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domingo, 30 de outubro de 2011

TVEscola - MORTE E VIDA SEVERINA EM DESENHO ANIMADO (1/4)

Brilhante discurso de Charlie Chaplin - O Grande Ditador (1940)

Brilhante discurso de Charlie Chaplin - O Grande Ditador (1940)

'Quem faz a faxina é a lógica mafiosa', diz cientista político
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UIRÁ MACHADO
ENVIADO ESPECIAL A CAXAMBU (MG)

A queda do ex-ministro Orlando Silva (Esporte) não tem relevância individual, mas se torna importante por evidenciar um padrão de ocupação do espaço público que funciona dentro de uma lógica mafiosa, afirma o cientista político Renato Lessa, 57.
Para Lessa, professor de teoria política da Universidade Federal Fluminense, o governo de coalizão brasileiro favorece o exercício da política na base da chantagem, e as demissões de ministros não alteram em nada o cenário.
Até porque, diz ele, quem faz a "faxina" não é a presidente Dilma Rousseff, mas a "própria insustentabilidade dessa lógica mafiosa".
Lessa participou nesta semana do 35ë encontro da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), em Caxambu (MG), onde conversou com a Folha. Veja abaixo a entrevista.

Rafael Andrade/Folhapress
Cientista político Renato Lessa
Cientista político Renato Lessa

