiros, tinha muitos seguidores e era muito querido pelos mais humildes. Contam seus contemporâneos que certa vez um desses casebres humildes da Vila Poty estava em chamas e uma criança estava dentro da casa. Abel pediu que lhe jogassem um balde água, enrolou a cabeça numa toalha molhada e entrou no meio das chamas saindo do outro lado, chamuscado, com a criança viva nos braços. Virou herói.
Abel minimiza seu ato dizendo que “os incêndios nesses barracos eram coisa freqüente.”

Outro fato marcante em sua trajetória foi quando, “em pleno gozo dos seus direitos políticos, como vereador, foi impedido de entrar no Acampamento da Chesf, onde estavam todos os serviços públicos de Paulo Afonso, por uma decisão do então administrador da época, Sílvio Quintela” diz José Rudival, um dos abelistas também impedido de entrar na Chesf.. “Já no dia 4 de setembro o grupo de escoteiros dirigido por Abel foi impedido pela Chesf de participar do desfile cívico do dia 7 de setembro, que era organizado pela hidrelétrica.”

E acrescenta Rudival: “Com a proibição da nossa entrada na Chesf, os ânimos se exaltaram. A proibição se estendia a outros abelistas como Pedro Mendes, José Freire da Silva, Ivan Vicente Ferreira e outros. Decidimos então entrar na marra. Abel enrolou-se com a Bandeira do Brasil e seguimos direto para a casa do Juiz, Dr. Hélio Alves da Rocha, que morava próximo à Casa de Hóspedes, na Vila Alves de Souza. Pouco depois da nossa chegada, a casa do juiz estava cercada por cerca de 15 guardas da Chesf, comandados pelo seu chefe, Nilo Fan. O juiz mandou a guarda se retirar e, felizmente, não houve confronto”.

O fato chegou ao conhecimento do governador Antônio Balbino que determinou a transferência de órgãos públicos como Banco e Correios para a Vila Poty.

Hoje, afastado da política, Abel é lembrado como um dos grandes líderes e o principal mentor da emancipação política de Paulo Afonso.

A “cidade” da Chesf e a Vila Poty
Cerca de arame farpado separavam a "cidade da Chesf" da Vila Poti

Para a construção de suas obras, a Chesf separou o Acampamento da empresa dos
arruamentos que foram surgindo na chamada Vila Poty. Esta separação aconteceu, primeiramente com uma cerca de arame farpado que foi, depois, substituída por grande muro de pedras, reforçado por uma cerca de arame farpado, com uma extensão de cerca de um quilômetro, desde a Guarita Principal da Chesf, ao quartel do exército.

A guarita principal tinha três entradas: uma para o Acampamento da Chesf, onde estavam os serviços essenciais para a comunidade como escolas, mercado, cooperativa, feira livre, banco, campo de futebol, igreja católica, posto médico infantil, o COPA. Outra entrada dava para o hospital, os escritórios da empresa e para o Bairro General Dutra. Uma terceira permitia o acesso dos empregados ao imenso canteiro de obras. Além da Guarita Principal, o acesso ao Acampamento da Chesf era possível também por duas outras entradas, uma na chamada Rua “D” e outra junto à Escola Murilo Braga (hoje Carlina).

Vigilantes da própria empresa faziam o controle de acesso a estas áreas assim como todo o serviço de segurança da hidrelétrica, incluindo o acampamento com seus bairros dos operários e dos profissionais mais qualificados, os clube sociais, campo de futebol e áreas das usinas.

A cidade da Chesf foi planejada com um Bairro Operário, chamado Vila Alves de Souza onde moravam os empregados mais humildes. Nela estavam o Clube Operário – COPA –também freqüentado por esses empregados, a Igreja de São Francisco, a Cooperativa da Chesf (o supermercado da época), o mercado público e a feira livre (onde hoje funciona a UNEB), o Banco da Bahia, único da cidade, ao lado do mercado público, as Escolas Murilo Braga (hoje Carlina), Alves de Souza (hoje Direc), Adozindo Magalhães de Oliveira (hoje Montessori), o campo de futebol (hoje Estádio Álvaro de Carvalho), o Posto Médico Infantil (hoje APAE), a Casa de Hóspedes, (para hospedar os empregados menos graduados que chegavam para serviço temporário na hidrelétrica), o Hospital Nair Alves de Souza.

Em outro bairro, o General Dutra, ficavam as residências dos empregados mais graduados, engenheiros, chefes de repartições. Ali também estava o Clube Paulo Afonso, freqüentado por esses empregados e o Ginásio Paulo Afonso, onde estudavam seus filhos, e a Casa da Diretoria, onde se hospedavam os diretores da empresa, autoridades brasileiras, inclusive presidentes da República que visitavam as obras da Chesf.

Do lado da “cidade” da Chesf, crescia desordenadamente a Vila Poty, sem qualquer urbanização, casas de taipa, outras de alvenaria, ruas sem saída, esgotos a céu aberto, água só nos chafarizes, sem luz elétrica, sem escolas.

Era chamada de Vila Poty porque grande número de suas casas eram forradas e cobertas por sacos de cimento desta marca, usado em grande quantidade na construção das barragens da Chesf. Do mesmo modo, existe, no lado alagoano, um povoamento da Chesf chamado Vila Zebu, marca do cimento utilizado pela hidrelétrica naquele lado da barragem.

Duas realidades bem distintas existiam naquele tempo. De um lado a “cidade” da Chesf, com casas de alvenaria, modernas, ruas planejadas, jardins, água encanada, luz elétrica, hospital, escolas, clubes sociais, vigilância. Do outro lado, Era a Vila Poty. Separando estas duas realidades, a Chesf e a Vila Poty, a hidrelétrica construiu uma cerca de arame farpado com cerca de um quilômetro, da guarita principal da empresa até o quartel do exército.

