Google+ Badge

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fórum Mundial mostra divisões na escolha de 'antídotos' à crise
Publicidade
DA FRANCE PRESSE
EM DAVOS

Fórum Econômico MundialA 41ª edição do Fórum Econômico Mundial (WEF), que terminou neste domingo em Davos, deixou em evidência as divisões existentes na hora de escolher quais antídotos aplicar para superar a crise econômica de uma vez por todas, em meio a um clima de ansiedade provocado pelas revoltas populares no mundo árabe.
Davos 2011 confirmou também a mudança de rumo na balança do poder econômico mundial, com maior participação dos países emergentes - Brasil, China e Índia em particular.
Em um tom positivo, a reunião termina com a surpreendente promessa dos grandes países da Organização Mundial do Comércio (OMC) de alcançar um acordo sobre a estagnada Rodada de Doha até julho.
No entanto, esta edição de Davos foi marcada pela preocupação com as rebeliões populares na Tunísia e no Egito, vistas como consequência do agravamento das condições de vida nos países pobres após a pior crise econômica e financeira do pós-guerra.
Depois da Revolução de Jasmim tunisiana, que terminou com a queda do regime de Zine El Abidine Ben Ali, há 23 anos no poder, e em meio aos violentos protestos no Egito contra o governo de Hosni Mubarak, na presidência há 30 anos, várias vozes advertiram para o risco de ainda mais revolta.
Neste sentido, o presidente russo Dmitri Medvedev destacou a "lição" dada aos governos do mundo, que devem "ouvir o que o povo tem a dizer, porque senão correm o risco de perder contato com a realidade".
NOVO IMPOSTO
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país ocupa a presidência rotativa do G20 em 2011, voltou a defender a criação de um imposto sobre as transações financeiras para apoiar a ajuda ao desenvolvimento.
No aspecto econômico, os dirigentes europeus buscaram ao longo da semana convencer a elite mundial reunida na seleta estaçãode esqui nos Alpes suíços de que a Eurozona já passou pelo pior, apesar das preocupações que persistem sobre a saúde financeira de vários de seus membros em função da dívida pública e dos altos déficits.
"Não espero novos sobressaltos, acho que o euro permanecerá estável", indicou Wolfgang Schauble, ministro das Finanças alemão, após o catastrófico ano de 2010, marcado pelos bilionários resgates de Grécia e Irlanda.
Durante os debates, iniciados na quarta-feira e concluídos neste domingo, Europa e Estados Unidos deixaram claro a oposição de suas ideias sobre de que maneira reativar a economia: enquanto o bloco europeu defende os rigorosos ajustes orçamentários, Washington adverte sobre a ameaça que este tipo de política representa.
A prioridade maior da Europa deve ser matar "o fantasma das gigantescas dívidas soberanas", argumentou o primeiro-ministro britânico David Cameron, justificando seu duro programa de austeridade orçamentária.
Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano, opinou, entretanto, que este tipo de atitude não é "razoável", e que o papel do governo em momentos de crise é investir para aquecer a economia.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Djavan - Te Devoro com meus olhos

Final Feliz - Jorge Vercilo, sempre.

Luzes de cidade, luz dos olhos daqueles que olham os outros...

Economia Global- Fórum de Davos

Soros é o “cristão novo” das finanças globais
A julgar pelo que disse ontem o megaespeculador George Soros, em Davos, na Suíça, sua súbita conversão à corrente dos defensores de reformas no capitalismo de livre mercado é mesmo para valer. Em uma entrevista coletiva realizada para promover o Instituto para o Novo Pensamento Econômico (Inet, na sigla em inglês), uma ONG na qual ele investiu US$ 50 milhões, Soros disse, como se fosse uma espécie de “cristão novo” das finanças globais, que é preciso regular os mercados para evitar que a atual crise econômica global possa se repetir no futuro. “Quando os mercados funcionam segundo suas próprias regras eles acabam levando à criação de bolhas”, afirmou. “Por isso, é preciso supervisioná-los e controlá-los.”

Segundo Soros, que ganhou bilhões de dólares ao apostar contra a libra esterlina no início dos anos 1990, os agentes econômicos agem com base numa compreensão imperfeita da realidade, influenciada por preconceitos e análises equivocadas. Os resultados, portanto, nem sempre correspondem às expectativas. “A teoria econômica é vista como uma ciência natural, mas seu objeto de estudo é completamente diferente, está sujeita às imperfeições humanas”, disse.
Perguntado por um jornalista sobre a crescente oposição ao presidente americano, Barack Obama, por suas políticas consideradas intervencionistas na economia, Soros disse: “Nada do que Obama faz é suficiente para satisfazer a Câmara Americana de Comércio”. Depois, ao responder a outra pergunta sobre a postura de Obama em relação aos empresários, afirmou: “Obama é a favor dos negócios. O pessoal do mundo dos negócios é que não é a favor de Obama.”
Parece incrível, mas um dos maiores especuladores de todos os tempos e um dos homens mais ricos do planeta agora fala como se tivesse sido um exemplo de bom comportamento ao longo da maior parte de sua vida. Do jeito que a coisa vai, logo, logo, ele vai garantir ganhar uma auréola de santo – ou seu lugar no céu.
(Foto: Michel Euler/AP)