Folha - Durante debate sobre análise de conjuntura na Anpocs, o sr. disse que faria uma provocação e afirmou que o Brasil não tem conjuntura. Por quê?
Renato Lessa - É que nós sempre associamos a ideia de conjuntura a um tempo de curto prazo, volátil e marcado pela precipitação dos acontecimentos. Um tempo animado, no qual muitas coisas acontecem, coisas inauditas, imprevisíveis, surpreendentes.
Pense na Primavera Árabe ou na troca de prisioneiros palestinos por um soldado israelense, por exemplo. São momentos que têm a capacidade de reconfigurar todo o campo político daquela sociedade. A isso chamei de conjuntura ativa, um acontecimento com capacidade de provocar mudanças.
Agora, é claro que o Brasil tem uma conjuntura Ðporque conjuntura é um pedaço de tempoÐ, mas não uma que obedeça a esses requisitos. Olhando para um retrato 3 x 4 da política, o que aparece é a reiteração de padrões de longo e médio prazo.
Daí por que falei em conjuntura passiva. Não há na política brasileira sinais de inovação.
Essa ausência de conjuntura está ligada a este governo em particular ou o cenário já está desenhado há mais tempo?
Pensando bem, é um cenário que já se apresenta há algum tempo. Ocorre que tivemos um presidente que fabricava conjunturas. Lula foi o animador da República. Muito mais que um presidente de coalizão, era um presidente de animação. Ele ocupava o epicentro da política e produzia seu próprio acontecer na vida pública.
E agora?
Com o estilo Dilma, houve certa rotinização do exercício da Presidência. Há a constatação de que o país passa por uma experiência de invisibilidade da política e presença de uma grande coalizão que não é movida pela contribuição substantiva dos quadros dos partidos, mas determinada pela necessidade de acomodar aliados que supostamente vão votar com o governo.
Mas um governo dessa natureza é vulnerável à chantagem o tempo todo. Há uma lógica da sabotagem. As entranhas do governo são exibidas a partir de fogo amigo, a partir de lógicas que, tecnicamente falando, são mafiosas.
Nesse sentido, a queda do ex-ministro [do Esporte] Orlando Silva é previsível dentro desse padrão de política. Não há nada a comentar especificamente quanto à queda desse ministro, porque ela não tem relevância individual. Tem relevância apenas na medida em que nos ensina a perceber a reiteração de um certo padrão de ocupação do espaço público brasileiro.
Que o senhor considera mafioso?
Sim. Mas é bom deixar claro: estou usando o termo ªmafiosoº em sentido técnico. Não estou acusando ninguém de ladrão, de dom Corleone. Estou me referindo a esse sistema de divisão de butim e de informação que vaza quando algum acordo prévio não foi cumprido.
O interessante é que parece operar no governo uma espécie de cordão sanitário, como se fosse claro o que é poroso à predação e o que não pode ser. A gestão do desenvolvimento social e a da economia, por exemplo. É como se houvesse dois círculos: aquilo que o governo precisa para governar e aquilo que precisa para compor a base de apoio. Há certa noção do que não deve ser vulnerável a essa cultura da coalizão.
Isso o sr. atribui ao perfil da presidente Dilma?
O estilo Dilma é "low profile", mas ela sabe exatamente como o governo se compõe. Por sua experiência, ela sabe como a salsicha é feita. Na medida em que as entranhas do governo são expostas, essa cozinha mal cheirosa é exposta, ela tem a atitude: "isso não vai dar certo". É como se, já na primeira denúncia, ela soubesse como vai acabar. E ela espera o fim da fita.
É uma maneira aparentemente alheia ao processo, ela não atua, não demite o ministro, não faz um escândalo midiático exibindo um rigorismo heroico, mas uma paciência na qual espera algumas semanas, num "timing" quase repetido e ao fim do qual acontece o inevitável.
Ou seja, a própria lógica das interações chantagistas é capaz de executar o serviço. A faxina não é a presidente quem faz. Quem faz a faxina da República é a própria insustentabilidade dessa lógica mafiosa.
A presidente espera a conclusão do processo e, quando acaba, ela segue o barco. O problema não é curado, ela apenas resolve o episódio. É uma posição curiosa: deixa que o corpo feneça, mas o ambiente da doença não é alvo prioritário.
Mas se não há novidade nessa demissão em particular, o fato de terem havido seis em tão pouco tempo de governo não constitui um fato novo, inaudito?
Sim, mas é uma novidade atenuada pela reposição. A margem de manobra para fazer dessa novidade uma verdadeira novidade é muito reduzida, porque não altera a cultura e o ambiente que produzem ministros vulneráveis a acusações tais que sua permanência se torna impossível.
As demissões não alteram o cenário. Não alteram o fato de que é um governo de ampla coalizão, com partidos divididos em amplas facções.
Mas esse não é um problema da coalizão em si, certo?
Não, é da natureza da versão que o presidencialismo de coalizão adotou a partir da redemocratização. Isso introduz um viés conservador na política que é quase invencível. A mecânica da coalizão exerce sobre a política o efeito conservador. O âmbito da inovação política é muito pequeno, porque é uma política que em grande medida tem que estar a serviço da manutenção da coalizão, uma coalizão que se repõe.
O principal objetivo da coalizão não é viabilizar governo com determinados programas, é permanecer enquanto coalizão, tem um interesse própria na autoconservação. É essa prioridade da autoconservação que produz esse efeito conservador na política.
O ponto que eu acho importante é que há uma operação da política o tempo todo na gestão dessa coalizão. Não é fácil manter uma coalizão dessa, e tanto que ela dá mostra de que, apesar de ter enorme maioria na base, não é confiável.
O governo, no fim, faz em grande medida um esforço de autogoverno, de governar a si mesmo.
Qual seria a saída?
Não sei nem sei se há saída, se depende de um truque genial de invenção institucional. Isso tem a ver também com dinâmicas sociais e culturais de longo prazo. Tem a ver com despolitização social grande, com persistência de partidos políticos que são agência de captura de sufrágio, e não instituições de socialização e politização...
A política sugere a imagem de uma coisa descolada, autárquica, mais autarquia e menos representação.
A oposição colabora para esse cenário?
É muito difícil fazer oposição a esse modelo político.
O PT fez ao FHC, e o modelo era o mesmo.
Mas fundamentalmente porque havia um partido político que ainda não era parte sistêmica da cultura da grande coalizão. Partido cuja energia oposicionista estava sustentada na crença de que era um partido da sociedade, que fazia um bom assalto democrático ao governo oligarquizado. Era um ator político que também era um ator social. Não existe mais isso.
Tirando esse fato que você bem lembrou, é um ambiente ruim, porque a grande coalizão é porosa, é como se ela fosse ilimitada. Não se põe o problema da coalizão mínima necessária para vencer. Ela é expansiva.
O exemplo é o PSD, que é um dreno na oposição. Sujeitos políticos entram num partido que não é nem de centro nem de esquerda nem de direita e deixam de ser a ponta visível de uma oposição conservadora de direita a um governo determinado.
Tem que haver uma oposição conservadora, temos que ter o espectro todo representado. O sistema da grande coalizão absorve e deixa pouco espaço para quem fica de fora.
E José Serra, que...
Esse é um caso curioso. Serra foi de certo modo vitorioso, porque tem uma expressão eleitoral com quase 40 milhões de votos. Isso não é pouca coisa, é um capital político extraordinário.
Mas o que a oposição faz com esse capital político? Como o interpreta? É como se fosse algo instantâneo que se esvai no momento seguinte à eleição.
Há uma oposição que não está à altura de seu próprio sucesso eleitoral. A oposição tem que ser capaz de formular objeções substantivas à política em curso no país.
É patético que a oposição se limite a ler um recorte de jornal no púlpito do Senado. O ator político precisa interpretar, sugerir, exercer inteligência sobre essas coisas.
Nesses dez primeiros meses de governo Dilma, o sr. identifica alguma agenda que lhe seja própria?
O que estou chamando de conjuntura passiva tem a ver com esse âmbito pequeno da política, mas não significa dizer que outras coisas não estejam ocorrendo fora desse retrato 3 x 4.
Há uma gestão da política macroeconômica, uma política voltada para a redução dos juros. Há uma orientação específica, uma concepção sobre como o país deve tocar sua própria vida econômica diante de uma crise internacional.
Aí há realmente escolhas importantes. Escolhas políticas, estratégicas. Aí sente-se que há um governo, uma direção, não é uma loucura, uma aventura.

sábado, 29 de outubro de 2011

Gilberto Gil - Vamos Fugir

Contato

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Missão Impossível - Protocolo Fantasma Trailer Legendado

ENEM FARRAPEIRO, TRAPACEIRO.

Diante do vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Ceará, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defende a anulação da prova em todo o país. Em entrevista ao site de VEJA, o advogado recorda problemas similares ocorridos com exames da própria Ordem em São Paulo e afirma que a reação do Ministério da Educação (MEC) ao episódio foi insatisfatória, uma vez que o governo já deveria estar preparado para lidar com a crise.