Essa separação trouxe muitos dissabores e discórdia entre políticos pauloafonsinos que atuavam como vereadores na Câmara Municipal de Glória, de que Paulo Afonso era distrito, desde 1954, e os dirigentes da Chesf. E surgiram vários movimentos para a emancipação política de Paulo Afonso, o que lhe permitiria ter maiores condições de crescimento e de autonomia em relação à Chesf.

À frente desses movimentos, os vereadores Abel Barbosa, José Rudival, e D. Risalva e seu esposo Raimundo Toledo, estudantes do Ginásio Paulo Afonso e escoteiros do Chefe Abel.

O rigor do controle de acesso às áreas do Acampamento, naquela época, motivou movimentos políticos que acabaram reforçando a idéia da emancipação política de Paulo Afonso. Acabar com o muro passou a ser bandeira de luta do então vereador Abel Barbosa.

O sonho de Abel, de destruir o muro que separava os pauloafonsinos teve que ser adiado e só se concretizou em sua segunda gestão como prefeito de Paulo Afonso, nomeado pelo Presidente da República, por indicação do Governador Antônio Carlos Magalhães, em agosto de 1979 permanecendo no cargo até 31 de dezembro de 1985.

Destruído o muro da Chesf, “o muro da vergonha”, foi criado o calçadão da Avenida Getúlio Vargas que hoje abriga hotel, lojas, restaurantes e bares e se transformou no ponto de encontro dos jovens pauloafonsinos. Um pedaço do muro original de pedras, com cerca de 20 metros, ainda existe ligado ao muro do quartel da 1ª Cia. de Infantaria (Exército), no local onde foi instalado um ponto de ônibus urbano, em frente à Praça D. Jackson.

Esse muro separatista mereceu monografia de graduação em Comunicação do jovem pauloafonsino, André Luiz O. Pereira de Souza e é tema do vídeo de sua autoria, “Paulo Afonso: um muro, duas cidades”, “produzido como projeto experimental, realizado como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Radialismo e Televisão, da Universidade Federal de Sergipe, em dezembro de 2002”.

A emancipação política de Paulo Afonso


De novo, Abel Barbosa, na festa do aniversário de Paulo Afonso
Os primeiros passos para a emancipação política de Paulo Afonso foram dados quando quatro dos nove vereadores da Câmara Municipal de Glória foram eleitos pelo Distrito de Paulo Afonso.

A luta para essa emancipação, apesar da resistência natural dos glorienses e de dirigentes chesfianos, segundo José Rudival , “era irreversível, porque o que se via era o crescimento muito grande do Distrito, superando em muito, o crescimento do município séde, Glória.”

Mas, dentro da própria Câmara, lembra Abel, havia veradores como Manoel Moura, líder da situação, que acabou sendo um dos grandes amigos que fiz e que foi um baluarte na defesa, junto aos seus colegas de bancada, da necessidade de apoio para que se conseguisse o número de votos de que precisávamos para que a indicação fosse aprovada e pudesse o processo ser enviado à Assembléia Legislativa da Bahia.”

Foram sessões de intensa movimentação na Câmara de Glória, nos dias 8, 9 e 10 de outubro de 1956. Surgiram duas indicações como mesmo objetivo. Uma, de Abel Barbosa e outra de José Ivan de Souza, que acabaram sendo apresentadas conjuntamente. Um dos votantes foi o vereador Moisés Pereira, que mesmo doente fez questão de comparecer e votar pela emancipação. Para isso, segundo o pioneiro Diogo Andrade Brito, Abel providenciou um Jeep para transportar Moisés Pereira e assegurar a sua presença e o seu voto na Câmara de Glória, distante 30 km de Paulo Afonso.
O seu estado de saúde levou a várias interrupções da sessão e, acredita-se que a sua tenacidade tenha influenciado a outros vereadores.

A Indicação para o desmembramento do Paulo Afonso do Município de Glória foi aprovada e encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, no dia 10 de outubro de 1956.

Ali, a atuação dos deputados Otávio Drumond e Batista Neves, ambos do PTB, mesmo partido de Abel, garantiram a aprovação do Projeto de Lei nº 910/57, do deputado Clemens Sampaio, propondo a criação do Município de Paulo Afonso, o que foi aprovado pelos deputados baianos e se transformou na Lei Estadual nº 1.012/58, sancionada pelo governador Antônio Balbino no dia 28 de julho de 1958 e publicada no Diário Oficial no dia 2 de agosto de 1958.
Postado pelo professor Fernando

domingo, 20 de novembro de 2011

Semana da Consciência Negra

Marcha da Consciência Negra reúne 600 em São Paulo
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DE SÃO PAULO

A Marcha da Consciência Negra reuniu cerca de 600 pessoas em protesto na avenida Paulista, centro de São Paulo neste domingo, segundo a Polícia Militar.
Veja galeria com fotos das manifestações na av. Paulista
Manifestantes pedem fim de agressões a animais em SP
A manifestação começou por volta das 10h. No mesmo horário, um grupo manifestava no mesmo local contra maus-tratos a animais. Este segundo protesto reuniu cerca de cem pessoas, de acordo com a PM.
Manifestantes dos dois grupos chegaram a discutir pelo espaço dos protestos. De acordo com a polícia, não houve conflito e as manifestações são pacíficas.
Segundo a CET, por volta das 14h, os manifestantes seguiam em direção ao centro da cidade, pela rua da Consolação e ocupavam duas faixas da via.
No dia da Consciência Negra, os manifestantes da marcha protestam contra o "genocídio da juventude negra". O feriado acontece no dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
André Vicente/Folhapress
Movimentação iniciada nas redes sociais protesta contra agressões contra animais na av. Paulista, em SP
Movimentação iniciada nas redes sociais protesta contra agressões contra animais na av. Paulista, em SP

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sábado, 19 de novembro de 2011

CIÊNCIA

Cientistas explicam formação de 'cordilheira fantasma' na Antártida
DA BBC BRASIL

Cientistas dizem que agora podem explicar a origem do que talvez sejam as mais extraordinárias montanhas da Terra.
As Gamburstsevs são do tamanho dos Alpes europeus e totalmente cobertas pelo gelo antártico.

