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sábado, 31 de dezembro de 2011

Política Brasil


As Câmaras Municipais de ao menos seis capitais brasileiras aprovaram reajustes de até 62% nos contracheques dos vereadores, informa reportagem de Sílvia Freire e Felipe Luchete, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O objetivo da antecipação, programada apenas para o fim de 2012, é evitar o desgaste político de votar aumento salarial em ano de eleições municipais. Com isso, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Maceió terão, a partir de janeiro de 2013, incremento da folha de pagamento dos vereadores.
No Rio de Janeiro, apesar de a lei estabelecer que o reajuste só pode entrar em vigor na legislatura seguinte, os vereadores já estão recebendo o aumento de 62%. Em São Paulo e em outras duas capitais, Porto Alegre e Goiânia, os vereadores também aprovaram ao longo deste ano outros reajustes, já em vigor --de 22,7%, 20,7% e 14,73%, respectivamente.
Leia mais na edição deste sábado, que já está nas bancas.
Editoria de Arte/Folhapress

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Veja as cores do polo sul de Titã, a maior lua de Saturno

DE SÃO PAULO
Graças à sonda Cassini é possível ter uma ideia de como se parece o polo sul da maior lua de Saturno, Titã, se fosse visto a partir de um ponto no espaço.
A captura da foto, divulgada nesta quarta-feira (28) pelo site da Nasa (agência espacial americana), foi possível pela combinação de imagens processadas por lentes diferentes para captar nuances em vermelho, verde e azul.
O polo sul de Titã torna-se mais escuro à medida que os raios solares avançam em direção ao norte com o passar do dia. Na imagem, a parte superior alaranjada está iluminada pelo Sol; a neblina azul é a atmosfera de Titã.
Nasa
Nasa exibe em seu site a imagem feita pela sonda Cassini do polo sul de Titã (em laranja)
Nasa exibe em seu site a imagem feita pela sonda Cassini do polo sul de Titã.


Postado pelo Professor Fernando

Mensagem ano-novo

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ASTRONOMIA


Tormenta solar não destruirá a Terra em 2012

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DE SÃO PAULO
A Nasa (agência espacial norte-americana) previu alguns anos atrás a ocorrência de uma intensa tempestade solar em 2012.
Segundo as estimativas da NCAR (Centro Nacional de Investigações Atmosféricas), ela seria 30% a 50% mais forte que a anterior e também a maior dos últimos 50 anos.
Nasa/Associated Press
Atividade solar se intensifica de forma cíclica, a cada período de 11 anos, segundo estimativa da Nasa
Atividade solar se intensifica de forma cíclica, a cada período de 11 anos, segundo estimativa da Nasa
A tormenta solar não tem, porém, a capacidade de destruir fisicamente a Terra e tampouco as pessoas comuns precisam se precaver contra o fenômeno. Há sites na internet que chegam ao ponto de indicar guias de sobrevivência para a tormenta solar.
O calor que é emitido nas tempestades solares não chega à Terra, mas a radiação eletromagnética e as partículas energizadas podem afetar temporariamente as comunicações, como os GPS e os telefones celulares, da mesma forma que os furacões o fazem.
O prognóstico da próxima tempestade solar tem como base a intensificação da atividade solar, que surge em ciclos com cerca de 11 anos de duração, após longos períodos de calmaria do Sol. Mais recentemente, a Nasa estipulou como 2013 ou 2014 a data provável para acontecer o fenômeno.
A última tempestade solar de grande proporção é de 1958. Uma de suas consequências que costuma ser lembrada é que a aurora boreal pôde ser vista em regiões distantes como o México.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Jerusalém de Ouro - Yerushalayim Shel Zahav