Em Davos, é nos corredores que as coisas acontecem


No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, é nos corredores do Congress Centre, o palco do encontro, mais até que nos painéis e nas palestras, que as coisas acontecem. Particularmente em torno dos pequenos balcões de café, localizados no meio do caminho para as diferentes salas do evento. De repente, é indo daqui para lá, de lá para cá, ou simplesmente tomando um café para relaxar entre um painel e outro, que as pessoas se encontram e param para conversar.
Foi assim, por exemplo, que eu trombei hoje cedo com Michael Dell, fundador e presidente da Dell, um dos maiores fabricantes mundiais de computadores e outros equipamentos eletrônicos. Como já havia entrevistado Dell por telefone certa vez para ÉPOCA, aproveitei a oportunidade para me apresentar e perguntar sobre as atividades da empresa para o Brasil. Nenhuma grande novidade, mas foi legal encontrá-lo assim, de repente, vagando ali sem destino certo.
O melhor episódio do dia, porém, ocorreu no final da tarde, quando o economista Larry Summers, ex-diretor do Conselho Nacional de Economia do governo de Barack Obama e ex-secretário do Tesouro do governo Clinton passou por mim, sozinho, sem ser notado pelas dezenas de jornalistas e participantes do fórum que circulavam pela área. Quando me preparava para segui-lo e tentar uma rápida entrevista com ele, Summers parou ali, ao meu lado, junto a um pequeno balcão de informações, escondido por uma pilastra, onde quase não dava para vê-lo.
“Eu sou Larry Summers”, disse ele, esperando reconhecimento por parte da recepcionista. “Gostaria de receber o programa do encontro.” Mas, para frustração de Summers, ela não pareceu reconhecê-lo. Em seguida, depois de lhe passar uma pasta cheia de papéis, quando se preparava para colocar o nome de Summers numa lista de espera para um iPad, a seu pedido, ela afirmou: “Posso ver seu crachá?”.
Aproveitei o momento para me aproximar e, depois de me apresentar, perguntei a Summers se podíamos aproveitar aquele momento mais tranqüilo para fazer uma rápida entrevista. Mas ele não aceitou a proposta. “Não, não, não”, respondeu Summers. No final, fiquei de dar um alô para ele em Harvard, onde é professor, para tentar marcar a entrevista em outra oportunidade. Mas foi engraçado, de qualquer forma, ouvir aquela moça perguntar para aquele figurão: “Posso ver seu crachá?” Coisas de Davos.


Os grandes banqueiros voltam a Davos

Depois de dois anos distantes de Davos, os grandes banqueiros internacionais saíram da toca. Desta vez, os maiores bancos americanos enviaram seus principais executivos ou presidentes do conselho de administração para o Fórum Mundial – e não funcionários de segundo escalão, como em 2009 e 2010. É um sinal claro de que eles conseguiram superar a pior fase da crise e estão prontos para voltar ao centro dos acontecimentos. Os lucros engrossaram, e os bônus dos executivos devem voltar a crescer logo, logo, também.
Em público, aqui em Davos, a banqueirada ainda mantem uma postura discreta. Mas é provável que eles aproveitem o fórum para reforçar o lobby contra novas medidas de controle do sistema financeiro que estão em discussão não apenas nos EUA, mas em escala global, como o chamado Acordo de Basiléia 3, que exigirá dos bancos um colchão maior para garantir perdas potenciais.


Grandes temas em pauta no primeiro dia do fórum de Davos

Nesta quarta-feira, o primeiro dia do Fórum Econômico Mundial 2011, em Davos, na Suíça, promete. Do novo cenário da economia global ao futuro do emprego e ao crescimento do capitalismo de Estado no mundo, os participantes do encontro deverão discutir as grandes tendências econômicas do momento. Haverá até um painel para analisar os perigos da futurologia econômica, que se tornou uma espécie de praga no mundo em que vivemos. Em um evento paralelo, que será realizado em um hotel de Davos, o megaespeculador George Soros vai aproveitar a oportunidade para dar seu recado, que certamente terá espaço garantido na mídia internacional, presente em massa no fórum.
Na esfera política, o ponto alto será a palestra do presidente russo, Dmitry Medvedev, no final do dia. Haverá ainda um painel para analisar as mudanças na geopolítica e na economia global no período pós-crise, com a ascensão dos grandes países emergentes como a China, o Brasil, a Índia e a África do Sul. Outro painel, que terá a participação de Arthur Sulzberger, publisher do The New York Times, discutirá o dilema entre a transparência e a confidencialidade, que ganhou corpo com as recentes revelações de documentos secretos pelo site Wikileaks.
O mundo da tecnologia também terá seu momento de glória amanhã no fórum. Logo cedo, haverá um painel para discutir as mudanças que deverão acontecer no comportamento dos indivíduos nos próximos anos, com o crescimento da mobilidade e da conectividade nas comunicações. O painel deverá contar com a participação de Sean Parker, o primeiro presidente do Facebook. Tratado como vilão no filme “A Rede Social”, em razão do papel que teria exercido para forçar a exclusão do brasileiro Eduardo Saverin do negócio, Parker foi o responsável pelas primeiras captações de recursos do site junto aos investidores de risco do Vale do Silício, nos EUA. Finalmente, haverá um painel para discutir o vício das redes sociais, com a presença de Reid Hoffman, fundador do Linkedin, o site dedicado ao relacionamento profissional, Melissa Mayer, vice-presidente do Google, e Dan Ariely, o professor de psicologia e economia comportamental na Universidade Duke, nos EUA.
Como muitos painéis acontecem simultaneamente, o difícil vai ser escolher de qual deles participar.
.


