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terça-feira, 30 de junho de 2009

ONU e OEA: Honduras

Nações Unidas pedem respeito às instituições em Honduras
30/06/2009
O Secretário-Geral condenou a prisão do presidente José Manuel Zelaya Rosales e pediu o pleno respeito dos direitos humanos no país.








Ban Ki-moon
Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon expressou sua profunda preocupação pelos últimos desenvolvimentos em Honduras e condenou a prisão do presidente José Manuel Zelaya Rosales.


De acordo com agências de notícias, o presidente Zelaya Rosales foi deposto as vésperas de um referendo para mudanças na constituição do país. O pleito iria permitir a possibilidade de reeleição presidencial para um novo mandato de quatro anos.


Direitos Humanos

Num comunicado emitido no domingo pela sua porta-voz em Nova York, o Secretário-Geral pediu o restabelecimento dos representantes eleitos democraticamente em Honduras.


Ele apelou também ao pleno respeito dos direitos humanos, incluindo garantias de segurança para o presidente Zelaya, membros de sua família e integrantes do governo.

Ban Ki-moon pediu ainda para que todos os hondurenhos resolvam suas diferenças pacificamente e com um espírito de reconciliação.

Solução Pacífica

O Secretário-Geral destacou os esforços da Organização dos Estados Americanos, OEA, que está reunida para analisar a crise em Honduras.

Ele disse ter confiança que os esforços internacionais e hondurenhos irão produzir uma solução pacífica para a crise através de mecanismos democráticos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

51º Congresso da UNE

A UNE, há 30 anos, por Celso Marcondes
24/06/2009 15:56:18

51º Congresso da UNE
Por Celso Marcondes, publicado originalmente no site de CartaCapital dia 01/06/2009


Nos dias 29 e 30 de maio de 1979 acontecia em Salvador, o 31º. Congresso da União Nacional dos Estudantes, o “Congresso da Reconstrução”, um evento histórico. Marcava o fim de 13 anos de ilegalidade, no momento que crescia a pressão sobre a ditadura militar.

O Congresso foi o resultado final de um árduo processo, pavimentado por quatro Encontros Nacionais de Estudantes e inúmeras reuniões. Participei de todos, entre eles o de junho de 1977, em Belo Horizonte, que foi o “Encontro que não ocorreu”, porque a PM cercou todo o centro da cidade e as proximidades da Universidade Federal de Minas Gerais. Partimos de São Paulo de madrugada e voltamos ao final da tarde, depois de muito andar perdido por BH. Éramos cinco num Passat, ida eufórica, volta frustrada.

Também inesquecível foi o seguinte, na PUC de São Paulo, em setembro do mesmo ano. Proibido pelo famigerado coronel Erasmo Dias, secretário da Segurança Pública, mesmo assim o III Encontro aconteceria, em formato reduzido, numa sala de aula da universidade, onde não éramos mais de 40 pessoas. Irado, o coronel, assim que soube da realização do evento que havia burlado seu aparato, disparou a vingança sobre os mais de mil estudantes que realizavam na mesma noite um ato comemorativo da façanha. O resultado, todos conhecem: 900 estudantes presos, dezenas de feridos, alguns graves. Um dia para jamais esquecer.

Menos de um ano depois, no ainda em obras Centro de Convenções cedido pelo governador Antonio Carlos Magalhães, 10 mil estudantes se encontraram. Deles, 3.304 eram delegados eleitos em assembléias nas suas bases. À mesa, entre outros ilustres, José Serra e José Genoíno, ex-presidentes da UNE.

Não, leitor, eu não estava lá. Desta vez por um golpe de azar: nas vésperas do Congresso fui “transferido” – era assim que as organizações de esquerda chamavam as mudanças de área de atuação de seus militantes – e saí do movimento estudantil. Acompanhei o Congresso pela imprensa com uma lupa e muita frustração, aquela sensação de perder o melhor da festa.

Para escrever hoje tenho que recorrer a fragmentos da minha memória já um tanto gasta, recordando conversas com companheiros que voltaram de lá entusiasmados. E a depoimentos de quem viveu de dentro aquele momento. A internet me salva: no site da Fundação Cásper Líbero, Thais Sauaya Pereira, publica uma bela crônica, na qual conta sua aventura quando tinha 20 anos e pertencia à diretoria do Centro Acadêmico da Faculdade de Química da USP. Thais foi até Salvador de ônibus, fretado por mais de 40 estudantes paulistas. Ela fala da viagem de mais de 50 horas:

“Na ansiedade esfuziante, não diferíamos muito dos ônibus de excursão do ginásio, nem daqueles das torcidas de futebol. No entanto, tínhamos consciência de que aquele era um momento histórico: discutíamos com paixão o socialismo, a guerrilha, a ditadura, os rachas nas organizações clandestinas, os professores, as relações afetivas, o aborto, a falta de grana, o amor livre, morar sem os pais, as drogas, o cinema, Marx, Lênin, Engels, Trotsky, Stálin, Brecht, Chaplin, Glauber, Vittorio de Sica... enfim, o mundo”.