BBC
Cientistas explicam formação de 'cordilheira fantasma' na Antártida
Cientistas explicam formação de 'cordilheira fantasma' na Antártida

Sua descoberta na década de 1950 foi uma grande surpresa. A maioria supunha que o continente fosse plano e sem grandes variações.
Mas dados de estudos recentes sugerem que a cadeia de montanhas formou-se há mais de um bilhão de anos, segundo o trabalho divulgado na publicação científica Nature.
As Gamburtsevs são importantes por serem o local onde sabemos hoje que o gelo iniciou sua expansão pela Antártida.
ESTUDOS CLIMÁTICOS
A descoberta da história das montanhas ajudará portanto em estudos climáticos, auxiliando cientistas a descobrir não apenas mudanças passadas da Terra, mas também possíveis cenários futuros.
"Pesquisar estas montanhas foi um enorme desafio, mas fomos bem-sucedidos e produzimos um trabalho fascinante", disse Fausto Farraccioli, da British Antartic Survey (BAS), à BBC.
Ele foi o pesquisador principal do projeto AGAP (sigla em inglês para Província Antártica de Gamburtsev).
A equipe de cientistas de várias nacionalidades viajou algumas vezes durante os anos de 2008 e 2009 ao leste do continente gelado, mapeando o formato da montanha escondida usando um radar capaz de penetrar o gelo.
Outros instrumentos registraram os campos gravitacionais e magnéticos, enquanto sismômetros estudavam as profundezas da Terra.
A equipe AGAP acredita que estes dados podem agora construir uma narrativa consistente para explicar a criação das Gamburtsevs e sua existência através do tempo geológico.
SUPERCONTINENTE
É uma história que começou pouco antes de um bilhão de anos atrás, muito antes de formas de vida complexas se formarem no planeta, quando os continentes estavam se atraindo para formar um supercontinente conhecido como Rodínia.
A colisão que aconteceu gerou as enormes montanhas.
No decorrer de centenas de milhões de anos, os picos sofreram gradualmente um processo de erosão. Apenas as "raízes", ou bases, das montanhas teriam sido preservadas.
Mas entre 250 e 100 milhões de anos atrás, quando os dinossauros habitavam o planeta, os continentes começaram a se separar em uma série de fissuras próximas à base gelada das montanhas.
Este movimento aqueceu e rejuvenesceu as "raízes", criando as condições necessárias para que a terra se elevasse mais uma vez, fazendo com que as montanhas fossem restabelecidas.
Seus picos cresceram ainda mais na medida em que vales profundos foram sendo cortados por rios e geleiras a seu redor.
E teriam sido as geleiras que escreveram os capítulos finais, há cerca de 35 milhões de anos, quando elas se expandiram e se fundiram para formarem o Manto Antártico Oriental, encobrindo a cadeia de montanhas neste processo.
MISTÉRIO SOLUCIONADO
"Esta pesquisa realmente soluciona o mistério de por que você pode ter montanhas aparentemente jovens em meio a um velho continente", diz a pesquisadora principal do estudo, Robin Bell, da universidade de Columbia.
"As montanhas originais provavelmente foram erodidas, para retornar como uma fênix. Elas tiveram duas vidas", disse ela.
A ideia é agora conseguir financiamento para escavar as montanhas em busca de amostras de solo, que poderiam confirmar o modelo divulgado na Nature.
Os pesquisadores também buscam determinar o local mais adequado para fazer a escavação no gelo.
Ao examinar bolhas de ar presas na neve compactada, os pesquisadores podem determinar detalhes do passado, como condições ambientais, incluindo a temperatura e a concentração de gases na atmosfera, como dióxido de carbono.
Acredita-se que em algum local da região de Gamburtsev seja possível a coleta de amostras de gelo com mais de um milhão de anos. A amostra seria ao menos 200 mil anos mais antiga do que o gelo antártico já analisado por cientistas.

GOOGLE E SUAS ARTIMANHAS


O laboratório secreto do Google
por Antonio Carlos Prado e Laura Daudén
Atingir o espaço sideral ao apertar o botão de um elevador. Possuir eletrodomésticos inteligentes e carro com vida própria.
Os cientistas do site de buscas Google também sonham com isso e estão dispostos a materializar todas essas ideias em um laboratório ultrassecreto da empresa. O bunker do Google, conhecido como Google X, é desconhecido para a maioria dos funcionários, mas há relatos de que está localizado próximo a São Francisco, na Califórnia. É de lá que saíram os carros-robôs apresentados ao mercado no final do ano passado. Nos corredores da empresa diz-se que pelo menos um novo produto mirabolante deve emergir até o ano que vem. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Duran Duran - Live SWU Festival 2011 [HDTV]

ASTRONOMIA

Europa, lua de Júpiter, pode ter água perto da superfície

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GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
Europa, uma gélida lua de Júpiter, pode ter um gigantesco bolsão de água líquida a "apenas" três quilômetros abaixo de sua superfície congelada. A descoberta aumenta as chances de o satélite ter condições de abrigar vida.
Qual é o planeta com maior probabilidade de abrir vida alienígena? Vote
A existência de água em grandes quantidades em Europa não é novidade. Os cientistas achavam, no entanto, que não havia contato entre a água "presa" sob o gelo e a superfície da lua.