A elite do poder global chega a Davos

A pequena e charmosa cidade de Davos, nos Alpes suíços, começou a viver nesta segunda-feira o clima do Fórum Econômico Mundial 2011, o tradicional encontro que reúne todos os anos, nesta mesma época, boa parte da elite do poder global – presidentes, primeiros-ministros, banqueiros e altos executivos das maiores empresas internacionais – para discutir os problemas e os destinos do planeta.
Em meio aos flocos de neve que caíram de forma intermitente durante todo o dia, os jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e produtores de veículos de comunicação dos quatro cantos do mundo tomaram conta da cidade, junto com os primeiros convidados do fórum. Mas é amanhã, quando se realiza o jantar de abertura do evento, ao qual a maioria dos jornalistas não tem acesso, que o maior número de participantes deve chegar, lotando hotéis, restaurantes e as estreitas e enlameadas ruas de Davos.
De hoje até domingo, quando o fórum se encerra, você poderá acompanhar no Blog Fala, Mundo, de ÉPOCA, os destaques do encontro deste ano, cujo tema central será “Regras Compartilhadas para uma Nova Realidade”. O título enigmático pretende refletir, segundo os organizadores, a busca de alternativas para enfrentar a erosão de valores e princípios que estaria minando a confiança do público nas lideranças, no crescimento econômico e na estabilidade política, em um mundo cada vez mais complexo e conectado.
Criado em 1971 pelo alemão Klaus Schwab, professor da Universidade de Genebra, para ser um espaço destinado ao debate das grandes questões do capitalismo, o fórum tem cedido espaço crescente nos últimos anos, principalmente depois da explosão da atual crise global, em 2008, às discussões de idéias consideradas politicamente corretas, como a redistribuição do poder global, a governança corporativa, a responsabilidade social das empresas, a inclusão social, o respeito ao meio ambiente, o aquecimento global, a ética no mundo dos negócios e a corrupção. São temas que até pouco tempo atrás seriam discutidos apenas no Fórum Social Mundial. Criado em 2001 em Porto Alegre, ele tinha como meta servir como um contraponto de esquerda ao “liberalismo” de Davos e acabou por se transformar também em um evento globalizado.
Ainda assim, Davos continua a reunir uma tropa de alto nível, que não se junta em nenhuma outra ocasião. Neste ano, o fórum vai colocar lado a lado o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; os presidentes da Nestlé, da Pepsico, da Mitsubishi, da Monsanto, da Cargill, do banco de investimento Goldman, Sachs e do Citigroup; os economistas Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001, Stanley Fisher, presidente do Banco Central de Israel, Jeffrey Sachs, Robert Shiller e Nouriel Roubini, mais conhecido como mister apocalipse, por suas previsões catastrofistas; os jornalistas,Arthur Sulzberger Jr., publisher do The New York Times, Michael Elliott, diretor de redação assistente da Time, Robert Thomson, editor chefe da Dow Jones e do The Wall Stree Journal, Wadah Khanfar, diretor geral da Al Jazeera, Robert Friedman, editor contribuinte da Bloomberg News, e Farid Zakaria, âncora da CNN.
Convidada pelos organizadores, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não estará presente. Do Brasil, deverão participar em diferentes mesas do fórum o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e os presidentes do Banco Central, Alexandre Tombini, do BNDES, Luciano Coutinho, e da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Como representantes da iniciativa privada, participarão Ricardo Villela Marino, presidente do Itaú América Latina, Frederico Curado, presidente da Embraer e o publicitário Nizan Guanaes, presidente do grupo ABC Comunicações.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

Nelson Mandela


Mandela está 'muito doente', mas não corre risco de morte



O primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, está "muito doente", mas sua vida "não corre perigo", disse uma fonte ligada a ele à agência de notícias France Presse. Os sul-africanos ficaram em pânico na noite desta quarta-feira quando o ícone da luta contra o apartheid foi hospitalizado. Mandela, 92, foi fazer exames de rotina.
Gianluigi Guercia/AFP
Primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, está "muito doente"
Primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, está "muito doente", mas não corre risco de morte

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, afirmou que a internação do ex-presidente sul-africano e vencedor do Prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela é algo "normal" devido à sua idade avançada. "Acredito que a idade de Mandela obrigue que ele vá ao hospital para fazer revisões médicas", afirmou ao ser perguntado na Suíça onde participa do Fórum de Davos.
Mandela foi internado em um hospital de Johannesburgo. Apesar das declarações de sua fundação de que são apenas exames comuns, o programa Talk Radio 702 afirma que ele foi se consultar com um pneumatologista.
PEDIDO DO GOVERNO
A Presidência da África do Sul pediu "calma" aos meios de comunicação nesta quinta-feira diante da internação do ex-presidente e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela e solicitou respeito a ele e sua família.
Mandela "está com bom aspecto após ter sido examinado por uma boa equipe de médicos especialistas", indicou um comunicado divulgado pela Presidência.
"Diante das notícias de que jornalistas acamparam fora do hospital", se pede que cuidem "da dignidade e do respeito a que (Mandela) tem direito como primeiro presidente democrático do país, herói nacional e também como cidadão", diz o comunicado.
"A imprensa deve equilibrar a busca de informações com uma atuação dentro dos limites do respeito humano", enfatiza a nota, que aponta que "os médicos também precisam fazer seu trabalho sem pressões indevidas".

domingo, 23 de janeiro de 2011

♥♫AMOR NAS ESTRELAS - NARA LEÃO♥♫

Scorpions - Holiday (Acoustic)

Scorpions - Holiday (Acoustic)

Dire Straits - Brothers In Arms (Wembley Arena)