O Congresso ganhou o nome de Honestino Guimarães, último presidente da UNE, eleito em 1970, quando a entidade atuava muito precariamente na clandestinidade. Honestino era estudante da Universidade de Brasília, foi preso pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), está desaparecido até hoje.

Javier Alfaia também estava presente e se tornaria presidente da entidade dois congressos depois. Em 1999 ele era vereador em Salvador. Aí, na Câmara Municipal, em sessão que comemorava os 20 anos do Congresso, ele discursou contando um pouco do clima na data:

“Enfrentando sucessivos cortes de energia elétrica, lançamento de substâncias tóxicas que irritavam os olhos de delegados e dirigentes da mesa, com os jeans ainda mais esbranquiçados pela caliça que se espalhava por todo canto daquele prédio em construção, nós consolidamos um marco na retomada do processo democrático”.

E falava com orgulho do povo soteropolitano: “Salvador recebeu a UNE de braços abertos. O Congresso mobilizou esta cidade. As famílias ligavam para os diretórios acadêmicos, para o DCE, e colocavam suas casas à disposição para receber os estudantes. Nós listamos cinco mil vagas de hospedagem em residências particulares, em casas de companheiros, de professores, em instituições”.

Foram dois dias de debates, de desencontros, de confusões. De sons, músicas e gritos. De oradores efusivos e de “questões de ordem”. De tensões e temores, de coragem e energia. As diversas “tendências”, que era o nome que dávamos na época aos agrupamentos políticos dos estudantes, conduziram os debates. Por trás delas, grupos e organizações clandestinas se construíam, em tempos que só dois arremedos de partidos eram permitidos pela ditadura, a ARENA e o MDB. “Caminhando”, “Liberdade e Luta”, “Refazendo”, “Novo Rumo”, “Centelha” eram os nomes de algumas delas, que reuniam então centenas, até milhares, de adeptos. Depois de muita discussão conseguiram aprovar uma “Carta de Princípios”, que seria a referência para a entidade que renascia.

Um grande debate tomou conta do encontro. Eleger ou não ali mesmo o presidente da entidade? Venceu a proposta das eleições diretas, que acabaram ocorrendo por todo o País em 3 e 4 de outubro, alguns meses depois. O baiano Ruy Cezar Costa Silva, estudante de comunicações na Universidade Federal da Bahia, foi eleito presidente.

A UNE renascia, quando movimento estudantil saudava a entrada em cena do movimento operário. Depois das greves metalúrgicas do ABC em 1978 e 79, lideradas por um certo Lula da Silva, os militares e seus apoiadores viam crescer uma oposição que logo se tornaria insustentável.

Thais resume o significado de tudo: “Naquele momento, a UNE era o maior símbolo de organização perseguida pela ditadura. Os sindicatos estavam sob intervenção, não havia uma organização geral de trabalhadores. A UNE era a única entidade nacional, afora a ABI, afora a OAB, que tinha uma base social significativa, era a única organização de caráter nacional que representava um corpo social expressivo e significativo em nossa sociedade. A reconstrução da UNE foi o símbolo das conquistas democráticas pelas quais o Brasil tanto precisava passar, foi uma contribuição fundamental e decisiva ao processo de democratização do País”.

Boa, Thais, assino embaixo.

Nesta semana que encerra maio, em vários cantos do País, a data está sendo lembrada. Em Araraquara, Salvador e Porto Alegre acontecem algumas delas. Enquanto isso, a UNE já prepara seu 51º. Congresso, que acontecerá de 15 a 19 de julho, em Brasília. E que CartaCapital começa a cobrir a partir de hoje.

http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&id=97
http://www.javier.com.br/livro_compromisso.htm
http://reconstrucaodaune.blogspot.com/
http://reconstrucaodaune.blogspot.com/2009/03/convocacao-para-o-congresso-de.html

PS: Sou alertado pelo comentário do amigo Caracol que a Thais Sauaya que cito acima, faleceu no final de março num acidente automobilístico. Na época, eu soube remotamente deste acidente, sem identificar os acidentados. Não sabia que vitimara Thais e que esta tinha sido minha companheira de militância estudantil nos anos 70. Fui redescobri-la no site da Fundação Cásper Líbero, onde não há referência à tragédia. Tarde demais, muito tarde. Tão tristemente tarde que o que me resta é deixar a citação de seu texto e conclamar aos leitores para que o leiam na íntegra no site da Cásper. Resta também repetir o que escrevi acima: boa, Thais. Citá-la fica como homenagem póstuma, não como reencontro.

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51º Congresso da UNE

Os preparativos na voz dos estudantes

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Artistas Pops só pensam em ganhar dinheiro

25/06/2009
Garota é uma lição para Ivete Sangalo
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Giulia Olsson tem 14 anos e estuda no ensino médio na Flórida. Nos últimos meses, ela vendeu limonada na rua, lavou carros, disparou e-mail por várias partes do mundo para arrecadar dinheiro destinado à orquestra sinfônica de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. Conseguiu levantar R$ 30 mil.