A falha mais grave do Enem

Instituído em 1998 como ferramenta de medição da qualidade do ensino médio, o Enem foi transfigurado, em 2009, em vestibular. Desde então, coleciona turbulências, como furto de provas e erros de impressão. O problema que sacode a edição 2011, contudo, é mais grave. Dias antes de sua realização, em 22 e 23 de outubro, alunos do Colégio Christus, em Fortaleza, tiveram acesso a 14 questões que constavam da avaliação federal. Pior: suspeita-se que estudantes de outras instituições viram os testes. Isso configura um ataque ao princípio da isonomia do exame, segundo o qual todos os participantes devem estar submetidos às mesmas condições ao realizar a prova. O episódio também revela uma falha no processo de aplicação do Enem, ainda a ser detalhada pela investigação em curso na Polícia Federal.

Saiba mais

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OAB: cancelar provas de alunos do CE é inconstitucional

Defensoria Pública pede a anulação do exame

O senhor defende que o Enem seja anulado. Por quê? Ninguém pode garantir que as respostas da prova ficaram restritas só aos alunos daquele colégio (Christus), ou mesmo no estado (Ceará), em função do mundo conectado que temos hoje. A OAB já passou por uma situação parecida, em que foi confirmado o vazamento de informações de uma prova no estado de São Paulo. O exame foi anulado no Brasil inteiro em razão da possibilidade de isso ter acontecido em outros lugares.

Como as falhas podem ferir os direitos do cidadão? É muito difícil construir um exame desse tamanho, mas os erros anteriores deveriam ter ensinado uma lição ao MEC. É claro que o ser humano está sujeito a falhas, mas os profissionais do ministério deveriam ter tido mais cuidado ainda na operação, principalmente por causa das experiências malsucedidas. Esperava-se uma maior cautela. Afinal, quanto maior o número de participantes, maiores as chances de vazamento.

Como o senhor vê a reação do MEC ao episódio? Acho o MEC deveria ter fornecido uma resposta mais efetiva. Não há dúvidas de que essa atitude de ganhar tempo que eles utilizam é ruim para a credibilidade do governo. Mas essa é uma opção de gestão. Do ponto de vista da sociedade, entendemos que é complicado manter uma prova, com o vazamento comprovado em pelo menos um estado.

Que ações os participantes do exame podem tomar? Eles podem pedir a anulação da prova, se quiserem. Aliás, já existem ações nesse sentido, como uma ação coletiva junto com o Ministério Público Federal.



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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Contagio (Trailer) Professor Fernando recomenda.

Nasa




A Nasa recriou a imagem da primeira supernova documentada, que foi observada por astrônomos chineses há quase dois mil anos e que teve suas fotos divulgadas nesta segunda-feira (24).


A Nasa combinou dados de quatro telescópios espaciais diferentes para criar a imagem da supernova, conhecida como RCW 86, a mais antiga que consta dos registros de astronomia.

Os astrônomos chineses foram testemunhas do evento que aconteceu no ano 185 d. C., quando descobriram uma estrela muito luminosa que permaneceu no céu durante oito meses.

As imagens de raios X do observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia e do Observatório de Chandra, da Nasa, foram combinadas para formar as cores azul e verde na imagem, que mostram que o gás interestelar se aqueceu a milhões de graus devido à onda expansiva da supernova.




Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e da sonda Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer), que são vistos em amarelo e vermelho, revelam o pó que chega a várias centenas de graus abaixo de zero, cálido em comparação com o pó cósmico habitual na Via Láctea, indicou a agência espacial.



Mediante o estudo dos raios X e dos dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que a causa daquela misteriosa explosão no céu foi uma supernova de tipo Ia, que se produz depois da violenta explosão de uma estrela anã branca.



A supernova RCW 86 está a aproximadamente oito mil anos luz de distância. Tem 85 anos luz de diâmetro e ocupa uma região do céu na constelação austral de Circinus que, segundo indica a Nasa como referência, é ligeiramente maior que a lua cheia.




Professor Fernando


A Fé,humildade e a insistência é o segredo do sucesso.

-- Professor Fernando

Frases, poemas e mensagens no
http://pensador.uol.com.br


Aurora boreau, vista de cima, da ISS.







Astronautas que atualmente se encontram na ISS (Estação Espacial Internacional) divulgaram nesta quarta-feira a foto de uma aurora austral.


O fenômeno, que é causado pela interação da poeira estelar e o campo magnético terrestre.

Nasa/Associated Press

Na foto tirada por astronautas, aparece uma parte da estação espacial e a aurora austral ao fundo, em verde

A região fotografada está acima do sul da Nova Zelândia e o mar da Tasmânia.

Hoje vivem três astronautas na ISS. São eles: o russo Sergei Volkov, o norte-americano Mike Fossum e o japonês Satoshi Furukawa.



domingo, 23 de outubro de 2011

Pensamento, Reflexão e Educação: A endêmica Corrupção no Brasil

Pensamento, Reflexão e Educação: A endêmica Corrupção no Brasil: De R$ 100 desviados por corrupção, governo federal só recupera R$ 2,34 Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat...