Maddi Jane - Just The Way You Are by Bruno Mars

Os Et's PODEM ESTÁ CHEGANDO


Cientistas pedem à ONU sistema de defesa contra ataque de ETs

 A comunidade científica foi surpreendida este mês pela reivindicação da inglesa Royal Society de que a Organização das Nações Unidas (ONU) elabore um plano de defesa contra extraterrestres.
Publicado na revista Philosophical Transactions, o artigo da sociedade científica britânica afirma que a humanidade deveria se precaver contra um encontro que poderia ser violento, e dividiu opiniões na comunidade científica brasileira.
Para os ufólogos - os pesquisadores de discos voadores - foi uma vitória. "Foi uma coisa sem precedentes. (A Royal Society) é uma das instituições cientificas mais sérias do planeta terra. Eles estão se abrindo, lentamente", diz Ademar Gevaerd, pesquisador e editor da revista UFO. O professor e pesquisador em Astronomia e Astrofísica Kepler de Souza Oliveira Filho pondera que a possibilidade de que uma vida externa seja agressiva sempre existe, mas o astrônomo não acredita em contatos agressivos entre civilizações, "simplesmente porque as distâncias entre as estrelas são tão grandes que não há possibilidade de viagens entre elas".
Crenças e evidências à parte, o diretor do Observatório Astronômico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Basílio Santiago, vê utilidade na reflexão sobre a natureza dos ETs. "É útil na medida em que nos faz refletir sobre a civilização na Terra. Ao avaliarmos os riscos de civilizações extraterrestres, reforçamos em nós todos a noção de uma civilização humana. Isso é fundamental para os desafios de governabilidade mundial", explica.
"A comunidade científica, que por muito tempo ficou completamente fora dessa discussão por puro preconceito e ignorância, hoje começa a se abrir", comemora Gevaerd. No entanto, o ufólogo acredita que o estágio da discussão pública ainda é "primitivo". "Estão falando em micróbios e processos biológicos que podem levar uma vida. Mas reservadamente, a informação de que nós estamos sendo visitados por outras espécies cósmicas já é seriamente considerada pelas diretorias de muitas instituições", aposta.
Basílio Santiago não acredita que a reivindicação da Royal Society indique uma total mudança de posição da instituição. "Não há ainda evidência de contatos com extraterrestres. O que há são relatos isolados que carecem de confirmação e validação", observa.
Conceito de vida extraterrestre não é consenso
Oliveira Filho lembra que a procura de vida fora da Terra é muito difícil. "Primeiro, porque é preciso definir o que é vida, e não há consenso sobre a definição. Segundo, porque quando fazemos uma procura na Lua ou em Marte, ou em outros planetas e satélites aonde conseguimos enviar sondas, precisamos ter certeza de que não estamos contaminando o meio pesquisado. Terceiro, sabemos que, nestes planetas e satélites perto de nós, não há condições físicas de haver vida desenvolvida, só microorganismos, por falta de água e calor. E os planetas fora do Sistema Solar estão tão distantes, que não temos condição de enviar sondas". Resta, segundo o professor, estudar os sinais de rádio emitidos em outros sistemas e procurar por vida inteligente através de um sinal com informação.
São grandes radiotelescópios, como o de Arecibo, em Porto Rico, que buscam estes sinais de inteligência extraterrestre. "Mas há também a busca por planetas nas zonas de habitabilidade em torno de estrelas. Futuramente, será possível identificar as chamadas bioassinaturas nesses planetas, ou seja, substâncias associadas à vida", projeta Basílio Santiago.
"Conseqüências devastadoras"
Em abril de 2010, o astrofísico Stephen Hawking declarou em entrevista ao Discovery Channel que os humanos deveriam "evitar qualquer contato com ETs", porque as conseqüências poderiam ser "devastadoras".
Em setembro do mesmo ano, uma reunião de militares da reserva americana aconteceu em Washington e contou com a presença de representantes da força aérea, exército e marinha. A conferência, transmitida ao vivo pela rede CNN, teve a presença de Robert Salas, oficial de lançamentos de mísseis entre 1964 a 1971, que relatou diversos incidentes onde radares teriam detectado objetos voadores não identificados. Segundo seus relatos, os discos voadores teriam sobrevoado as ogivas em baixas altitudes, fazendo os mísseis pararem de funcionar, encerrando a comunicação deles com os instrumentos de lançamento. Também foi declarado que, durante testes militares de lançamento de foguetes com ogivas desarmadas, mísseis foram destruídos em pleno ar por discos voadores.
Pesquisa no Brasil
O Brasil teve as primeiras comissões de pesquisa sobre o tema no mundo, contando inclusive com centros de pesquisas ufológicas dentro da força aérea brasileira. Fundado em 1969 e hoje extinto, o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos não Identificados (Sioani) era um órgão oficial da aeronáutica dentro do 4º Comando Aéreo Regional, em São Paulo.
Desde 2007, o governo brasileiro já liberou cerca de 5 mil páginas de documentos classificados como "confidenciais" envolvendo incidentes com discos voadores em todo o território nacional, inclusive relatando perseguições de jatos da força aérea. Os documentos estão disponíveis para pesquisa pública no Arquivo Nacional, em Brasília.
Uma portaria assinada pelo comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, também determina que todas as ocorrências com possíveis ovnis no País, especialmente as relatadas por pilotos, devem não somente ser transferidas para o Arquivo Nacional, mas também relatadas à autoridade competente, no caso ao Comando de Operações Aéreas (Comgar), o braço armado da Força Aérea Brasileira.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mirian Leitão