Giulia está, nesse momento, ensinando violino para as crianças da sinfônica e vai se apresentar na Sala São Paulo --a história detalhada está no www.catracalivre.com.br.

É uma lição para celebridades como Ivete Sangalo e Caetano Veloso, entre outras celebridades brasileiras, que vem conseguindo dinheiro público para seus shows. Uma das justificativas dadas pelo Ministério da Cultura para aprovar a concessão do benefício à turnê de Caetano Veloso (um benefício totalmente dentro da lei, diga-se), é que Ivete Sangalo, montada nos seus milhões de reais, com plateias cheias, também ganhou --assim como Maria Bethânia.

Todas essas celebridades fariam melhor a elas mesmas e ao país se, como Giulia, pelo menos compartilhassem suas experiências com estudantes.

Enquanto uma menina de classe média se empenha em ajudar uma comunidade, transformando dinheiro privado em ação pública, a Lei Rouanet tem permitido o contrário --dinheiro público voltado a interesses privados.

Política baiana

Política
24/06/09 21h38m - Salvador - BA
GEDDEL X SOUTO ; GEDDEL X WAGNER PODEM TAMBÉM ACONTECER EM 2010

Da Redação PANotícias
redacao@pauloafonsonoticias.com.br

Crédito: Divulgação/arquivo PAN

Dados das pesquisas das pesquisas de opinião pública divulgados até agora, alguns sem credibilidade porque não mostraram relatórios, apontam que se as eleições majoritárias de 2010 na Bahia fossem hoje, iriam para o segundo turno o governador Jaques Wagner e o ex-governador Paulo Souto, cabendo ao ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, o papel de fiel de balança. Ou seja, quem Geddel apoiar no segundo turno leva a vitória.

Acontece que a eleição se dará em outubro de 2010 e ainda há muito tempo até as convenções partidárias (junho de 2010) e o pleito, o que significa que esse quadro pode mudar, como, aliás, aconteceu nas eleições municipais de Salvador, a disputa em segundo turno sendo entre Geddel x Souto; e ou/entre Geddel x Wagner. Nunca se sabe de antemão como os apontadores de plantão fazem no momento.

Em 2008, em Salvador, dizia-se na largada do pleito que o segundo turno se daria entre Antonio Imbassahy (PSDB) x ACM Neto (DEM). Com o desenrolar da campanha e a queda de Imbassahy, visível prematuramente, apostava-se que o segundo turno, já que João mantinha-se em quarto lugar, Pinheiro crescia e ACM Neto estava imutável, que o segundo turno seria entre Pinheiro x ACM Neto.

A realidade, no entanto, foi um segundo turno entre Pinheiro x João com a vitória deste último. Tem até alguma semelhança com o quadro atual, embora, em Salvador foram 4 candidatos, e agora tem-se 3 candidatos ao governo da Bahia, mas, veja que Geddel é o último colocado na atualidade e vem crescendo paulatinamente, como aconteceu com João.

Em política tudo é possível. O PMDB está estruturado no interior e na capital, tem um candidato ousado, com discurso firme e definido, apoio de Lula (como João) e base financeira. Daí que, não haverá surpresa alguma que Geddel deixe de ser o fiel da balança e passe a integrar um dos pratos da balança.

Ora, se isso acontecer Geddel x Wagner praticamente não se tem dúvidas, como aconteceu com João, em 2008, que o DEM acompanhe essa candidatura. Se acontecer Geddel x Souto também seriam poucas às dúvidas do apoio de Wagner a Geddel.

Diante de tais cenários está Geddel certíssimo em organizar os Encontros Regionais e se colocar como candidato, até porque, bola de cristal ninguém tem, o governo Wagner fica muito a desejar, há uma enorme insatisfação no interior e na capital, e Souto representa um outro segmento. Há espaços de competição para o segundo turno e vai depender do desempenho do pré-candidato.

http://www.bahiaja.com.br/
Não só de Acarajé vive o baiano!!! "Professor Fernando"


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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Quem é Monet?

www.historiadaarte.com.br

CLAUDE MONET



Monet (1840-1926) começou como ilustrador e caricaturista, atividades em que alcançou certa fama quando ainda era praticamente adolescente.

Em 1856 conheceu o pintor francês Boudin, que além de iniciá-lo nas técnicas da pintura paisagística ensinou-o a pintar ao ar livre, para captar melhor as cores e a luz. Três anos depois, mudou-se do Havre, onde vivia com os pais, para Paris, começando a estudar na Academia Suíça. Alguns anos mais tarde cursou a Escola de Belas-Artes, no ateliê de Gleyre, onde fez amizade com Renoir, Sisley e Bazille. Depois de uma tentativa de suicídio em 1868, Monet viajou para Londres com Renoir, fugindo da guerra com a Prússia. Lá conheceu
Daubigny, e por meio dele o marchand e dono de galeria Durand-Ruel. Seus quadros de Londres refletem o interesse do jovem pintor pela pintura oriental e pela fotografia.

O espaço e a perspectiva são obtidos pela contraposição de estruturas geométricas e um intenso contraste cromático. Depois da apresentação em Paris, em 1874, do seu quadro Impressão, Sol Nascente (1869) ele e todo o seu grupo de amigos foram mencionados por um conhecido crítico de arte como impressionistas e mais
depreciativamente como "a turma de Monet".