Marcelo Pliger/Editoria de arte/Folhapress
O novo estudo, liderado por Britney Schmidt, da Universidade do Texas, e publicado na "Nature", usou dados da sonda Galileo para mostrar que não é bem assim.
"O estudo diz que a água está bem rasa, além de mostrar a existência de interação entre a superfície e as águas mais profundas", diz Rodney Gomes, astrônomo do Observatório Nacional.
A troca de nutrientes e energia entre a superfície e as águas sob o gelo aumenta as chances de um ambiente favorável à geração de vida.
Os pesquisadores estudaram regiões conhecidas como terrenos caóticos. Como o nome sugere, são formações irregulares, com áreas altas e outras afundadas, e formas parecidas com icebergs. Embora haja centenas delas no satélite, seu processo de formação era obscuro.
A partir do estudo de vulcões subterrâneos em áreas congeladas e da formação de icebergs aqui na Terra, os cientistas chegaram ao modelo do que acontece por lá.
No caso da lua, a água é esquentada não por vulcões, mas pela interação gravitacional entre ela e Júpiter.
A água mais quente forma bolhas de calor que "sobem". Essa água derretida forma lagos, que vão enfraquecendo a camada de gelo acima.
Conforme a camada de gelo vai cedendo, a superfície sofre modificações. Mais água vai se infiltrando e algo parecido com os nossos icebergs aparece no local.
A confirmação do estudo ainda depende da visita de uma nova sonda às luas de Júpiter. Com a Nasa (agência espacial americana) sob sérias restrições orçamentárias, deve demorar um pouco.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não a esse Capitalismo selvagem!!

Polícia prende sete jornalistas na cobertura do "Ocupe Wall Street"
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Prisões, obstáculos para conseguir informações, tratamento às vezes violento: no país da liberdade de imprensa, a cobertura jornalística do movimento "Ocupe Wall Street" em Nova York não é tão simples como deveria.
Ao menos sete jornalistas foram presos na terça-feira durante a cobertura da operação policial de expulsão de manifestantes do acampamento do "Occupy" no parque Zuccotti, sul de Manhattan, e dos acontecimentos que se seguiram, afirmou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, da sigla em inglês).
Entre os presos, estão jornalistas independentes e também vários funcionários de veículos muito conhecidos nos Estados Unidos, como o jornal "New York Daily News" e a agência Associated Press, que afirmaram ter apresentado crachás, de acordo com o CPJ.
Uma jornalista independente detida na terça-feira de madrugada explicou que foi presa por "impedir a circulação de pedestres" em um dos bloqueios colocados pela polícia nova-iorquina nos arredores do parque Zuccotti para impedir o acesso ao local no qual a expulsão ocorria.
"Durante minha prisão, não me deixaram usar o telefone, e meu chefe não soube nada de mim durante três horas. Tenho que me apresentar a um juiz em janeiro", explicou a jornalista, que não quis se identificar.
ARBITRARIEDADE
As prisões por razões pouco claras somam-se à política policial de dificultar o acesso à informação, já que muitos jornalistas que quiseram aproximar-se do parque Zuccotti durante a operação de expulsão não conseguiram.
Segundo o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a razão dessa medida foi "evitar que a situação piorasse e proteger os membros da imprensa".
Mas também foram registrados casos de tratamento violento, com empurrões ou ameaças verbais para evitar fotografias ou filmagens não desejadas, por exemplo a prisão de uma pessoa atingida que foi alvo de gás lacrimogêneo para ser algemada mais facilmente, segundo comprovou a agência France Presse.
"Sabemos que na medida em que o protesto cresce será difícil para a polícia distinguir as testemunhas dos manifestantes, mas agora está claro que muitos jornalistas foram presos de forma errônea e sem razão", disse John Ensslin, presidente da Sociedade de Jornalistas Profissionais americana (SPJ, da sigla em inglês), em comunicado.
BLOQUEIO PERTURBADOR
Diante da situação, o CPJ e a SPJ exigiram da prefeitura e da polícia de Nova York garantias para que os jornalistas possam desempenhar seu trabalho sem medo de serem presos ou atacados.
"É particularmente perturbador que autoridades busquem bloquear qualquer cobertura dos acontecimentos", disse o coordenador do CPJ para as Américas, Carlos Lauría.
A SPJ instou também o prefeito Bloomberg e as autoridades municipais de todos os Estados Unidos a não dar andamento aos processos abertos contra jornalistas presos enquanto cobriam o "Ocupe Wall Street".
Antes das prisões de terça-feira, ao menos sete jornalistas americanos foram presos, enquanto um membro de uma equipe de TV foi agredido pela polícia durante coberturas dos movimentos anticapitalistas em diversas cidades do país, segundo o CPJ.
Em outras duas circunstâncias, manifestantes atacaram jornalistas.

O BEIJO...........OUTROS BEIJOS



O grupo italiano Benetton anunciou nesta quarta-feira a decisão de retirar de circulação uma campanha publicitária mostrando o papa beijando na boca o imã sunita da universidade de Al Azhar, no Cairo, Ahmed el Tayeb, dizendo-se "desolado com o fato de a utilização da imagem ter chocado tanto a sensibilidade dos fiéis".
Veja galeria de fotos da campanha
Você é a favor da campanha? Vote
Fotomontagem é "desrespeito", diz Vaticano
Campanha polêmica mostra líderes se beijando
Campanha de líderes se beijando é destaque no microblog
"Lembramos que o sentido desta campanha era exclusivamente combater a cultura do ódio sob todas as formas", comentou, em um comunicado, o porta-voz do grupo.
Divulgação/Benetton
Papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo
Papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo

A nova campanha "United Colors of Benetton" chamada "UNHATE" ("não ódio"), foi apresentada oficialmente no início da tarde desta quarta-feira por Alessandro Benetton, vice-presidente do Benetton Group, em Paris.
As relações entre o papa e o imã de Al Azhar são difíceis, principalmente depois que Bento 16 expressou solidariedade às vítimas do atentado que deixou 21 mortos em uma igreja de Alexandria, em 1º de janeiro deste ano.
A peça publicitária inclui, também, um beijo trocado entre Hugo Chávez e Barack Obama, em nome da luta "contra o ódio" e uma cena tórrida entre Barack Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, colocada primeiramente em um banner diante da catedral de Milão.
Mas a foto de Bento 16 e do imã egípcio foi considerada a mais polêmica das montagens, nas quais aparecem também outros líderes mundiais se beijando.
DESRESPEITO AO PAPA
O Vaticano reagiu à campanha considerando a publicidade "uma falta de respeito grave ao papa".
Em comunicado, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, anunciou "diligências ante as autoridades para garantir (...) o respeito à figura do pontífice".
Segundo ele, o Vaticano protesta "contra a utilização inaceitável da imagem do papa, manipulada e instrumentalizada, como parte de uma campanha publicitária com finalidades comerciais".
"Trata-se de uma falta de respeito, assim como ofensa aos sentimentos dos fiéis, e uma demonstração evidente da maneira pela qual se pode violar, em publicidade, as regras elementares da consideração a pessoas para atrair a atenção através de uma provocação", acrescentou o Vaticano.
O grupo Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani tornaram-se célebres por suas fotos provocadoras nos anos 90, entre elas a de uma irmã de caridade sedutora, que se apresenta vestida num hábito branco beijando um jovem padre de batina preta.
"Tratase de imagens simbólicas --com um toque de esperança irônica e de provocação construtiva- para promover uma reflexão sobre a forma com que a política, a fé, as ideias, embora opostas e diversas, podem levar ao diálogo e à meditação", havia se justificado a Benetton.
OUTROS LÍDERES
Além do papa, outros líderes são retratados na campanha, como o presidente americano, Barack Obama, que aparece beijando o líder chinês, Hu Jintao. Em outra fotomontagem, Obama é visto dando um beijo no presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) também aparece beijando o premiê israelense, Binyamin Netanyahu. A chanceler alemã, Angela Merkel, é retratada beijando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em outra imagem.
Veja as fotomontagens:
Divulgação/Benetton
Mahmoud Abbas, líder palestino, à esquerda, e Benjamin Netanyahu, premiê israelense
Mahmoud Abbas, líder palestino, à esquerda, e Benjamin Netanyahu, premiê israelense
Divulgação/Benetton
Chanceler alemã, Angela Merkel, e presidente francês, Nicolas Sarkozy
Chanceler alemã, Angela Merkel, e presidente francês, Nicolas Sarkozy
Divulgação/Benetton
Barack Obama, presidente americano, e Hugo Chávez, presidente da Venezuela

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Israel X Irã

Irã responderá com toda força a qualquer agressão, diz aiatolá

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DA FRANCE PRESSE
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O Irã responderá "com toda a sua força" a qualquer agressão militar por parte dos Estados Unidos ou de Israel, afirmou nesta quinta-feira o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um discurso para oficiais do exército.
Itamaraty analisa relatório da AIEA sobre Irã
EUA podem aplicar mais sanções contra o Irã após relatório da ONU
Rússia diz que relatório da ONU sobre Irã virou "fonte de tensões"
Em reação, Irã diz que relatório da ONU tem "motivações políticas"
Leia relatório da ONU na íntegra, em inglês
"Os inimigos, em particular os EUA, seus vassalos e o regime sionista, devem saber que a nação iraniana não quer agredir nenhum país, mas responderá com toda a sua força a qualquer agressão ou a qualquer ameaça, de modo que os agressores serão destruídos desde o seu interior", disse, segundo seu site.
O líder supremo iraniano alertou para que não seja realizada nenhuma ação militar contra as instalações nucleares no país, dizendo que quem tentar isso receberá uma resposta com "punhos de ferro".
"Quem pensar em uma agressão contra a República Islâmica do Irã deve se preparar para receber poderosos golpes e os punhos de aço do exército, dos Guardas da Revolução ou dos Basij (milícia islâmica)".
Autoridades iranianas esgrimiram nos últimos dias a ameaça de um ataque militar contra o Irã, num momento em que a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) expressou na terça-feira "sérias inquietações" sobre uma "possível dimensão militar" do programa nuclear iraniano.

Reuters
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursa durante visita à província iraniana de Chahar Mahaal e Bakhtiari
Mahmoud Ahmadinejad discursa durante visita à província iraniana de Chahar Mahaal e Bakhtiari na quarta
O Irã é acusado há vários anos pelos ocidentais de querer se dotar de uma arma atômica, o que Teerã desmente categoricamente.
RELATÓRIO
A AIEA revelou na terça-feira que há indício claro de que o Irã pode estar desenvolvendo armas nucleares, afirmando que tem "sérias preocupações a respeito das dimensões militares do programa nuclear iraniano".
Citando informações "confiáveis" de inteligência estrangeira e investigações próprias, a entidade indicou que o Irã "praticou atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo".
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pediu que a comunidade internacional "detenha a corrida do Irã para a arma nuclear", após a publicação do documento. "O relatório significa que a comunidade internacional deve conseguir deter a corrida do Irã para armas nucleares que colocam em perigo a paz do mundo e do Oriente Médio", afirmou.
Mais cedo, o chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ameaçou destruir Israel se o Estado hebreu atacar as instalações nucleares do Irã.
O presidente iraniano, Marmoud Ahmadinejad, afirmou que seu país "não retrocederá nem um pingo" em seu programa nuclear e qualificou como "absurdas" as acusações contidas no relatório.
Ahmadinejad acusou a AIEA de "perder seu prestígio" ao aceitar as pressões dos Estados Unidos e outros países ocidentais na redação do relatório sobre seu programa nuclear, segundo informou o site da rede de televisão oficial iraniana.