Enquanto o Rio enterra seus mortos, no mesmo país, o órgão ambiental é atropelado por querer avaliar melhor se é viável a construção da usina de Belo Monte na Amazônia. As mudanças climáticas, que podem produzir inundações mais frequentes, vão reduzir as chuvas na bacia do rio Xingu. Com secas mais prolongadas, a usina ficaria menos viável economicamente.
Junte-se a economia e o meio ambiente, que jamais devem estar separados, e a conclusão é que Belo Monte ignora os limites do caixa do Tesouro, e os da Natureza. O país pode, no Xingu, fazer um erro duplo: gastar demais com uma usina que produzirá pouca energia, num momento de contenção de gastos, e que será uma agressão ao meio ambiente, num momento em que a Natureza pede mais respeito.
Ninguém tem dúvidas de que foram erros somados, de incúria, desleixo, ocupação desordenada, que deixaram os brasileiros de qualquer cidade expostos à tragédia das perdas humanas e patrimoniais diante dos eventos climáticos extremos. A lista dos erros é conhecida. E, no entanto, o Brasil se move na mesma direção.
Olhando da perspectiva apenas energética, a hidrelétrica, pela qual se derrubam diretores em série no Ibama, pode ser um fiasco. Ela supostamente teria um potencial de 11 mil megawatts, a terceira maior do país. Balela. Nos picos da cheia, a energia firme seria de 4,4 mil. Nos meses de seca, 2 mil. Podendo ser menos. O risco é que, se ouvidos, os climatologistas dirão que os cenários mais prováveis durante toda a vida útil da usina são de redução das chuvas na Bacia do Xingu, o que pode reduzir muito a energia firme.
A briga contra Belo Monte tem 20 anos. O projeto original produziria 20 mil megawatts porque seriam várias usinas. O governo mudou o projeto dizendo que será apenas uma. O que alagará “apenas” um território do tamanho de um terço da cidade de São Paulo. O problema é que não há qualquer garantia de que depois não serão feitas as outras. Até porque, no cenário das mudanças climáticas, ela só tem alguma chance de ser energética e economicamente viável se as outras forem feitas.
Empresas que estudaram profundamente o projeto recuaram da decisão de participar. Aceitam ser fornecedores, mas acham que incorrem em risco de dano à imagem com os conflitos que poderão ocorrer. De todo tipo. Da escavação de 210 milhões de m de terra, da construção de um canal de 100 quilômetros de extensão, do fim da Volta Grande do Xingu, do deslocamento de 20 mil famílias, do fato de que não estão resolvidos os impactos sobre as populações indígenas dos Arara, Juruna e Xikrin di Bacajá.
Segundo um relato que ouvi recentemente, o governo tem prometido estradas e picapes para atrair os mais jovens a aceitar a perda da navegação num certo trecho do rio. Tem dividido tribos.
Em primeiro de fevereiro do ano passado, depois de alguns atropelamentos no Ibama, saiu a licença prévia. Mas foram estabelecidas 40 condicionantes que custariam R$ 1,5 bilhão para serem atendidas. Não foram atendidas e agora se faz novo atropelamento do Ibama para sair a licença que permitirá o início das obras.
Essa usina que tem tantos riscos ambientais, e que pode encontrar um cenário hidrológico adverso pelas mudanças climáticas, quanto custará? Isso é outro enigma. Pode custar R$ 19 bilhões como o governo diz, mas ninguém acredita. Nem economistas sem corações ambientais; nem ambientalistas sem corações econômicos; nem empresas que têm apenas bons programas de projeção de custos. Simplesmente parte do custo está embutida nos subsídios e parte está escondida nos riscos que não foram devidamente calculados. Há estimativas de que o preço pode chegar a R$ 30 bilhões. Se for isso, será com o seu, o meu, o nosso dinheiro, porque o risco foi todo estatizado.
Temos enormes motivos de expansão de gastos pela frente. Alguns inadiáveis. O setor público investe pouco há muito tempo. Deve selecionar seus investimentos cruzando as variáveis. Uma delas é o cenário das mudanças climáticas, outra é a busca de maior competitividade na economia brasileira, outra, a redução de custos futuros, outra, a melhoria da vida da população. Afetar populações indígenas, deslocar milhares de pessoas, agredir o meio ambiente na floresta, ignorar a mudança do regime hidrológico, entrar num gasto que pode ser um buraco sem fundo não parece sensato. Mas é o que o governo está escolhendo fazer.
O que tem isso a ver com o Rio estar contando seus mortos? A Terra é uma só. Os eventos não estão separados. Essa constatação é o grande ganho do conhecimento recente das ligações entre fenômenos climáticos. Ainda estamos aprendendo, mas a cautela é a melhor das atitudes.
A geologia específica da Serra do Mar é camada fina de terra sobre rocha. Pela conformação da serra há muita formação de nebulosidade. A Zona de Convergência do Atlântico Sul e o Sistema de Bloqueio, fenômenos conhecidos, mas mais ativos atualmente, produziram uma queda brutal de água sobre as cidades serranas. Mas a tragédia foi contratada pelos desatinos da ocupação do solo. A Austrália, onde um tufão produziu uma inundação semelhante, teve infinitamente menos mortos.
O Brasil está discutindo seriamente como elevar o grau de desmatamento e redução das áreas protegidas numa extemporânea e amalucada proposta de revisão do Código Florestal.
A promessa do discurso de posse foi bonita. A presidente engalanada e em dia emocionante prometeu crescimento com sustentabilidade. No caminho do crescimento sustentável do governo Dilma Rousseff há, logo na primeira curva, dois incontornáveis rochedos: a mudança do Código Florestal e a construção de Belo Monte.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

We are all connected - Estamos todos conectados. Leg. PT-BR

Física

O Que É Fisica Quantica (Carlos Iafelice Junior)




A Mecânica Quântica ou Física Quantica é a parte da física que estuda o estado de sistemas onde não valem os conceitos usuais na mecânica clássica tais como os de trajetória e o de distingüibilidade de partículas idênticas -; aliás, os dois conceitos são intimamente relacionados; usualmente estuda o movimento das partículas muito pequenas, ou seja, em nível microscópico. Entretanto, efeitos há que ocorrem a nível macroscópico -;ver adiante. O conceito de partícula -;muito pequena , mesmo que de limites muito imprecisos, relaciona-se com as dimensões nas quais começam a ficar evidentes efeitos como a impossibilidade de conhecer com infinita acuidade e ao mesmo tempo a posição e a velocidade de uma partícula - veja Princípio da incerteza de Heisenberg, entre outros. Os ditos efeitos chamam-se - ; efeitos quânticos.
Assim, a Mecânica Quântica é a que descreve o movimento de sistemas nos quais os efeitos quânticos são relevantes. Experimentos mostram que estes são relevantes em escalas de até 1000 átomos. Entretanto, existem situações onde mesmo em escalas macroscópicas, os efeitos quânticos se fazem sentir de forma manifestamente clara, como nos casos da supercondutividade e da superfluidez. A escala que regula em geral a manifestação dos efeitos quânticos é o raio de Bohr.
Conclusões da Mecânica Quântica
As conclusões mais importantes desta teoria são:


Em estados ligados, como o elétron girando ao redor de um átomo, a energia não se troca de modo contínuo, mas sim em de modo discreto - descontínuo, em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A idéia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a Max Planck.