Aos poucos, foi abandonando as tonalidades escuras e tenebrosas de suas primeiras obras e adotou uma paleta de cores frias e ao mesmo tempo transparentes. Em Argenteuil, passa a pintar com Sisley e Pissarro, tanto no inverno quanto no verão. Além das paisagens, tentou incluir motivos da vida moderna, como as locomotivas. Deu início também aos seus célebres quadros de catedrais, de contornos quase inexistentes,
em que a forma é dada pela reprodução da luz e da cor.

A síntese de sua obra são os quadros que compõem a série Ninféias, especialmente o Tanque dos Nenúfares. Monet foi o mais puro representante do espírito impressionista.

Professor Fernando

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que Hermetismo?

O Fogo é um dos símbolos da Ordem
Aquilo que na atualidade é chamado de Hermetismo, ou de Ciências Herméticas, compreende um campo de conhecimento muito vasto. Vemos cada dia ordens e sociedades herméticas; ouvimos falar de conhecimentos herméticos. A primeira vista, o leigo acredita que a palavra "hermética" presente em inúmeras organizações significa, oculto, mistério, velado. Realmente não é este o sentido. Aquilo que é ensinado como Hermetismo, tem raízes tão antigas cujo início é impossível se precisar. Acreditamos que na verdade se podem considerar como o registro de todos os conhecimentos que a humanidade foi acumulando ciclo após ciclo de civilização, mesmo muito antes da Atlântida.


O Hermetismo na atualidade é conglomerado de conhecimentos que muitas instituições possuem - ou dizem possuir - e cujas origens são atribuídas a Hermes. Na verdade Hermes - considerado com um deus do Panteão da Antiga Grécia - recebeu o mérito de ser o autor desses conhecimentos, mas na verdade eles foram trazidos até o atual ciclo de civilização, no antigo Egito por Thoth também considerado um deus no Antigo Egito.

Como a origem dos conhecimentos herméticos datam de alguns milhares de anos, é natural que durante tão longo tempo hajam ocorrido grandes transformações, tanto no que diz respeito aspectos organizacionais quando no contexto dos próprio ensinos. Disto resultou um grande número organizações no passado assim como no presente intituladas de "Ordem Hermética". Os conhecimentos e a estruturação de algumas são oriundas das Escolas de Mistérios do Antigo Egito. Naturalmente o termo "Ordem" só apareceu depois da decadência do Egito, quando grupos de estudiosos deram nomes às organizações que transmitiam o conhecimento deixados por Thoth.

O sentido de "oculto", de secreto", vem desde as Escolas de Mistérios. Quando as Ordens foram instituídas os ensinamentos passaram a ser "velados" em decorrência das perseguições contra o conhecimento promovidas por algo que é conhecido pelo nome de " Conjura do Silêncio" ou "Obscurantismo". Mas, não há segredo algum no que o Hermetismo ensina.

O Hermetismo cobre um vasto de conhecimentos, ele é muito abrangente por compreender um somatório de conhecimentos milenares da humanidade.

Podemos dizer que existem duas fontes básicas de conhecimentos, o Hermetismo e os Vedas. O Hermetismo é à base de todo o misticismo ocidental, enquanto os Vedas o é do oriental. Não existe religião oriental que não tenha como base, direta ou indiretamente, os ensinamentos Vedas. No Ocidente também, nenhuma organização pode dizer que não tem o Hermetismo como base, seja ela a Alquimia, a Cabala, a Magia, a Maçonaria, o Rosacrucianismo e muitas outras, juntamente com todas as religiões, direta ou indiretamente, são "filhas" do Hermetismo. Falamos de duas fontes básicas, mas vale salientar que na verdade elas têm uma mesma origem, apenas uma parte entrou neste ciclo de civilização através dos Vedas, e outra pelo Egito. Atualmente estamos vendo um reencontro entre as duas fontes, já é bem grande sincretismo entre as doutrinas orientais e as ocidentais.

Sempre existiram muitas organizações que se intitularam de Sociedade, ou de Ordem Hermética, e também na atualidade. Muitas trazem ensinamentos autênticos, embora algumas atribuam o nome "hermética" a conceitos de grupos ou meras fantasias. Entre outras autênticas, citamos a V\O\H\. Trata-se de um ramo do hermetismo cujo objetivo é transmitir conhecimentos milenares segundo foi ensinado por Thoth no Antigo Egito, porém fazendo uso de uma linguagem não velada, conceitos expressos em linguagem atual, em consonância com a ciência de nossos dias. É uma Organização cujo objetivos não visa qualquer lucro pecuniário , não tem por objetivo fazer proselitismo. Assim é uma Ordem que se caracteriza por não ter sócios, nem membros efetivos, nem diretoria, nem sedes, nem bens materiais, nem mensalidades, nem taxas de quaisquer tipos. No plano material ela apenas atua através de estimulo a grupos independentes de estudo, relativamente autônomos orientados por discípulos mais experientes que não se intitulam de "mestre". Quando muito podem ser considerados meros respeitáveis instrutores.