22.ago.04 - France Presse
Imagem de 2004 mostra técnicos iranianos trabalhando na usina nuclear de Bushehr, ao sul da capital, Teerã
Imagem de 2004 mostra técnicos iranianos trabalhando na usina nuclear de Bushehr, ao sul da capital, Teerã
O presidente voltou a negar que o Irã esteja tentando construir armas nucleares e disse, em referência aos Estados Unidos: "Nós somos inteligentes e não vamos construir duas bombas para enfrentar as 20 mil que os senhores têm".
PRESSÃO EXTERNA
A divulgação do documento da agência nuclear da ONU repercutiu em diversos países e organismos internacionais.
Na quarta-feira, a União Europeia afirmou que o conteúdo do relatório "agrava as preocupações existentes" sobre as intenções do programa nuclear do Irã. O porta-voz da chefe da diplomacia, Catherine Ashton, disse que documento "confirma a contínua expansão das atividades de enriquecimento de urânio do Irã", em violação às resoluções da AIEA e do Conselho de Segurança da ONU.
A França informou que pretende pedir a convocação do Conselho de Segurança e que poderá pressionar por sanções sem precedentes contra o Irã.
"Se o Irã se recusar a atender às demandas da comunidade internacional e recusar qualquer cooperação séria, nós estaremos firmes para adotar sanções em uma escala sem precedentes, com outros países que também estão dispostos a isso", disse o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé.
Diante da possibilidade de imposição de novas sanções contra o regime de Teerã, a China pediu diálogo e cooperação. "A China sempre acredita que o problema nuclear iraniano pode ser solucionado mediante o diálogo e a cooperação", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei.

Editoria de arte/Folhapress
Postado pelo Professor Fernando
Especialista em Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Jota Quest -- Encontrar Alguém - Clipe Oficial

O G-20 e Dilma

Em meio a sensação de fracasso, Dilma vê 'sucesso relativo' no G20 

 

DA BBC BRASIL
A reunião anual de cúpula do G20, que terminou na tarde desta sexta-feira em Cannes, na França, foi um "sucesso relativo", na definição dada pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao final do encontro.
As declarações foram feitas em meio à sensação geral de fracasso da reunião, que não chegou a um consenso sobre os detalhes em relação às principais propostas para o combate à crise das dívidas nos países da zona do euro.
Para a presidente brasileira, a avaliação sobre o resultado da reunião de dois dias em Cannes depende das expectativas prévias de cada um.
"Pode ser um copo meio cheio ou meio vazio", disse.
Para Dilma, "os países da zona do euro deram um passo no combate à crise". "Mas não acredito que uma reunião pudesse resolver todos os problemas do mundo", disse.
FMI
Os líderes das maiores economias do mundo, reunidos no balneário francês, se comprometeram a elevar o capital do FMI (Fundo Monetário Internacional) disponível para ajudar países em dificuldades financeiras.
Eles não chegaram a um acordo, porém, sobre o montante desse aporte ao FMI, o que mantém as dúvidas sobre a capacidade de socorrer países grandes como a Itália ou a Espanha em caso de necessidade.
Também não houve avanços em outros pontos da agenda colocada pela França, presidente de turno do grupo, como o do estabelecimento de uma taxa global sobre operações financeiras para sustentar investimentos em programas sociais.
A cúpula em Cannes foi ofuscada pelo agravamento da crise das dívidas europeias, após o anúncio grego, feito na segunda-feira, de um referendo sobre o plano de resgate ao país anunciado na semana passada em Bruxelas.
O anúncio grego levou pânico aos mercados financeiros na véspera do início da cúpula e acabou mobilizando os debates em Cannes, frustrando os planos do governo francês, que pretendia chegar ao encontro com a crise ao menos parcialmente resolvida após o acordo de Bruxelas.
O governo grego, que na noite desta sexta-feira ainda enfrentará um voto de confiança no Parlamento, acabou desistindo do referendo após um ultimato dado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e pelo FMI.
Em outro desenvolvimento durante a cúpula, a Itália, país cuja saúde financeira também vinha sendo colocada em dúvida pelos mercados financeiros, aceitou ser objeto de um monitoramento periódico do FMI sobre as medidas para sanar suas contas e conter seu deficit público.
SUOR
Antes da cúpula, representantes europeus manifestaram a intenção de convencer os grandes países emergentes, como a China ou o Brasil, a contribuírem financeiramente com o aumento do capital do FEEF (Fundo de Europeu de Estabilização Financeira), de ajuda aos países em dificuldades, anunciado na reunião da semana passada em Bruxelas.
Ao final da reunião, no entanto, não houve nenhum compromisso formal quanto à contribuição.
Segundo Dilma, o Brasil e os demais países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) concordam em ajudar a Europa somente por meio do FMI, não diretamente ao fundo europeu.
"Não temos a menor intenção de fazer qualquer contribuição direta ao FEEF. Se nem os europeus têm, por que nós teríamos?", questionou a presidente brasileira.
"Faremos pelo FMI, que dá garantias. Porque o dinheiro das reservas brasileiras foi conseguido com suor, não pode ser usado de qualquer maneira", afirmou.
Em sua avaliação, o ponto mais importante do encontro teria sido o de manter a visão que já vem desde as cúpulas anteriores do G20 de que é necessário um plano de ação para estimular o emprego e o crescimento para conseguir vencer a crise.
No comunicado final da cúpula, os líderes do G20 reconhecem que "desde nosso último encontro, a recuperação global se enfraqueceu, particularmente nos países avançados, deixando o desemprego em níveis inaceitáveis".
O texto reafirma o compromisso do grupo de trabalhar em conjunto com decisões "para revigorar o crescimento econômico, criar empregos, garantir estabilidade financeira, promover inclusão social e fazer com que a globalização sirva às necessidades das pessoas".
"Acredito que foi uma reunião que teve o mérito de colocar na ordem do dia a força do G20 para a colocação de políticas para o combate à crise, para dar sustentação ao conjunto do sistema", afirmou Dilma.