O de ser impossível atribuir ao mesmo tempo uma posição e uma velocidade exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de trajetória, vital em Mecânica Clássica. Ao invés da trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de Copenhagen..
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da medida em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram seu Gedankenexperiment, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade ? ou pelo menos como a entendemos classicamente ? ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e foram testadas experimentalmente por A. Aspect, P. Grangier, J. Dalibard em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria Clássica, que incluem:

Espectro de Radiação do Corpo negro, resolvido por Max Planck com a proposição da quantização da energia.
Explicação do experimento da dupla fenda, no qual eléctrons produzem um padrão de interferência condizente com o comportamento ondular.
Explicação por Albert Einstein do efeito fotoelétrico descoberto por Heinrich Rudolf Hertz, onde propõe que a luz também se propaga em quanta (pacotes de energia definida), os chamados fótons.
O Efeito Compton, no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua enegia for grande o bastante.

A Física quantica

O Que É Fisica Quantica
(Carlos Iafelice Junior)


A Mecânica Quântica ou Física Quantica é a parte da física que estuda o estado de sistemas onde não valem os conceitos usuais na mecânica clássica tais como os de trajetória e o de distingüibilidade de partículas idênticas -; aliás, os dois conceitos são intimamente relacionados; usualmente estuda o movimento das partículas muito pequenas, ou seja, em nível microscópico. Entretanto, efeitos há que ocorrem a nível macroscópico -;ver adiante. O conceito de partícula -;muito pequena , mesmo que de limites muito imprecisos, relaciona-se com as dimensões nas quais começam a ficar evidentes efeitos como a impossibilidade de conhecer com infinita acuidade e ao mesmo tempo a posição e a velocidade de uma partícula - veja Princípio da incerteza de Heisenberg, entre outros. Os ditos efeitos chamam-se - ; efeitos quânticos.
Assim, a Mecânica Quântica é a que descreve o movimento de sistemas nos quais os efeitos quânticos são relevantes. Experimentos mostram que estes são relevantes em escalas de até 1000
átomos. Entretanto, existem situações onde mesmo em escalas macroscópicas, os efeitos quânticos se fazem sentir de forma manifestamente clara, como nos casos da supercondutividade e da superfluidez. A escala que regula em geral a manifestação dos efeitos quânticos é o raio de Bohr. Conclusões da Mecânica Quântica
As conclusões mais importantes desta teoria são:


Em estados ligados, como o elétron girando ao redor de um átomo, a
energia não se troca de modo contínuo, mas sim em de modo discreto - descontínuo, em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A idéia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a Max Planck.

O de ser impossível atribuir ao mesmo tempo uma posição e uma velocidade exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de
trajetória, vital em Mecânica Clássica. Ao invés da trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de Copenhagen..
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a
década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da medida em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram seu Gedankenexperiment, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade ? ou pelo menos como a entendemos classicamente ? ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e foram testadas experimentalmente por A. Aspect, P. Grangier, J. Dalibard em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria Clássica, que incluem:

Espectro de Radiação do
Corpo negro, resolvido por Max Planck com a proposição da quantização da energia.
Explicação do
experimento da dupla fenda, no qual eléctrons produzem um padrão de interferência condizente com o comportamento ondular.
Explicação por
Albert Einstein do efeito fotoelétrico descoberto por Heinrich Rudolf Hertz, onde propõe que a luz também se propaga em quanta (pacotes de energia definida), os chamados fótons.
O
Efeito Compton, no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua enegia for grande o bastante.
O desenvolvimento formal da teoria foi obra de esforços conjuntos de muitos físicos e matemáticos da época como
Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Einstein, <


(Carlos Iafelice Junior)


A Mecânica Quântica ou Física Quantica é a parte da física que estuda o estado de sistemas onde não valem os conceitos usuais na mecânica clássica tais como os de trajetória e o de distingüibilidade de partículas idênticas -; aliás, os dois conceitos são intimamente relacionados; usualmente estuda o movimento das partículas muito pequenas, ou seja, em nível microscópico. Entretanto, efeitos há que ocorrem a nível macroscópico -;ver adiante. O conceito de partícula -;muito pequena , mesmo que de limites muito imprecisos, relaciona-se com as dimensões nas quais começam a ficar evidentes efeitos como a impossibilidade de conhecer com infinita acuidade e ao mesmo tempo a posição e a velocidade de uma partícula - veja Princípio da incerteza de Heisenberg, entre outros. Os ditos efeitos chamam-se - ; efeitos quânticos.
Assim, a Mecânica Quântica é a que descreve o movimento de sistemas nos quais os efeitos quânticos são relevantes. Experimentos mostram que estes são relevantes em escalas de até 1000 átomos. Entretanto, existem situações onde mesmo em escalas macroscópicas, os efeitos quânticos se fazem sentir de forma manifestamente clara, como nos casos da supercondutividade e da superfluidez. A escala que regula em geral a manifestação dos efeitos quânticos é o raio de Bohr.
Conclusões da Mecânica Quântica
As conclusões mais importantes desta teoria são:


Em estados ligados, como o elétron girando ao redor de um átomo, a energia não se troca de modo contínuo, mas sim em de modo discreto - descontínuo, em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A idéia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a Max Planck.