Há uma direção orientadora de nível internacional e representada em alguns paises, trabalhando discretamente, e visando em especial a divulgação de verdadeiros conhecimentos milenares através de uma metodologia capaz de atender àqueles que sentem necessidade de certos conhecimentos tradicionais. Nenhum instrutor tem qualquer prerrogativa de ingerência na vida das pessoas, nenhum titulo ele pode conceder a quem quer que seja. Na verdade tem como papel transmitir os conhecimentos básicos da Ordem, por meio dos quais o próprio discípulo se torna apto para estabelecer ligação com o "Egrégora da Ordem Hermética". É o discípulo quem amplia seu próprio nível de percepção para receber o conhecimento da "Eterna Fonte Cristalina" do saber cósmico.







Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
Postado pelo professor Fernando

O que é Pós-modernidade?

O que é pós-modernidade?

Pós-modernidade
Pergunta de João Paulo Azevedo - joaopauloazevedo@yahoo.com.br
O que é pós-modernidade e estudos culturais?


A pós-modernidade é definida pelo filósofo francês Lyotard, em 1979, como sendo uma situação em que as grandes narrativas (os grandes sistemas filosóficos nos quais baseamos nossa consciência e nossa ação) deixam de ter a credibilidade que tinham. Pós-modernidade passou a ser, de lá para cá, a situação de crise e perda de legitimidade das meta-narrativas, dos discursos últimos que sustentam discursos menos fundamentais.
Agora, "estudos culturais", neste caso, é um adendo acadêmico que é visto como o que pode ser agregado ao estudo da pós-modernidade por consequência da vida pós-moderna, e em geral o pessoal que lida com isso faz investigações de gênero e multiculturalismo.
Bem, João, estou colocando você na lista de e-mails de gente que lê o Portal. Você viu que temos uma TV on line, não? Então, podemos fazer programas ao vivo em vídeos para a TV, a pedido de grupos que querem estudar filosofia ou ter um apoio para um tema. OK?
Esta sua resposta aqui vai estar no blog do Portal, para sua consulta posterior.

Paulo Ghiraldelli Jr. - O filósofo da cidade de São Paulo
pgjr23@yahoo.com.br
http://www.ghiraldelli.pro.br/
[foto acima: Lyotard]


Postado por Paulo Ghiraldelli Jr. às 00:41
Marcadores: Lyotard, pós-modernidade


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O que é pós-modernidade?
Postado pelo professor Fernando

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Curso: Direito a memória e à verdade

O Curso destina-se a todos professores da rede Pública e particular de Ensino.
O Curso é promovido pela Secretaria Nacionl de Direitos Humanos da Presidência da República.
Apresentação

O projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República iniciou em 29 de agosto de 2006 com o objetivo de recuperar e divulgar o que aconteceu no período da ditadura no Brasil, 1964 – 1985. São registros de um passado marcado pela violência e por violações de direitos humanos. Disponibilizar esse conhecimento é fundamental para o País construir instrumentos eficazes e garantir que esse passado não se repita mais.

A partir deste projeto a Ágere Cooperação em Advocacy desenvolveu o curso Direito à Memória e à Verdade que será aplicado à distância via Internet, para professores da rede pública de ensino médio, buscando oferecer aos mesmos uma formação, com reflexão crítica e numa perspectiva dos direitos humanos, da história do Brasil durante a ditadura militar. Ao formar professores estaremos garantindo que as gerações atuais e futuras tenham o seu direito à memória e à verdade respeitado.

O curso oferece 3000 vagas e será gratuito para os participantes, pois conta com o apoio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A Guerra Justa: O aspecto Moral

Recomendo a leitura deste ensaio Político sobre uma temática atual que é a Guerra.
A Editora protexto tem sua sede em Curitiba-Paraná.
O livro encontra-se a venda nas grandes livrarias do Brasil e a data do lançamento está para ser definida em julho de 2009 na Livraria Civilização Brasileira no S
shoping Igualtemi em Salvador-Bahia.
Em Paulo Afonso, o lançamento, ficará para agosto, na Uneb-Campus VIII.

Biografia dos Autores: José Fernando Silva e Sandro José Gomes

Biografia:

Sandro José Gomes é professor, teólogo e pastor metodista de linha pentecostal; possui formação acadêmica nas áreas de Educação, Gestão e Política; sendo um educador experimentado na educação básica e superior, leciona a Disciplina Ética na Pós-graduação da ADESG- Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Delegacia da Bahia; no Curso de Especialização em Política e Estratégia–CEPE, reside no município de Paulo Afonso, onde é membro da Academia de Letras.

José Fernando Silva é professor substituto na Universidade do Estado da Bahia, Campus-VIII; possui formação acadêmica em Educação, Filosofia, História e Política, é membro da Academia de Letras de Paulo Afonso-Ba e coordenador da Representação da Delegacia da ADESG- Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra no município de Paulo Afonso-Ba.