A endêmica Corrupção no Brasil




De R$ 100 desviados por corrupção, governo federal só recupera R$ 2,34

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/22/de-100-desviados-por-corrupcao-governo-federal-so-recupera-2-34-925636985.asp#ixzz1bbm5frVd

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BRASÍLIA - Se a capacidade de liberar verbas por meio de convênios nunca foi tão grande quanto nos últimos oito anos, o governo federal está longe da mesma eficiência na recuperação do dinheiro desviado por maus gestores públicos e organizações não governamentais. Desde 2003, a União ajuizou ações para cobrar R$ 67,9 bilhões desviados ou mal empregados. A cada R$ 100 que escorreram pelo ralo da corrupção, conseguiu reaver, de 2003 a 2010, na Justiça R$ 2,34. Os dados são da Advocacia Geral da União (AGU), órgão responsável pelas ações de cobrança. Um desempenho medíocre, fruto da morosidade dos tribunais e da omissão dos ministérios na análise das prestações de contas de entidades, prefeituras e estados conveniados.

O grosso do dinheiro cobrado pela AGU é das chamadas transferências voluntárias, pactuadas por meio de convênios e instrumentos semelhantes. De lá para cá, sentenças judiciais garantiram devolução de R$ 1,5 bilhão, ou 2,34% do total. Desse montante, mais de 93% são de convênios. O caminho da recuperação é lento, a começar pelas providências elementares, a cargo dos órgãos federais responsáveis pela liberação.

Contratos irregulares: Entidades e governos devem R$ 6,8 bi à União

Causa e efeito: Cargos-chaves em ministérios são ocupados por técnicos após escândalos

Infográfico: Os escândalos no governo Dilma

Ao fim dos convênios, cabe a eles analisar as prestações de contas técnicas e financeiras das atividades bancadas com a verba pública, o que, não raro, leva anos. Só com elas é possível confirmar irregularidades e tentar reaver o dinheiro. Em 31 de dezembro do ano passado, a montanha sem apreciação do governo tinha 42.963 processos, cujos repasses somam R$ 18,2 bilhões, valor 9% maior que o apurado em 2009. O atraso médio na verificação era de seis anos e nove meses, aponta o Tribunal de Contas da União (TCU).

- Historicamente, a recuperação sempre foi um fiasco, um fracasso. Há um lapso de tempo grande até se descobrir o problema - constata o diretor substituto do Departamento de Patrimônio e Probidade da AGU, Tércio Issami Tokano.

Constatado o desvio, inicia-se uma via crucis burocrática. Cabe ao governo enviar ao responsável pelo convênio a cobrança administrativa - não paga, segundo a AGU, na quase totalidade dos casos. Se não houver sucesso, abre-se uma tomada de contas especial (TCE), processo formal para apurar o dano e as responsabilidades. Concluída pelo órgão responsável, a papelada é enviada à Controladoria Geral da União (CGU), que dá parecer sobre a regularidade da análise. Só então os documentos seguem para o TCU, que pode levar anos até julgar o caso e condenar o gestor à devolução da verba - a Lei Orgânica do tribunal prevê inúmeros recursos e prazos.

Se o débito não for quitado nessa fase, a decisão segue para abertura de ação pela AGU. O ressarcimento passa a depender do Judiciário.

- No meu gabinete, recebo TCEs de órgãos federais extintos na década de 1990. Estamos executando agora acórdãos aprovados pelo TCU entre 2004 e 2007 - comenta Issami.

Condenado pelo TCU em 2001 a devolver verba desviada do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), o ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF) ainda não acertou suas contas e só ano passado decidiu tentar acordo com a AGU. O débito apurado pelo tribunal era de R$ 169,5 milhões, mas, diz o governo, acrescidos a atualização monetária, as multas e os juros de 1% ao mês, chega a R$ 900 milhões. Por ora, só R$ 54,9 milhões voltaram ao Tesouro, graças a uma decisão da Justiça Federal, que liberou montante obtido por bloqueio de pequenas movimentações das empresas de Estevão.

Por lei, ações para cobrança de desvios não prescrevem. Mas, com o tempo, os envolvidos acabam transferindo patrimônio para dificultar a execução.

- Ao fim, o que ocorre é que não há mais nada em nome do devedor a penhorar - diz o advogado da União.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A verdade, o que é? O Filósofo Nietzsche, responde, galera!






O que é a verdade?

Dentro das mais complexas tentativas de definição não podemos simplesmente pinçar uma e pronto essa vai me servir. O que quero dizer é que não existe “A Verdade”, o que existe são “As Verdades”. Assim, a busca pela verdade é como a busca pela essência de determinada condição, é compreender a totalidade da ideia e observar o que satisfaz ou não a essa determinada condição.

“Eu sou mortal”, Essa afirmação será verdade? Vejamos:

Essa é uma autoafirmação que só tem sentido e só assume caráter de verdade se uma mentira vier contrapor a ideia por traz da essência que se busca mostrar com essa afirmação. As verdades não existem por si mesmas, para existirem, devem obedecer a um princípio básico de coexistência, o que chamo de Marco Fundamental para a Ideia de Verdade. Isso fica claro quando observamos a construção a seguir, vejamos:

“Todo homem é mortal”. “João é homem, logo, João é mortal”.

Para aceitarmos como verdade a ideia de que João é mortal, foi necessário atribuir um Marco Fundamental para a Ideia de Verdade. Ou seja, foi preciso “impor” uma verdade, Todo homem é mortal, para outra, João é mortal, fosse tomada como tal.