O de ser impossível atribuir ao mesmo tempo uma posição e uma velocidade exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de trajetória, vital em Mecânica Clássica. Ao invés da trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de Copenhagen..
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da medida em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram seu Gedankenexperiment, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade ? ou pelo menos como a entendemos classicamente ? ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e foram testadas experimentalmente por A. Aspect, P. Grangier, J. Dalibard em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria Clássica, que incluem:

Espectro de Radiação do Corpo negro, resolvido por Max Planck com a proposição da quantização da energia.
Explicação do experimento da dupla fenda, no qual eléctrons produzem um padrão de interferência condizente com o comportamento ondular.
Explicação por Albert Einstein do efeito fotoelétrico descoberto por Heinrich Rudolf Hertz, onde propõe que a luz também se propaga em quanta (pacotes de energia definida), os chamados fótons.
O Efeito Compton, no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua enegia for grande o bastante.
O desenvolvimento formal da teoria foi obra de esforços conjuntos de muitos físicos e matemáticos da época como Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Einstein, <


domingo, 9 de janeiro de 2011

Amy Winehouse - "Rehab" Live on David Letterman

BBB-11 (BABACAS, BESTAS E BANAIS)


Antes mesmo da estreia da décima primeira edição do Big Brother Brasil, na próxima terça-feira (11), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, já começa a se preocupar com o conteúdo do reality show. É o que informa a coluna Olá, do jornal Agora, neste sábado (8).
A procuradoria registrou em 20 de dezembro de 2010 um pedido à TV Globo para que adote medidas que evitem práticas que violem os direitos humanos, como preconceito. Há dois gays assumidos e uma transexual no elenco do BBB 11.

Tags: BBB

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os Movimentos Sociais no Brasil do século XXI

 

 

 

Os Movimentos Sociais no Brasil do século XXI


A análise dos movimentos sociais no Brasil revelam forte enfoque teórico oriundo do marxismo, sejam eles vinculados ao espaço urbano e/ou rural. Tais movimentos, quando se referiam ao espaço urbano possuíam um leque amplo de temáticas como por exemplo, as lutas por creches, por escola pública, por moradia, transporte, saúde, saneamento básico etc. Quanto ao espaço rural, a diversidade de temáticas expressou-se nos movimentos de bóias-frias (das regiões cafeeiras, citricultoras e canavieiras, principalmente), de posseiros, sem-terra, arrendatários e pequenos proprietários.

Cada um dos movimentos possuía uma reivindicação específica, no entanto, todos expressavam as contradições econômicas e sociais presentes na sociedade brasileira.No início do século XX, era muito mais comum a existência de movimentos ligados ao rural, assim como movimentos que lutavam pela conquista do poder político. Em meados de 1950, os movimentos nos espaços rural e urbano adquiriram visibilidade através da realização de manifestações em espaços públicos (rodovias, praças, etc.). Os movimentos populares urbanos foram impulsionados pelas Sociedades Amigos de Bairro - SABs - e pelas Comunidades Eclesiais de Base - CEBs. Nos anos 1960 e 1970, mesmo diante de forte repressão policial, os movimentos não se calaram. Havia reivindicações por educação, moradia e pelo voto direto. Em 1980 destacaram-se as manifestações sociais conhecidas como "Diretas Já".

Em 1990, o MST e as ONGs tiveram destaque, ao lado de outros sujeitos coletivos, tais como os movimentos sindicais de professores.

Concomitante às ações coletivas que tocam nos problemas existentes no planeta (violência, por exemplo), há a presença de ações coletivas que denunciam a concentração de terra, ao mesmo tempo que apontam propostas para a geração de empregos no campo, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); ações coletivas que denunciam o arrocho salarial (greve de professores e de operários de indústrias automobilísticas); ações coletivas que denunciam a depredação ambiental e a poluição dos rios e oceanos (lixo doméstico, acidentes com navios petroleiros, lixo industrial); ações coletivas que têm espaço urbano como locus para a visibilidade da denúncia, reivindicação ou proposição de alternativas.

As passeatas, manifestações em praça pública, difusão de mensagens via internet, ocupação de prédios públicos, greves, marchas entre outros, são características da ação de um movimento social. A ação em praça pública é o que dá visibilidade ao movimento social, principalmente quando este é focalizado pela mídia em geral. Os movimentos sociais são sinais de maturidade social que podem provocar impactos conjunturais e estruturais, em maior ou menor grau, dependendo de sua organização e das relações de forças estabelecidas com o Estado e com os demais atores coletivos de uma sociedade.

Professor Fernando

domingo, 2 de janeiro de 2011

Tim Maia - Azul da Cor do Mar

Ainda Lembro - Marisa Monte

Ainda Lembro - Marisa Monte

Marisa Monte - Não é Fácil.

Liberdade, Angústia e Morte - Jean-Paul Sartre

Jean Paul-Sartre

Chico Buarque - Construção

Re: CHICO BUARQUE - VAI PASSAR

Já Sei Namorar Tribalistas ( english subtitles )

O que é a Kabala?



A "Cabala" é uma filosofia esotérica que visa conhecer a Deus (D'us) e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.
Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, assumiu um carácter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a ideia de que o mundo é a emanação de Deus.
Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah" (בעלי הקבלה "possuidores ou mestres da Cabala "). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como maskilim (משכילים "o iniciado"). Do décimo terceiro século em diante ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.
Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.
Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XII e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos veem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo Cabala para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaísmo ortodoxo discorda de ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a ideia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.
Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.

[editar] Quais são os ensinamentos básicos da Kabbalah?

A Kabbalah ensina que, a fim de podermos reclamar as dádivas para as quais fomos criados para receber, primeiro temos que merecer essas dádivas. Nós as merecemos quando nos envolvemos com nosso trabalho espiritual – o processo de transformarmos a nós próprios na essência. Ao nos ajudar a reconhecer as fontes de negatividade em nossas próprias mentes e corações, a Kabbalah nos fornece as ferramentas para a mudança positiva.
A Kabbalah ensina que todo ser humano é uma obra em execução. Qualquer dor, desapontamento ou caos que exista em nossas vidas não ocorre porque a vida é assim mesmo, mas apenas porque ainda não terminamos o trabalho que nos trouxe até aqui. Esse trabalho, muito simplesmente, é o processo de nos libertarmos do domínio do ego humano e de criar uma afinidade com a essência de compartilhar de Deus.
Na vida do dia-a-dia, esta transformação significa desapegar-se da raiva, da inveja e de outros comportamentos reativos em favor da paciência, empatia e compaixão. Não significa abrir mão de todos os desejos e ir viver no topo de uma montanha. Muito pelo contrário, significa desejar mais da plenitude para a qual a humanidade foi criada para obter.[1]

[editar] Quem pode estudar a Cabala?