Roberto Carlos - Jerusalém

Ritchie -

Sting ft Cheb Mami - Desert Rose

Religião e pesquisa


Arqueólogos descobrem antigo carimbo em Jerusalém

DA REUTERS, EM JERUSALÉM
Arqueólogos israelenses disseram neste domingo ter descoberto um carimbo de argila de 2.000 anos, perto do Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, de Jerusalém, confirmando relatos escritos de rituais que eram realizados no templo sagrado judaico.
Mas o objeto do tamanho de um botão tem as palavras inscritas em aramaico "puro para Deus", indicando que era usado para certificar alimentos e animais usados para cerimônias de sacrifício.
O Muro Ocidental faz parte de um complexo conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, onde a mesquita islâmica al-Awsa e o Domo da Rocha estão localizados.
"Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que fossem puros segundo rituais", disse a Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado para divulgar a descoberta.
A entidade disse acreditar ser a primeira vez que tal selo foi escavado, oferecendo uma prova arqueológica direta de rituais que eram realizados no templo e que eram descritas em textos antigos.
Menahem Kahana/France Presse
Objeto tem as palavras inscritas em aramaico "puro para Deus", indicando que era usado para certificar alimentos e animais
Objeto tem as palavras inscritas em aramaico "puro para Deus", indicando que era um carimbo.


Postado pelo professor Fernando

Fato Econômico-histórico da atualidade


Brasil supera Reino Unido e se torna 6ª maior economia, diz entidade

DA BBC BRASIL
O Brasil deve superar o Reino Unido e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do CEBR (sigla em inglês para Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira.
Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda do Reino Unido no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.
O jornal local "The Guardian" atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.
O "Daily Mail", outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que o Reino Unido foi "deposto" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.
Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.
Um artigo que acompanha a reportagem do "Daily Mail", ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.
"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".
A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo "Guardian", que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.
"A única compensação (...) é que a França vai cair em velocidade maior". De acordo com o jornal, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás do tradicional rival Reino Unido.
O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site "This is Money" com o título: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos".

Postado pelo professor Fernando

Eric - o historiador do século XX - Uma análise do século XXI


Para Hobsbawm, classe média marca revoltas de 2011

DA BBC BRASIL
A classe média foi a grande protagonista e força motriz das revoltas populares e ocupações que marcaram o ano de 2011. Esta é a opinião de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores em atividade.
Em entrevista à BBC, o historiador marxista nascido no Egito, mas radicado no Reino Unido, afirma ainda que a classe operária e a esquerda tradicional - da qual ele ainda é um dos principais expoentes - estiveram à margem das grandes mobilizações populares que ocorreram ao longo deste ano.
''As mais eficazes mobilizações populares são aquelas que começam a partir da nova classe média modernizada e, particularmente, a partir de um enorme corpo estudantil. Elas são mais eficazes em países em que, demograficamente, jovens homens e mulheres constituem uma parcela da população maior do que a que constituem na Europa'', diz, em referência especial à Primavera Árabe, um movimento que despertou seu fascínio.
''Foi uma alegria imensa descobrir que, mais uma vez, é possível que pessoas possam ir às ruas e protestar, derrubar governos'', afirma Hobsbawm, cujo título do mais recente livro, "Como Mudar o Mundo", reflete sua contínua paixão pela política e pelos ideais de transformação social que defendeu ao longo de toda a vida e que segue abraçando aos 94 anos de idade.
As ausências da esquerda tradicional e da classe operária nesses movimentos, segundo ele, se devem a fatores históricos inevitáveis.
''A esquerda tradicional foi moldada para uma sociedade que não existe mais ou que está saindo do mercado. Ela acreditava fortemente no trabalho operário em massa como o sendo o veículo do futuro. Mas nós fomos desindustrializados, portanto, isso não é mais possível'', diz Hobsbawm.
Hobsbawm comenta que as diversas ocupações realizadas em diferentes cidades do mundo ao longo de 2011 não são movimentos de massa no sentido clássico.
''As ocupações na maior parte dos casos não foram protestos de massa, não foram os 99% (como os líderes dos movimentos de ocupação se autodenominam), mas foram os famosos 'exércitos postiços', formados por estudantes e integrantes da contracultura. Por vezes, eles encontraram ecos na opinião pública. Em se tratando das ocupações anti-Wall Street e anticapitalistas foi claramente esse o caso.''
À SOMBRA DAS REVOLUÇÕES
Hobsbawm passou sua vida à sombra --ou ao brilho-- das revoluções.
Ele nasceu apenas meses após a revolução de 1917 e foi comunista por quase toda a sua vida adulta, bem como um autor e pensador influente e inovador.
Ele tem sido um historiador de revoluções e, por vezes, um entusiasta de mudanças revolucionárias.
O historiador enxerga semelhanças entre 2011 e 1848, o chamado ''ano das revoluções'', na Europa, quando ocorreram uma série de insurreições na França, Alemanha, Itália e Áustria e quando foi publicado um livro crucial na formação de Hobsbawm, O Manifesto Comunista, de Marx e Engels.
Hobsbawm afirma que as insurreições que sacudiram o mundo árabe e que promoveram a derrubada dos regimes da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen, ''me lembram 1848, uma outra revolução que foi tida como sendo auto-impulsionada, que começou em um país (a França) e depois se espalhou pelo continente em um curto espaço de tempo''.
Para aqueles que um dia saudaram a insurreição egípcia, mas que se preocupam com os rumos tomados pela revolução no país, Hobsbawm oferece algumas palavras de consolo.
''Dois anos depois de 1848, pareceu que alguma coisa havia falhado. No longo prazo, não falhou. Foi feito um número considerável de avanços progressistas. Por isso, foi um fracasso momentâneo, mas sucesso parcial de longo prazo - mas não mais em forma de revolução''.
Mas, com a possível exceção da Tunísia, o historiador não vê perspectivas de que os países árabes adotem democracias liberais ao estilo das europeias.
''Estamos em meio a uma revolução, mas não se trata da mesma revolução. O que as une é um sentimento comum de descontentamento e a existência de forças comuns mobilizáveis - uma classe média modernizadora, particularmente, uma classe média jovem e estudantil e, é claro, a tecnologia, que hoje em dia torna muito mais fácil organizar protestos.''