A lógica da coisa é relativamente simples, consiste impor ou tomar como verdade uma ideia geradora para que outra assuma caráter de verdade, isso fica evidente nas construções lógicas. O que é verdade e o que é mentira só passa a ter sentido complementar depois de tomarmos como base uma premissa maior, o Marco Fundamental para a Ideia de Verdade. O que quero dizer é que sem a afirmativa maior não temos nem verdade e nem a mentira, ou seja, não temos base para compreendermos a totalidade da ideia primitiva e sendo este último um fato, não reunimos condições suficientes para inferir o que satisfaz ou não uma condição qualquer.

Quando impomos algo como verdade e damos para essa algo a condição de existir imutavelmente, estamos dizendo que tudo que aconteça fora dele é sua própria negação, ou seja, estamos dando origem às mentiras a cerca desta verdade importa. Logo, temos que a verdade muda de acordo com a argumentação inicial e sua negação muda na mesma proporção, isso indica que a verdade e a mentira não são ideia imutáveis, mas sim, condições que variam sendo sempre uma a contra argumentação da outra.

Como exemplo, podemos citar os axiomas, que são verdades aceitas sem demonstrações e usadas como pontes de entrada para a inferência de outras verdades. Podemos ainda paralelizar dizendo que a mentira é a função inversa da verdade. Podemos ainda relacionar ambas como tendo mesma direção e sentido contrário, ou seja, estão mutuamente ligadas pelo Marco Fundamental para a Ideia de Verdade, sendo este uma condição construída e atribuída pelo homem.

O que é verdade e o que é mentira vai depender do referencial maior, pois aquilo que atribuímos com verdade vai designar automaticamente o que são suas mentiras e aquilo que atribuímos com mentira designar automaticamente o que são suas verdades.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Heidegger - Demasiadamnete Humano.

Platão, o Filósofo, discípulo de Sócrates.

Este importante filósofo grego nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu em 347 a.C. É considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Suas idéias baseiam-se na diferenciação do mundo entre as coisas sensíveis (mundo das idéias e a inteligência) e as coisas visíveis (seres vivos e a matéria).




Filho de uma família de aristocratas, começou seus trabalhos filosóficos após estabelecer contato com outro importante pensador grego: Sócrates. Platão torna-se seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia com o propósito de recuperar e desenvolver as idéias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, ensinando filosofia na corte.



Ao voltar para Atenas, passa a administrar e comandar a Academia, destinando mais energia no estudo e na pesquisa em diversas áreas do conhecimento: ciências, matemática, retórica (arte de falar em público), além da filosofia. Suas obras mais importantes e conhecidas são: Apologia de Sócrates, em que valoriza os pensamentos do mestre; O Banquete, fala sobre o amor de uma forma dialética; e A República, em que analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.



Idéias de Platão para a educação



Platão valorizava os métodos de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento. De acordo com Platão, os alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida. A educação deveria funcionar como forma de desenvolver o homem moral. A educação deveria dedicar esforços para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos. Aulas de retórica, debates, educação musical, geometria, astronomia e educação militar. Para os alunos de classes menos favorecidas, Platão dizia que deveriam buscar em trabalho a partir dos 13 anos de idade. Afirmava também que a educação da mulher deveria ser a mesma educação aplicada aos homens.



Frases de Platão



"O belo é o esplendor da verdade".



"O que mais vale não é viver, mas viver bem".



"Vencer a si próprio é a maior de todas as vitórias".



"O amor é uma perigosa doença mental".



"Praticar injustiças é pior que sofrê-las".



"A harmonia se consegue através da virtude".



"Teme a velhice, pois ela nunca vem só".



"A educação deve possibitar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter".





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terça-feira, 18 de outubro de 2011

O que é a Xenofobia? Diga não há qualquer tipo de preconceito!

Xenofobia é uma aversão apresentada diante do diferente, um medo excessivo, descontrolado, ao desconhecido, tanto por pessoas quanto por objetos. É um termo utilizado também para se referir a qualquer forma de preconceito, racial, grupal ou cultural. Porém pode causar polêmica sendo confundida com preconceitos e vista como a origem dos mesmos.




É importante ressaltar que a Xenofobia pode originar aversões que levam ao preconceito, embora nem todo preconceito seja proveniente de uma fobia.



O principal sintoma da xenofobia é o medo excessivo e desequilibrado do desconhecido, é ocasionado por uma ansiedade provocada depois de um período em que a pessoa é exposta a algum objeto ou pessoa desconhecida. Isso pode fazer com que a pessoa evite situações de risco, temendo ter uma crise de pânico, influenciando diretamente na rotina, nos relacionamentos e nas atividades sociais.



Essas situações de risco podem provocar angústia, ansiedade, aumento da tensão arterial e da freqüência cardíaca.



Vista como qualquer fobia, a Xenofobia pode se manifestar de diferentes intensidades, podendo se tornar uma doença psicológica.

Como doença psicológica, a Xenofobia é incluída no grupo das perturbações fóbicas, sendo uma fobia específica.



No tratamento da Xenofobia são empregados os métodos da terapia comportamental, onde a pessoa é exposta a uma situação estranha que lhe impulsiona a fobia.

São aprendidas técnicas para lidar com a ansiedade e angústia sentidas em relação às pessoas desconhecidas.



Em manifestações mais sérias, são utilizados medicamentos, com o objetivo de diminuir a ansiedade.