Postado pelo professor Fernando

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A ARTE CONTEMPORÂNEA, UM OLHAR.

A arte contemporânea é construída não mais necessariamente com o novo e o original, como ocorria no Modernismo e nos movimentos vanguardistas. Ela se caracteriza principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político.

Esta era da história da arte nasceu em meados do século XX e se estende até a atualidade, insinuando-se logo depois da Segunda Guerra Mundial. Este período traz consigo novos hábitos, diferentes concepções, a industrialização em massa, que imediatamente exerce profunda influência na pintura, nos movimentos literários, no universo ‘fashion’, na esfera cinematográfica, e nas demais vertentes artísticas. Esta tendência cultural com certeza emerge das vertiginosas transformações sociais ocorridas neste momento.
Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual subitamente dominou o dia-a-dia do mundo contemporâneo. Em uma atitude metalingüística, o criador se volta para a crítica de sua mesma obra e do material de que se vale para concebê-la, o arsenal imagético ao seu alcance.
Nos anos 60 a matéria gerada pelos novos artistas revela um caráter espacial, em plena era da viagem do Homem ao espaço, ao mesmo tempo em que abusa do vinil. Nos 70 a arte se diversifica, vários conceitos coexistem, entre eles a Op Art, que opta por uma arte geométrica; a Pop Art, inspirada nos ídolos desta época, na natureza celebrativa desta década – um de seus principais nomes é o do imortal Andy Warhol; o Expressionismo Abstrato; a Arte Conceitual; o Minimalismo; a Body Art; a Internet Street e a Art Street, a arte que se desenvolve nas ruas, influenciada pelo grafit e pelo movimento hip-hop. É na esteira das intensas transformações vigentes neste período que a arte contemporânea se consolida.
Ela realiza um mix de vários estilos, diversas escolas e técnicas. Não há uma mera contraposição entre a arte




figurativa e a abstrata, pois dentro de cada uma destas categorias há inúmeras variantes. Enquanto alguns quadros se revelam rigidamente figurativos, outros a muito custo expressam as características do corpo de um homem, como a Marilyn Monroe concebida por Willem de Kooning, em 1954. No seio das obras abstratas também se encontram diferentes concepções, dos traços ativos de Jackson Pollok à geometrização das criações de Mondrian. Outra vertente artística opta pelo caos, como a associação aleatória de jornais, selos e outros materiais na obra Imagem como um centro luminoso, produzida por Kurt Schwitters, em 1919.
Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas, o que permite à Arte Contemporânea ampliar seu espectro de atuação, pois ela não trabalha apenas com objetos concretos, mas principalmente com conceitos e atitudes. Refletir sobre a arte é muito mais importante que a própria arte em si, que agora já não é o objetivo final, mas sim um instrumento para que se possa meditar sobre os novos conteúdos impressos no cotidiano pelas velozes transformações vivenciadas no mundo atual.

POSTADO PELO PROFESSOR FERNANDO

Não a extradição de Assange!!!

Mãe de Assange pede à Austrália que impeça extradição de seu filho aos EUA


A mãe do fundador do portal WikiLeaks, Julian Assange, pediu que o governo australiano intervenha para prevenir a eventual extradição de seu filho aos Estados Unidos, informou a imprensa local nesta quinta-feira.
O Superior Tribunal de Londres autorizou nesta quarta a entrega de Assange à Suécia para ser processado por delitos de agressão sexual e estupro, embora o ativista ainda tenha 14 dias para apelar da decisão.
Christine Assange, cujo filho se encontra sob prisão domiciliar no Reino Unido desde dezembro, quer que Canberra interfira para que o ativista australiano não seja extraditado aos EUA, segundo a agência local AAP.

Andrew Winning/Reuters
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, chega a tribunal de Londres
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, chega a tribunal de Londres

A mãe do fundador do WikiLeaks enfatizou que o governo australiano deveria prestar atenção às opiniões legais e diplomáticas entregues em março a um grupo de legisladores assinalando que seu filho enfrenta um "perigo claro e iminente".
"O que quero é que o governo australiano aja com base nas recomendações que lhe deram seus próprios advogados e diplomatas e que exija que Suécia e Reino Unido deem, por escrito, garantias humanitárias assegurando que Julian não será extraditado aos Estados Unidos".
"Se isto acontecesse, eu acho que Julian iria para a Suécia sem resistir", já que sua preocupação "é que seja entregue" aos EUA, indicou.
Julian Assange acredita que o processo judicial na Suécia é promovido desde os EUA, o país mais prejudicado pelos milhares de documentos confidenciais e comprometedores publicados em diversos veículos do mundo através do WikiLeaks.
A Promotoria sueca acusa Assange de três delitos de agressão sexual e um de estupro após a denúncia de duas mulheres, que asseguraram que os casos ocorreram em agosto de 2010, enquanto o "ex-hacker" rejeita essas afirmações e diz que este processo tem motivação política.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Reféns - Trailer Legendado [HD]

a Geopolítica do Oriente Médio e os velhos dilemas.

Premiê israelense quer convencer ministros a atacar Irã, diz jornal
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Ehud Barak, tentam calcançar a maioria dentro do Conselho de Ministros para atacar instalações nucleares iranianas, informa o jornal Haaretz.
De acordo com uma importante fonte oficial, os ministros que se opõem a um ataque deste tipo têm ligeira maioria e por isso Netanyahu e Barak tentam persuadir os demais.
Recentemente, uniu-se ao grupo que apoia uma ação militar o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, quem até então resistia pelas possíveis repercussões que a operação traria.
Na segunda-feira, Barak negou informações da imprensa de que teria decidido, em conjunto com Netanyahu, atacar o Irã, apesar da oposição dos comandantes das Forças Armadas e dos serviços de inteligência. Ao mesmo tempo, afirmou que é preciso "atuar por todos os meios necessários e não descartar nenhuma opção".
O "Haaretz" afirma que Netanyahu, Barak e o ultradireitista ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, querem atacar o Irã, mas que os outros principais ministros do gabinete são contrários.