Postado pelo professor Fernando

domingo, 25 de dezembro de 2011

Judeus no Brasil no Brasil Colônia


por Yacov Gerenstadt – No período de colonização do Brasil, grande parte dos colonizadores eram cristãos novos (judeus convertidos), que optaram por sair do seu país de origem, na esperança de fugir das garras da Santa Inquisição.
Estudos revelam que os cristãos novos, que se comunicavam em hebraico, nomearam vários estados brasileiros, entre eles: “Nele está D’us”, que em hebraico significa Bahia; “Obra de D’us”- Maceió; “Povo forte”- Goiás; “Acima de Goiás”- Alagoas; “Recifes”- Recife. Inclusive o nome do país, Brasil, que como todos sabem, tem origem do Pau Brasil, e é também conhecido como Pau Ferro, possivelmente tem origem judaica, já que a palavra ferro em hebraico é chamada de BaRZeL. Esses detalhes nos levam a afirmar, com grande margem de segurança, que o nome Pau Brasil ou Pau Ferro foi criado pelos cristãos novos.
De acordo com a Cabalá, o terceiro patriarca do povo judeu – Jacob, casou-se com quatro mulheres, e ao descrever o nome delas, na ordem inversa, ou seja, começando pela ordem da mais jovem a mais velha – Bilá, Rachel, Zilpa e Lea, obtemos o acróstico da palavra BaRZeL – ferro. Por isso, o ferro está ligado com energias negativas, expressando a falta de respeito da mulher mais jovem pela mais velha. Nossos sábios revelavam que o Templo Sagrado de Jerusalém não podia ser construído com ferro, e se um ferro fosse colocado sobre o altar do Templo, a pedra que teve contato com o ferro deveria ser removida e trocada por outra, pois o altar foi criado para alongar a vida das pessoas enquanto o ferro a encurta. Da mesma forma, a lei judaica nos diz que, ao fazermos a benção final após as refeições, devemos cobrir a faca que se encontra sobre a mesa.
Assim como o ferro, podemos afirmar que durante 500 anos, o Brasil teve forte ligação com energias negativas. Podemos citar como evidência, o fato do Brasil sempre ser classificado como país de terceiro mundo, além da dívida externa que não pára de crescer e o alto percentual da população abaixo da linha dapobreza. Mas é importante ressaltar que como a era messiânica está se aproximando, com isso podemos notar que algumas profecias estão se concretizando. Já dizia o profeta: “(…) e o espírito de impureza, Banirei sobre a face da terra”, e “(…) não levantará mais a espada, um povo sobre outro, e não conhecerão mais a guerra”. O ferro não encurtará mais as vidas das pessoas e, justamente com ele, será reconstruído o Terceiro Templo.
Portanto, assim como o ferro será purificado, o Brasil também passa por um processo de limpeza. Um exemplo claro dessa purificação é o fato do Brasil ser o primeiro país a sair de uma recente crise econômica, além de o terem elegido como sede das próximas olimpíadas e da próxima copa, em 2014. Com certeza isto é mais um sinal da breve revelação de Mashiach (Messias) que trará paz e harmonia ao mundo.
Sobre o Rabino e estudioso da Cabalá Yacov Gerenstadt
Em 1988, com apenas 18 anos de idade, Yacov Gerenstadt ingressou em uma jornada de conhecimento e estudo da Torá. Por dois anos, viveu no seminário rabínico (Yeshiva) da cidade cabalística de Safed, em Israel, em seguida, mudou-se para Nova York em busca da sua ordenação rabínica; conquistada no ano de 1994. Fascinado pelas peculiaridades e principalmente pelos ensinamentos da Cabala, Rabino Yacov decide retornar para Israel e aprimorar os seus conhecimentos sobre esta cultura milenar. De volta ao Brasil, foi responsável por quatro Sinagogas e recentemente, recebeu o convite do Rabino Yitschak Ginsburgh, fundador do Gal Einai, Instituto Internacional de Difusão de Cabala, para presidir a primeira unidade do Gal Einai no Brasil e disseminar os ensinamentos místicos da autêntica Cabalá, ao povo brasileiro.