Sócrates, Filósofo Grego








"Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos".

Sócrates
Postado élo Professor Fernando

sábado, 15 de outubro de 2011

Dilma, seu governo e os sindicatos.





Dilma e as greves


Diante das paralisações e da pressão dos sindicatos por aumentos, a presidente diz não aos trabalhadores e escala ministros para negociar com cada categoria. A estratégia é dura, mas não compromete a relação entre o governo e as centrais
Como ocorre em todo o primeiro ano de governo, o movimento sindical estica a corda nas negociações por aumentos salariais com o Palácio do Planalto no período de definição dos dissídios coletivos trabalhistas. Foi assim durante os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e o cenário se repete agora. Escaldada, a presidente Dilma Rousseff montou previamente uma estratégia para lidar com as exigências das categorias profissionais. O plano foi colocado em prática na semana passada, quando a presidente estava na Bélgica, participando da 5ª cúpula Brasil-União Europeia. Dilma indicou auxiliares e integrantes de primeiro escalão para negociar com cada categoria específica e em pelo menos cinco telefonemas para os subordinados em Brasília a presidente deixou clara sua posição. “Avisem que a minha orientação é a de não fazer concessões”, determinou.



Dilma decidiu jogar duro com os sindicatos por dois motivos. O primeiro é a preocupação com os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira. Outro é a consciência de que está diante de um movimento sindical dócil, domesticado por Lula nos últimos oito anos. A maioria das categorias de servidores, por exemplo, teve generosos aumentos acima da inflação. Já a cúpula sindical foi amaciada ao sabor da liberação de verbas e acomodações em cargos públicos. Hoje, não seria leviano afirmar que os sindicalistas são tão ou mais governistas que o PMDB. “Os trabalhadores têm muita gordura para queimar”, repetiu Dilma nos últimos dias. “As coisas mudaram. No governo Lula, havia muito mais espaço para negociações”, reconhece José Rivaldo da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios. Nessa estratégia de recrudescer o diálogo, a presidente defendeu o corte do ponto dos grevistas e o fim do diálogo com os líderes sindicais até o pronunciamento da Justiça do Trabalho. Ao pesar a mão, ela quer desencorajar demandas de outras categorias, como os petroleiros, que já aprovaram indicativo de greve para a terça-feira 18. Há grande receio com o efeito cascata que seria provocado por aumentos excessivos e seu impacto sobre a inflação.





NÃO LEVARAM

Grevistas dos Correios haviam pedido aumento

superior a 14%, mas só receberam um reajuste de 6,87%



As preocupações não devem se restringir apenas à economia, ensina a retrospectiva histórica. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando endureceu o discurso, pagou uma conta pesada. Em maio de 1995, os petroleiros iniciaram uma greve histórica. Mais de 90% da categoria parou por 32 dias contra a privatização da Petrobras. Após uma semana, o TST considerou a greve abusiva, mas os petroleiros não cederam. A greve foi marcada por demissões, punições e a presença de tanques do Exército nas refinarias da Petrobras. Com isso, Fernando Henrique sofreu enorme desgaste e viu chegar ao fim a lua de mel com os trabalhadores. Diferentemente de FHC, a presidente Dilma Rousseff não quer deixar que a situação chegue a esse ponto. Apesar de enfrentar um sindicalismo de espírito “paz e amor”, ela fez questão de se cercar de cuidados para que nenhum sobressalto político – ou econômico – possa vir a afetar sua popularidade. Se de um lado ela congelou no Congresso o reajuste de 57% do Judiciário e impediu os aumentos da Polícia Federal, de outro escalou quatro ministros para sentar à mesa com os grandes sindicatos.



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ficou responsável pela greve dos Correios. Por decisão dele, os contracheques dos grevistas com os dias descontados foram divulgados na intranet da empresa. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebeu a incumbência de acompanhar a greve dos bancários e vetou o aumento real de 5%. A tarefa da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, é manter o cofre fechado. Ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, cabe seguir de perto os desdobramentos das negociações com os sindicatos. Mas ele não está sozinho nessa missão: é assessorado pelo experiente sindicalista José Lopez Feijóo, que trocou a vice-presidência da CUT pelo Planalto em abril. O deputado estadual Carlos Alberto Grana (PT-SP), que acumula 32 anos de sindicalismo no ABC paulista, também ajuda nos bastidores. Assim, sindicalistas e governo seguem falando a mesma língua. Um dos argumentos dos ministros à frente das negociações foi apelar à razão dos trabalhadores argumentando que uma crise econômica, caso o País não cuide de suas contas públicas, poderá ser ruim para todo mundo. “Há uma tempestade se formando no céu, não podemos sair de bermuda e camiseta. Temos que ter um guarda-chuva”, justifica o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, titular do Planejamento do governo Lula.


Postado pelo Professor Fernando






O otimismo brasileiro, o que é? A Antropologia responde.