A Guerra Justa: O aspecto Moral



Ficha Técnica
Coleção: Política
Autor: Sandro Jose Gomes e Jose Fernando Silva
Titulo: A Guerra Justa
ISBN: 9788578280895
Assunto: Ensaio
Espec. Gráfica: Brochura 21cm x 14cm. Interior em papel offset 90g. Capa a cores em cartão especial 220g. Com selo de responsabilidade ambiental por não utilizar componentes plásticos.
Nº Páginas:: 128
Preço: R$ 29,50

Obs. do Autor: A partir da análise do conceito de guerra justa em sua práxis; compreendendo a Doutrina da Guerra Justa e seu legado, este ensaio investiga o aspecto moral da guerra, evidenciando como este se torna extensivo à política. Em seus dez capítulos é analisada a moralidade da guerra, passando pela evolução da concepção de defesa do Estado na moral dominante no Ocidente desde a elaboração de uma doutrina teológica de perspectiva utilitária por Santo Agostinho, até os dias atuais com O Direito Humanitário Internacional. Tomando por base a ordem internacional configurada em Vestfália, o ensaio procura responder, ainda que parcialmente, a indagação se é possível haver justiça na guerra; partindo do pressuposto que as guerras são uma consequência inevitável de um sistema internacional composto por inúmeros Estados. os autores

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Paulo Afonso tem o dia do Adesguiano

11/06/2009

CAMARA APROVA DIA DO ADESGUIANO


Dia 09/06/2009 foi aprovado na CAMARA MUNICIPAL DE PAULO AFONSO o Projeto 020/2009, que institui no Calendario Municipal de Paulo Afonso o dia do ADESGUIANO, a ser comemorado no dia 07 de Dezembro (Dia da Fundação da ADESG - 1951).


Denomina-se ADESGUIANOS os membros da ADESG - Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.


A ADESG chegou ao Municipio de Paulo Afonso em outubro de 2005 e tem sua representaçao na 1ª Companhia de Infantaria do EB. A ADESG objetiva promover o civismo e os valores nacionais, oferecendo também um curso de POLITICA E ESTRATEGIA( LATO SENSU). Diversas autoridades foram diplomadas pela ADESG de Paulo Afonso.

A delegacia da ADESG na Bahia fica em Salvador, sendo o delegado o Comandante Sergio Loncan(CMG). Esta Delegacia possui uma representaçao em Paulo Afonso. O representante da ADESG em Paulo Afonso e´ o Professor e Pastor Metodista Sandro Gomes, o coordenador e´ o Professor Jose Fernando e o Assessor o Professor Antonio Galdino.

Postado pelo Professor José Fernando

domingo, 7 de junho de 2009

Iluminismo e Barbárie

Iluminismo e barbárie
07/06/2009 - 01:02 | Enviado por: Mauro Santayana

Por Mauro Santayana

Isaiah Berlim, ao elogiar o século passado como sendo o tempo da análise, relegou-o a segundo plano como época de novas ideias, porque foi de escassa criação humanística. Seus pensadores se exauriram no exame do que haviam produzido os anteriores e não avançaram sobre novas trilhas da filosofia. Como lembrou Tomás de Aquino, em seu prefácio aos livros políticos de Aristóteles, é a filosofia que conduz à práxis política. Estamos ainda sob as idéias do Iluminismo, movimento que foi a resposta de dezenas de excepcionais filósofos sociais a um impasse na inteligência do mundo, e se centrou, sobretudo, na dificuldade de se conciliarem as descobertas científicas com os postulados da fé e a igualdade dos homens.

Em uma passagem de Traité des animaux (de 1755), citada por Cassirer em La philosohie des lumiéres, Etienne de Condillac dá uma pista para o que pode suceder ao Iluminismo, a partir da encruzilhada em que nos encontramos:

“É assim que as ideias renascem pela ação das mesmas necessidades que elas produziram antes. Elas formam, por assim dizer, na memória, turbilhões que se multiplicam como necessidades. Cada necessidade é um centro, de onde o movimento se comunica até a circunferência.... As ideias passam e repassam sem ordem; são quadros movediços que só oferecem imagens bizarras e imperfeitas, e cabe às necessidades redesenhá-las e colocá-las sob a verdadeira luz do dia”. Ao comentar o trecho, Cassirer o associa à Ética de Spinoza e às Paixões da alma, de Descartes, ou seja, identifica os pilares do Iluminismo no século 17. No mesmo século, Hume e Locke, discutindo os mecanismos mentais e os sistemas políticos, se valem dos pressupostos da física de Newton e do método cartesiano.

No século 18, há uma associação mais nítida entre o pensamento renovador e a ação revolucionária. Só a política poderá “encarnar” as novas ideias e, dessa forma, responder às necessidades históricas do homem. É desta forma que os iluministas franceses, como Diderot, Condillac, Voltaire, Rousseau, Montesquieu, publicando sem pausas, passam a influir sobre a aristocracia e a incipiente burguesia industrial e comercial europeia para abrir as portas da História à Revolução de 1789. O grande problema do século 20 foi o do isolamento dos intelectuais de esquerda, herdeiros dos iluministas. Eles foram conduzidos, a partir das revoluções operárias do século 19, ao marxismo militante, porque encontraram a poderosa repressão do liberalismo econômico, e a desapiedada exploração dos trabalhadores.