Postado pelo professor Fernando

sábado, 24 de dezembro de 2011

Demografia


Já somos 7 bilhões

Embora possamos comemorar a melhoria na qualidade de vida, alimentar uma população que aumenta em 80 milhões de pessoas por ano é o desafio do século

André Julião
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LOTAÇÃO 
Chineses aproveitam o calor em piscina pública de Suining
Em 1808, o mundo era um amontoado de “apenas” um bilhão de pessoas. Hoje, esse é o número de famintos em um planeta com sete bilhões de habitantes – marca alcançada no dia 31 de novembro. O número pode até ser digno de comemoração, mas também inspira preocupação. Se já não é possível alimentar todos agora, o que dizer dos nove bilhões de humanos que, segundo estimativas da ONU, devem povoar a Terra em 2045?

Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, o mundo ganha 80 milhões de pessoas a cada ano. O grande responsável pela explosão populacional da segunda metade do século passado foi o chamado baby boom, após a Segunda Guerra Mundial, quando a média global de filhos por mulher chegava a seis. Hoje, estabilizou-se em 2,5. Mesmo assim, a Terra pede ajuda. 

Postado pelo professor Fernando

A mudança da Ordem, Brasil é o próximo hospedeiro


Os ricos acuados

Enquanto Europa e Estados Unidos sofrem com o caos financeiro, emergentes como Brasil e China esbanjam vitalidade. Estaria a riqueza mundial mudando de lugar?

Amauri Segalla
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CONFRONTO 
Manifestante pró-emprego enfrenta polícia nas ruas de
Atenas: salvação para europeus pode vir dos emergentes
Cenário um: dívidas públicas bilionárias, bancos quebrados, índices alarmantes de desemprego, inflação em disparada, pedidos de socorro ao Fundo Monetário Internacional, protestos de estudantes nas ruas e a resposta violenta da polícia, medo do futuro. Cenário dois: centenas de bilhões de dólares em reservas internacionais, lucros recorde de bancos e empresas, empregos em alta, inflação sob controle, empréstimos bilionários concedidos ao FMI, levantes populares cada vez mais raros, confiança no futuro. Responda rápido: que países vivem os problemas descritos no primeiro grupo? Quais são as nações poderosas que integram o segundo time? Nestes novos tempos em que o mundo parece ter virado de cabeça para baixo, alguns papéis históricos foram invertidos. Em 2011, mais do que em qualquer outro período da história, o tabuleiro de forças mundiais mudou de direção. Enquanto as maiores potências da Europa e os Estados Unidos patinaram em uma crise sem precedente, emergentes como Brasil, China e Índia não só deram sinais de vitalidade econômica como passaram a ocupar o espaço antes cativo dos ricos do Norte, inclusive dando as cartas em encontros de líderes globais. 