Que o brasileiro esbanja otimismo sobre o futuro não é novidade. Há exatos 70 anos, o austríaco Stefan Zweig cunhou a famosa expressão “Brasil, país do futuro”, que captava a atmosfera esperançosa do país e acabou virando título de seu livro mais conhecido. Cientificamente isso também já foi comprovado. Em 2009, uma pesquisa mundial feita pelo Gallup World Poll mediu o grau de satisfação com a vida em 144 países. As pessoas precisavam responder quão felizes estavam numa escala de 0 a 10. A média 7 atribuída pelos brasileiros colocou o país na 17a posição no ranking mundial, seis posições à frente da própria colocação no ranking anterior, de 2006. Considerando o PIB per capita, que colocava o Brasil em torno do 50o lugar no mundo, esse desempenho já chamava a atenção. Quando os pesquisadores do Gallup perguntaram sobre a expectativa de felicidade para 2014, o Brasil virou campeão mundial. Com nota 8,7, apareceu em primeiro lugar na lista de 144 países. Agora, dois anos depois, uma ampla pesquisa exclusiva constatou que o otimismo brasileiro está calçado na realidade econômica, reflete a melhoria da vida no presente e – a despeito dos problemas – está em ascensão.




Para celebrar sua edição número 700 – esta que você tem em mãos –, ÉPOCA decidiu refazer a pesquisa sobre satisfação com a vida e expectativa de futuro que foi tema da capa da edição número 1 da revista, em 25 de maio de 1998. No levantamento de 13 anos atrás, ÉPOCA estreou nas bancas mostrando o retrato de uma nação moderadamente otimista, menos ufanista que seus vizinhos latinos, mas algo descrente da legitimidade da democracia. Parecia razoavelmente satisfeita com a vida, mas muito preocupada com o problema do desemprego. Falava-se naquele momento que a autoestima do brasileiro estava “saindo do fundo do poço”. O que mudou nessa sociedade, 700 edições depois, é o mote da atual pesquisa. Ela foi levada a campo pelo Instituto MCI no mês passado, com as mesmas perguntas de 1998, elaboradas então pelo centro chileno Latinobarômetro e aplicadas aqui pelos institutos Mori Brasil e Vox Populi.



Apesar de problemas crônicos como corrupção e violência, o país que emerge da consulta parece viver um momento de intensa satisfação, inédita desde a redemocratização, há pouco mais de 25 anos. Tostão, o ex-craque de futebol, hoje cronista, escreveu, dias atrás, um artigo em que captura essa sensação: “O complexo de vira-lata (que Nelson Rodrigues atribuiu aos brasileiros) continua presente. Porém, existe hoje, bastante forte, o sentimento oposto, o complexo de grandeza (...) Existe hoje uma euforia em parte da sociedade, como se o Brasil estivesse uma maravilha e muitos outros países falidos”.



A pesquisa encomendada por ÉPOCA mostra uma nação contagiada por esse “complexo de grandeza”. Há um sentimento de satisfação vários graus acima daquele constatado no fim dos anos 1990, algo que nem sempre é explicável pelas circunstâncias imediatas ou pelas ainda difíceis condições de vida da maioria. O otimismo parece fazer parte da psicologia brasileira mesmo em momentos de crise. Quando as coisas vão bem para o país, como agora, ele transborda. A que se deve isso?



O sociólogo e jornalista Muniz Sodré trata disso no livro A comunicação do grotesco: introdução à cultura de massa no Brasil. Sodré relaciona mecanismos psíquicos e sociais que passaram a fazer parte do “ser brasileiro”. Além do “espírito de conciliação”, do “personalismo generalizado”, do “gosto pelo verbalismo” e da “transigência nas relações raciais”, ele dedica especial atenção ao que chama de “otimismo generalizado” – que, segundo Sodré, muitas vezes transborda para o ufanismo. Para tentar explicar a origem desse fenômeno, o autor volta aos anos 1930, quando o cenário político, econômico e social passou por profundas transformações. Com a ascensão de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres”, o governo passou a incentivar um modelo de integração nacional calcado na industrialização, na urbanização e na complexidade do aparelho estatal, que fortaleceu o nacionalismo. O rádio se consolidou como instrumento de difusão da ideia de brasilidade. A cultura foi contaminada por esse clima de euforia ufanista e passou a reproduzi-lo em cancões como “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso. As riquezas naturais (“Essas fontes murmurantes, onde mato minha sede...”) começaram a ser decantadas. Num cenário de orgulho cada vez mais retumbante, até Deus virou brasileiro. O otimismo se exacerbou e o ufanismo tornou-se uma característica nacional. O Brasil se converteu no “país do futuro”, diz Sodré, um país grandioso, de enorme potencial, de gente simples, mas trabalhadora. “Deixam de existir limites entre o Brasil real e o Brasil possível”, escreveu ele.
Postado pelo professor Fernando



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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Marisa Monte - Não é Fácil.

Ivan Lins - Lembra de Mim.

Emilio Santiago- Coisas Da Paixão -(Ao Vivo)

A influência do Barroco no Brasil

Origens e Características do Barroco




O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, no teatro e na música. O berço do barroco é a Itália do século XVII, porém se espalhou por outros países europeus como, por exemplo, a Holanda, a Bélgica, a França e a Espanha. O barroco permaneceu vivo no mundo das artes até o século XVIII. Na América Latina, o barroco entrou no século XVII, trazido por artistas que viajavam para a Europa, e permaneceu até o final do século XVIII.