As reflexões deste domingo, ao acompanharem o périplo de Obama, que foi do Cairo a Buchenwald, e de Buchenwald à Normandia, a fim de comemorar a abertura da Segunda Frente de 1944, identificam a necessidade de novo contrato político, no interior das nações e no conjunto delas. Nos pronunciamentos do chefe de Estado norte-americano, a linguagem do discurso mudou, e as palavras não são inocentes. Como observaram outros, Obama, no Cairo, não qualificou os militantes da Al Qaeda, nem os talibãs, de “terroristas”, o adjetivo demonizador usado pelos membros do governo republicano. Tratou-os como “extremistas radicais”, o que lhes confere estatuto de natureza política. Os ingleses de 1776 qualificaram como “traidores” homens como Washington e Jefferson.

Se, quinta-feira, no Cairo, o presidente dos Estados Unidos cuidou do desencontro histórico dos países ricos com o Islã, sexta-feira, no campo de concentração de Buchenwald, e na Normandia que visitaria sábado, tratou de um conflito no interior do Ocidente. Não estavam em confronto o Corão e a Bíblia nas guerras de 1914/18 e de 1939/45. Os nazistas, no seu projeto de eliminar os judeus, não se preocupavam com o Torah; preocupavam-se em “limpar” o mundo dos não alemães, a fim de se tornarem o único poder sobre a Terra.

Nenhuma revolução é possível sem um esforço intelectual prévio. As revoluções não se fazem necessariamente com sangue, mas, sim, com ideias. O discurso do Cairo pode provocar fervor intelectual e político que, retornando ao Iluminismo, nos faça sair dos tempos de barbárie em que vivemos – já previstos por Vico. E, assim, escapar desse prolongado holocausto, que teve seu auge no nazismo, com as dezenas de milhões de mortos de quase todas as nações, no Vietnã, nos golpes na América Latina, e continua aceso no Iraque, no Afeganistão, na Palestina, nas hecatombes da África, na miséria e na fome.
Postado pelo professor Fernando

sábado, 6 de junho de 2009

O que é Educação?

REINVENTANDO PAULO FREIRE O INÉDITO VIÁVEL


Paulo Freire trata da categoria do inédito viável nos livros Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Esperança, com espaço de 20 anos entre as duas publicações, uma na década de 1960, no exílio, e a outra já de retorno ao Brasil, na década de 1980.
A escritora e viúva de Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire, na Nota 1do livro Pedagogia da Esperança, traz uma análise sobre o “inédito-viável”, reproduzida a seguir:

“Uma das categorias mais importantes porque provocativa de reflexões nos escritos da Pedagogia do Oprimido é o "inédito-viável". Pouco comentada e arrisco dizer pouco estudada, essa categoria encerra nela toda uma crença no sonho possível e na utopia que virá, desde que os que fazem a sua história assim queiram, esperanças bem próprias de Freire.
Para Freire as mulheres e os homens como corpos conscientes sabem bem ou mal de seus condicionamentos e de sua liberdade. Assim encontram, em suas vidas pessoal e social, obstáculos, barreiras que precisam ser vencidas. A essas barreiras ele chama de "situações-limites".
Os homens e as mulheres têm várias atitudes diante dessas "situações-limites": ou as percebem como um obstáculo que não podem transpor, ou como algo que não querem transpor, ou ainda como algo que sabem que existe e que precisa ser rompido e então se empenham na sua superação.
Nesse caso a "situação-limite" foi percebida criticamente e por isso aqueles e aquelas que a entenderam querem agir, desafiados que estão e se sentem a resolver da melhor maneira possível, num clima de esperança e de confiança, esses problemas da sociedade em que vivem.
Para isso eles e elas se separaram epistemologicamente, tomaram distância daquilo que os "incomodava", objetivaram-no e somente quando o entenderam na sua profundidade, na sua essência, destacado do que está aí, é que pôde ser visto como um problema. Como algo "percebido" e "destacado" da vida cotidiana o "percebido-destacado" que não podendo e não devendo permanecer como tal passa a ser um tema-problema que deve e precisa ser enfrentado, portanto, deve e precisa ser discutido e superado.
As ações necessárias para romper as "situações-limites" Freire as chama de "atos-limites". Esses se dirigem, então, à superação e à negação do dado, da aceitação dócil e passiva do que está aí, implicando dessa forma uma postura decidida frente ao mundo.
As "situações-limites" implicam, pois, a existência daqueles e daquelas a quem direta ou indiretamente servem, os dominantes; e daqueles e daquelas a quem se "negam" e se "freiam" as coisas, os oprimidos.
Os primeiros vêem os temas-problemas encobertos pelas "situações-limites", daí os considerar como determinantes históricos e que nada há a fazer, só se adaptar a elas. Os segundos quando percebem claramente que os temas desafiadores da sociedade não estão encobertos pelas "situações-limites" quando passam a ser um "percebido-destacado", se sentem mobilizados a agir e a descobrirem o "inédito-viável".
Esses segundos são os que se sentem no dever de romperem essa barreira das "situações-limites" para resolvendo, pela ação com reflexão, esses obstáculos à liberdade dos oprimidos, transpor a "fronteira entre o ser e o ser-mais", tão sonhada por Freire. Este representando, evidentemente, a vontade política de todas e de todos os que como ele e com ele vêm trabalhando para a libertação dos homens e das mulheres, independentemente de raça, religião, sexo e classe.
Esse "inédito-viável" é, pois, em última instância, algo que o sonho utópico sabe que existe mas que só será conseguido pela práxis libertadora que pode passar pela teoria da ação dialógica de Freire ou, evidentemente, porque não necessariamente só pela dele, por outra que pretenda os mesmos fins.
O "inédito-viável" é na realidade uma coisa inédita, ainda não claramente conhecida e vivida, mas sonhada e quando se torna um "percebido destacado" pelos que pensam utopicamente, esses sabem, então, que o problema não é mais um sonho, que ele pode se tornar realidade.
Assim, quando os seres conscientes querem, refletem e agem para derrubar as "situações-limítes" que os e as deixaram a si e a quase todos e todas limitados a ser-menos; o "inédito-viável" não é mais ele mesmo, mas a concretização dele no que ele tinha antes de inviável.
Portanto, na realidade são essas barreiras, essas "situações-limítes" que mesmo não impedindo, depois de "percebidos-destacados", a alguns e algumas de sonhar o sonho, vêm proibindo à maioria a realização da humanização e a concretização do SER-MAIS.”