Sebastian Scheiner/Associated Press
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, discursa no Parlamento
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, discursa no Parlamento

Para estes os demais ministros, Israel devem continuar tentando mobilizar os países ocidentais para exercer pressões econômicas contra o Irã, e não pode atacar militarmente o país sem um acordo com os Estados Unidos.
O jornal, que cita ministros e altos funcionários da Defesa e das Relações Exteriores, afirma que o governo israelense considera decisivo um relatório que será divulgado no dia 8 de novembro pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
ATAQUE
Israel e as potências ocidentais acusam o Irã de tentar fabricar a bomba atômica, sob a fachada de um programa nuclear civil. Teerã nega que o programa tenha objetivos militares.
O tema do Irã ganhou destaque na sexta-feira depois que o colunista Nahum Barnea do jornal "Yedioth Ahronoth" abordou a questão da pressão interna dentro do governo para lançar um ataque em artigo de opinião sob o título de "Pressão atômica". O assunto dominou a sessão inaugural de inverno do Parlamento na segunda-feira.
Israel vê o Irã como um dos principais problemas regionais por ameaças do passado feitas pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. "Um Irã nuclear constituirá uma grave ameaça para o Oriente Médio e para o mundo inteiro, e certamente é uma ameaça direta e grave para nós", ressaltou Netanyahu em seu discurso.

France Presse
Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa a estudantes no Parlamento em Teerã
Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa a estudantes no Parlamento em Teerã

Barak rejeitou a postura de precaução de alguns políticos (muitos do mesmo governo) que advertem sobre as consequências que teria uma guerra com esse país. "Sou contrário a intimidação e ao (argumento) de que Israel pode ser destruído pelo Irã", sustentou.
RESPOSTA IRANIANA
Um comandante militar iraniano alertou nesta quarta-feira que um ataque israelense a locais de desenvolvimento de tecnologia nuclear terá um preço alto a Israel, de acordo com a agência de notícias locais ISNA.
Hassan Firouzabadi, membro da união dos chefes do Estado Maior das forças armadas do Irã, disse que tanto Israel quanto os Estados Unidos deveriam evitar tomar tal atitude contra o país.
"As autoridades americanas sabem que um ataque militar israelense contra o Irã causará pesados danos aos EUA, tão sérios quanto os danos ao governo de Israel", afirmou.

Postado pelo professor Fernando

Assange, suas revelações da podridão das sujeiras do submundo do mundo.

Tribunal britânico confirma extradição de Assange à Suécia




O Tribunal Superior de Londres deu sinal verde nesta quarta-feira para a extradição do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, para a Suécia.
O país queria que Assange fosse extraditado para responder por supostos abusos sexuais de que é acusado na Suécia.
A Promotoria sueca o acusa de três delitos de agressão sexual e um de estupro após a denúncia de duas mulheres que garantiram que os fatos aconteceram em agosto de 2010. Ele admite sexo consensual, nega qualquer crime e afirma estar sendo alvo de uma perseguição política que visa extraditá-lo aos Estados Unidos.
A defesa de Assange afirma que sua extradição a Suécia seria "injusta e ilegítima".
"Não estuprei aquelas mulheres nem posso imaginar o que tenha ocorrido entre nós que as faria pensar isso, exceto má intenção após o fato, um plano conjunto para me apanhar em uma armadilha, ou um terrível equívoco alimentado entre elas", escreveu ele em um artigo publicado em setembro no diário "The Independent", citado pela BBC.
"Posso ser uma espécie de porco chauvinista, mas não sou estuprador, e apenas uma visão distorcida das políticas sexuais pode tentar me transformar em um".
Os advogados do criador do WikiLeaks ainda podem recorrer da decisão na Suprema Corte, instância judicial máxima no Reino Unido.

Andrew Winning/Reuters
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, chega a tribunal de Londres
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, chega a tribunal de Londres

Em fevereiro, um juiz britânico aprovou a entrega de Assange às autoridades suecas ao argumentar que ele teria um julgamento justo, mas essa decisão foi recorrida em março pelos advogados do ativista no Tribunal Superior de Londres.
Ao dar sinal verde para extradição em fevereiro, o juiz Howard Riddle argumentou que o sistema judiciário sueco é suficientemente sólido para considerar que Assange enfrentará um julgamento com garantias.
O juiz também observou que as declarações das duas mulheres que apresentaram as denúncias demonstraram que não houve consentimento na relação sexual e afirmou que no Reino Unido essas acusações também seriam consideradas como estupro.
Porém, em sua apelação, Assange pediu em julho à Justiça que atenda seu recurso por considerar que o processo é "juridicamente defeituoso" e esconde motivos políticos.
O jornalista, cujo site revelou os detalhes de milhares de informações confidenciais das embaixadas dos Estados Unidos em todo o mundo, foi detido em Londres em dezembro de 2010 depois que as autoridades britânicas receberam a ordem de extradição das autoridades suecas.
Os partidários de Assange denunciam que o caso tem motivações políticas e que a extradição para a Suécia seria apenas uma etapa antes do australiano ser entregue aos Estados Unidos, país que ainda estuda uma maneira de acusá-lo formalmente.
No mês passado, o WikiLeaks anunciou que deixará de divulgar segredos oficiais por falta de financiamento.
O portal informou que suspendeu a divulgação de documentos por causa do "bloqueio arbitrário e ilegal" que instituições americanas como o Bank of America, Visa, MasterCard, PayPal e Western Union realizaram e que o deixaram sem acesso a financiamento.

Postado pelo professor Fernando