Contexto histórico



O barroco se desenvolve no seguinte contexto histórico: após o processo de Reformas Religiosas, ocorrido no século XVI, a Igreja Católica havia perdido muito espaço e poder. Mesmo assim, os católicos continuavam influenciando muito o cenário político, econômico e religioso na Europa. A arte barroca surge neste contexto e expressa todo o contraste deste período: a espiritualidade e teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e antropocentrismo do Renascimento.



Os artistas barrocos foram patrocinados pelos monarcas, burgueses e pelo clero. As obras de pintura e escultura deste período são rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções da vida e do ser humano.

A palavra barroco tem um significado que representa bem as características deste estilo. Significa " pérola irregular" ou "pérola deformada" e representa de forma pejorativa a idéia de irregularidade.



O período final do barroco (século XVIII) é chamado de rococó e possui algumas peculiaridades, embora as principais características do barroco estão presentes nesta fase. No rococó existe a presença de curvas e muitos detalhes decorativos (conchas, flores, folhas, ramos). Os temas relacionados à mitologia grega e romana, além dos hábitos das cortes também aparecem com freqüência.



BARROCO EUROPEU



As obras dos artistas barrocos europeus valorizam as cores, as sombras e a luz, e representam os contrates. As imagens não são tão centralizadas quanto as renascentistas e aparecem de forma dinâmica, valorizando o movimento. Os temas principais são: mitologia, passagens da Bíblia e a história da humanidade. As cenas retratadas costumam ser sobre a vida da nobreza, o cotidiano da burguesia, naturezas-mortas entre outros. Muitos artistas barrocos dedicaram-se a decorar igrejas com esculturas e pinturas, utilizando a técnica da perspectiva.



As esculturas barrocas mostram faces humanas marcadas pelas emoções, principalmente o sofrimento. Os traços se contorcem, demonstrando um movimento exagerado. Predominam nas esculturas as curvas, os relevos e a utilização da cor dourada.



O pintor renascentista italiano Tintoretto é considerado um dos precursores do Barroco na Europa, pois muitas de suas obras apresentam, de forma antecipada, importantes características barrocas.



Podemos citar como principais artistas do barroco: o espanhol Velásquez, o italiano Caravaggio, os belgas Van Dyck e Frans Hals, os holandeses Rembrandt e Vermeer e o flamengo Rubens.



BARROCO NO BRASIL



O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam um intensa vida cultura e artística em pleno desenvolvimento.



O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa também conhecido como Aleijadinho. Sua obras, de forte caráter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil. Podemos citar algumas obras de Aleijadinho: Os Doze Profetas e Os Passos da Paixão, na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo (MG).



Outros artistas importantes do barroco brasileiro foram: o pintor mineiro Manuel da Costa Ataíde e o escultor carioca Mestre Valentim. No estado da Bahia, o barroco destacou-se na decoração das igrejas em Salvador como, por exemplo, de São Francisco de Assis e a da Ordem Terceira de São Francisco.



No campo da Literatura, podemos destacar o poeta Gregório de Matos Guerra, também conhecido como "Boca do Inferno". Ele é considerado o mais importante poeta barroco brasileiro.



Outro importante representante da Literatura Barroca foi o padre Antônio Vieira que ganhou destaque com seus sermões.



sábado, 8 de outubro de 2011

Gabriel O Pensador - Até Quando? (MTV AO VIVO)

Religião na Pós-Modernidade 2c.wmv

Na China não tem Liberdade.



Após um ano da nomeação ao Prêmio Nobel da Paz, pouco mudou na vida do dissidente chinês Liu Xiaobo, 55, condenado em 2009 a 11 anos de prisão por “incentivar a subversão contra o Estado”.



Único Nobel atrás das grades no mundo, o professor de literatura teve a sentença inalterada e ainda viu a mulher, Liu Xia, ser submetida a prisão domiciliar tanto para evitar contato com a imprensa e como para impedir que viajasse à Europa para receber o prêmio em seu lugar.



Caso saia da prisão e seja autorizado a viajar ao exterior, Liu Xiaobo poderá receber a medalha do Prêmio Nobel e a soma de US$ 1,5 milhão.



Outros críticos do governo chinês também tiveram um ano especialmente difícil. Preocupado em evitar movimentos inspirados pelas revoltas árabes, Pequim lançou uma forte ofensiva contra escritores, advogados, jornalistas artistas e ativistas sociais, com ao menos 76 prisões e outras medidas de repressão, segundo levantamento da ONG Human Rights Watch.



O caso mais notório foi o do artista Ai Weiwei, encarcerado por cerca de três meses. Em 2008, ele foi um dos que assinaram a Carta 08, documento idealizado por Liu Xiaobo e que o levou à prisão. Publicado em 2008 e apoiado por 303 ativistas, defende reformas democráticas e o fim do monopólio político do Partido Comunista.



PS: num caso que beira o surrealismo, o Ministério da Cultura chinês proibiu a segunda edição do Prêmio Confúcio da Paz, uma iniciativa improvisada no ano passado por intelectuais nacionalistas para fazer um contraponto ao Nobel dado a Liu Xiaobo. O nomeado naquele ano foi um político taiwanês, que não aceitou o prêmio. O principal motivo do cancelamento foi a disputa entre dois membros do prêmio original, que se diziam no direito de conduzir a seleção. Entre os oito indicados deste ano estavam Vladimir Putin e Bill Gates.



















Escrito por Fabiano Maisonnave às 07h20



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Renato Russo - Mais uma Vez