PAULO FREIRE E O MUNDO SUSTENTÁVEL



‘Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida”
(Depoimento dado a Edney Silvestre, em NY, abril de 1997, publicado em seu livro Os Contestadores... e transcrito no livro de Paulo Freire, Pedagogia da Intolerância, p XX, organizado e apresentado por Ana Maria Araújo Freire.)

O conceito de educação como processo de transformação do homem e do mundo conduz a obra de Paulo Freire para além da pedagogia, avançando para os campos da economia, política, ciências sociais e também das causas ambientais, da sustentabilidade.
Ao dedicar-se à educação popular, de trabalhadores, especialmente camponeses, homens e mulheres do campo, afeitos ao manejo rural, ligados à terra, ele estimula uma consciência, acima de tudo, de interação e convivência harmônica entre todos e seu meio. Paulo Freire traz uma abordagem eco-pedagógica em sua obra, que se expressa na capacidade de fazer de cada um responsável pela transformação da sua realidade, inclusive do ponto de vista ecológico.
Atualmente, vários escritores freireanos se dedicam ao tema, que é, inclusive, uma das bases do Movimento Carta da Terra uma organização global para formação de uma sociedade mais justa, sustentável e pacífica no século 21.
Assim, é possível se perceber a influência freireana em muitos projetos e ações que tratam da sustentabilidade, contemporâneos, como O Protocolo de Kyoto, um acordo entre os países industrializados para reduzir e controlar, em aproximadamente 5%, as emissões de gases que causam o efeito estufa; a Agenda 21, proposta unificada e negociada de desenvolvimento sustentável, unindo conservação ambiental, justiça social e crescimento econômico e o Fórum Social Mundial, entre outros.

PAULO FREIRE E A ECONOMIA SOLIDÁRIA

A noção de economia solidária expressa um conjunto de práticas associada a ações de consumo, comercialização, produção e serviços, ligados à participação coletiva, autogestão, democracia, cooperação e intercooperação, auto-sustentação, promoção do desenvolvimento humano, responsabilidade social e a preservação do equilíbrio dos ecossistemas.
Embora não seja uma idéia nova, a economia solidária é uma exigência hoje, dada a necessidade de se estabelecer, em nível global, as bases de uma vivência com respeito entre os povos, fraternidade, desenvolvimento auto-sustentável, justiça, democracia e plenitude de cidadania, entre outras tantas possibilidades de interação entre homens, mulheres e seu meio. Hoje, as Redes de Economia Solidária agrupam organizações de todo o planeta e oferecem um novo modelo de convivência.
No seu penúltimo livro “À Sombra da Mangueira”, escrito em 1995, Paulo Freire analisa e denuncia o utilitarismo e o consumismo pós-moderno neoliberal e o anuncia uma concepção de civilização que não nega a importância da tecnologia atual, mas a subordina a outros valores, os da cooperação e da solidariedade.
No prefácio deste livro, Ladislau Dowbor, diz: “no raciocínio de Paulo Freire a racionalidade reclama racionalmente o direito a suas raízes emocionais. É a volta à sombra da mangueira, ao ser humano completo. E com os cheiros e sabores da mangueira, um conceito muito mais amplo do que esquerda e direita, e profundamente radical: o da solidariedade humana”.
No contexto da atual educação intertranscultural, Paulo Freire está vivo com a concepção de que as diferenças devem não apenas ser respeitadas, mas compreendidas como riquezas culturais com as quais todos podem aprender e crescer.

Postado pelo Profesor José Fernando