Um estudo divulgado na segunda semana de dezembro dá a dimensão dessa mudança. Segundo a consultoria A. T. Kearney, em 2011 os três países mais atrativos para investimentos estrangeiros foram, na ordem, China, Índia e Brasil. Pela primeira vez, os Estados Unidos não apareceram nas duas primeiras posições. Em quarto lugar, os americanos foram ultrapassados pelas forças emergentes.
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Operários do Estaleiro Ilha, no Rio: onda de investimentos gera número recorde de empregos
O motivo? “Instabilidade financeira”, de acordo com a conclusão da A. T. Kearney. Parece um contra-senso, mas a palavra instabilidade hoje em dia está muito mais associada a países como Estados Unidos, Espanha, França e Itália do que, digamos, ao Brasil. Nos Estados Unidos, uma crise política – outra expressão até pouco tempo atrás estranha aos ricos do Norte – abalou ainda mais a economia. À beira da inadimplência, o governo de Barack Obama sofreu para honrar títulos de sua dívida e durante 2011 o mundo assustou-se com a possibilidade da moratória (mais uma palavra que os brasileiros conhecem muito bem). Na Europa, a ameaça do calote rondou países como Grécia e Portugal, afastou investidores e dificultou a concessão de empréstimos e financiamentos.

A Europa ferveu em 2011 como poucas vezes em sua história. Na tentativa de debelar a crise iniciada em 2008, os países europeus aumentaram absurdamente os gastos públicos e, por isso, as dívidas dos governos atingiram níveis impagáveis. Claro, alguém vai ter de pagar a conta. Especialmente na Grécia e na Espanha, os governos impuseram uma série de sacrifícios à população, como o aumento de impostos e o corte de empregos. A reação foi forte. Protestos de estudantes e trabalhadores reuniram milhares de pessoas e cenas de guerra foram vistas nas ruas de Atenas, Madri e Paris. A crise financeira desabou com tal força sobre o Velho Continente que provocou a queda de Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, e Georges Papandreou, premiê grego. Convenhamos: isso tudo não faz lembrar as mazelas de países pobres?
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NOVOS TEMPOS
Italianos brigam com a polícia em Veneza (acima) e
artistas londrinos ironizam a falta de emprego na Inglaterra
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A inversão de papéis foi tão marcante que, em novembro, os líderes do G-20 discutiram a possibilidade de socorro financeiro que viria dos emergentes. A resposta dos europeus lembrou o Brasil dos anos 80. Na Itália, congressistas afirmaram que a ajuda da China significaria “a perda da soberania da Europa”. Em Portugal e na Espanha, manifestantes carregaram faixas contra o “imperialismo chinês”. Na Grécia, gritos contra o FMI uniram jovens de todo o país. Nada muito diferente do que milhares de brasileiros fizeram há três décadas, quando o FMI era o demônio encarnado na figura dos diretores da instituição e os Unidos Unidos, o império a ser contestado. O que significam essas transformações? “É um processo inexorável”, escreveu o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman. 

“A riqueza mundial está trocando de lugar.” Para o economista Jim O’Neil, que em 2001 criou o termo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), a arrancada dos emergentes é um caminho sem volta. “Especialmente China e Brasil serão cada vez mais poderosos”, disse O’Neil. “Enquanto isso, muitos ricos de hoje serão em breve conhecidos como ex-ricos.” O ano de 2011 deixou uma valiosa lição. O mundo mudou – e o Brasil pela primeira vez é protagonista desse processo.  
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sahara Essence (Instrumental Arabic Music)

Musica-Instrumental-Arabe- 4

Batman- Official Movie Trailer

Corrida Espacial


Tripulação da ISS dobra no fim de ano; nave partiu nesta quarta



A tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) vai dobrar durante as festas de fim de ano.
O astronauta Don Pettit, o cosmonauta Oleg Kononenko e o holandês Andre Kuipers partiram às 11h16 (horário de Brasília) desta quarta-feira a bordo do foguete russo Soyuz TMA-03M, que saiu do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A previsão de chegada à ISS é na sexta-feira, às 13h22.
Dmitry Lovetsky/Associated Press
Lançamento do foguete russo Soyuz TMA-03M, que partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão; veja mais fotos
Lançamento do foguete russo Soyuz TMA-03M, que partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão; veja mais fotos
Os três novos membros da estação orbital se juntam aos outros três que já se encontram na ISS. São eles: o comandante americano Daniel Burbank e os russos Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin.
Os seis integrantes trabalharão juntos durante cinco meses. O retorno está marcado para maio de 2012.

Postado pelo Professor Fernando