Quando [carece de fontes?] perguntaram ao Rav Kook- Cabalista do século XX e Rabino em Israel – quem poderia estudar Cabala, sua resposta foi inequívoca: "Qualquer um que queira".
De acordo com alguns[carece de fontes?] Cabalistas, os dias em que a Cabala era um segredo acabaram. A sabedoria da Cabala manteve-se oculta no passado porque os Cabalistas temiam que ela fosse mal aplicada e mal entendida. E realmente o pouco que escapou gerou muitos mal-entendidos. Porque os Cabalistas dizem que a nossa geração está pronta para entender o real significado da Cabala, e para acabar com os mal-entendidos, esta ciência está agora sendo revelada para todos que desejam aprender.[2]

[editar] A Kabbalah é judaica?

A Kabbalah nasceu no seio do judaísmo rabínico (sendo desconhecida por outras vertentes israelíticas, como o judaísmo caraíta), mas existiram muitos estudiosos não judeus, tais como os cristãos Knorr-von-Rosenroth, Pico Della Mirandola e Sir Isaac Newton.

[editar] Principais textos cabalistas

A ciência da Cabala é única na maneira que fala sobre você e eu, sobre todos nós. Ele não trata de algo abstrato, apenas com a forma como são criados e como nós funcionamos em níveis mais elevados de existência.
O primeiro livro na Cabala a ser escrito, existente ainda hoje, é o Sefer Yetzirah ("Livro da criação"), escrito por Abraão, o pai das religiões cristãs. Os primeiros comentários sobre este pequeno livro foram escritos durante o século X, e o texto em si é citado desde o século VI. Sua origem histórica não é clara. Como muitos textos místicos Judeus, o Sefer Yetzirah foi escrito de uma maneira que pode parecer insignificante para aqueles que o leem sem um conhecimento maior sobre o Tanakh (Bíblia Judaica ,equivalente ao Antigo Testamento) e o Midrash.
Outra obra muito importante dentro da cabala é o Bahir ("iluminação"), também conhecido como "O Midrash do Rabino Nehuniah ben haKana". Com aproximadamente 12.000 palavras. Publicado pela primeira vez em 1176 em Provença, muitos judeus ortodoxos acreditam que o autor foi o Rabino Nehuniah ben haKana, um sábio Talmúdico do século I. Historiadores mostraram que o livro aparentemente foi escrito não muito antes de ter sido publicado.
O trabalho mais importante da cabala é o Zohar (זהר "Esplendor"). Trata-se de um comentário esotérico e místico sobre o Torah(Referente ao Pentateuco do Antigo Testamento), escrito em aramaico. A tradição ortodoxa judaica afirma que foi escrito pelo Rabino Shimon ben Yohai durante o século II. No século XII, um judeu espanhol chamado Moshe de Leon declarou ter descoberto o texto do Zohar, o texto foi então publicado e distribuído por todo o mundo judeu. Gerschom Scholem, que foi um célebre historiador e estudante da Cabala, mostrou que o próprio de Leon teria sido o autor do Zohar: Entre suas provas, uma é que o texto utiliza a gramática e estruturas frasais da língua espanhola do século XII; outra é que o autor não tinha um conhecimento exato de Israel. O Zohar contém e elabora sobre muito do material encontrado no Sefer Yetzirah e no Sefer Bahir, e sem dúvida é a obra cabalística por excelência.
Após o Zohar, temos os escritos de Ari, um renomado cabalista do século XVI. O século XX, por sua vez, viu o surgimento dos trabalhos do cabalista Yehuda Ashlag.
Os textos do Ashlag são os mais adequados para a nossa geração. Eles, assim como outras fontes cabalísticas, descrevem a estrutura dos mundos superiores, como ela descende e como o nosso universo, com tudo o que possui, veio a existir.

[editar] Cabala no Cristianismo e na sociedade não Judaica

O termo "Cabala" veio a ser usado até meados do século XI, e naquele tempo referia-se à escola de pensamento (Judaica) relacionada ao misticismo esotérico.
Desde esses tempos, trabalhos Cabalísticos ganharam uma audiência maior fora da comunidade Judaica. Assim versões Cristãs da Cabala começaram a desenvolver-se; no início do século XVIII a cabala passou a ter um amplo uso por filósofos herméticos, neo-pagãos e outros novos grupos religiosos. Hoje esta palavra pode ser usada para descrever muitas escolas Judaicas, Cristãs ou neo-pagãs de misticismo esotérico. Leve-se em conta que cada grupo destes tem diferentes conjuntos de livros que eles mantem como parte de sua tradição e rejeitam as interpretações de cada um dos outros grupos.

[editar] Ensinamentos cabalísticos sobre a alma humana

O Zohar propõe que a alma humana possui três elementos, o nefesh, ru'ach, e neshamah. O nefesh é encontrado em todos os humanos e entra no corpo físico durante o nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica do indivíduo. As próximas duas partes da alma não são implantadas durante o nascimento, mas são criadas lentamente com o passar do tempo; Seu desenvolvimento depende das ações e crenças do indivíduo. É dito que elas só existem por completo em pessoas espiritualmente despertas. Uma forma comum de explicar as três partes da alma é como mostrado a seguir:
  • Nefesh - A parte inferior ou animal da alma. Está associada aos instintos e desejos corporais.
  • Ruach - A alma mediana, o espírito. Ela contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal.
  • Neshamah - A alma superior, ou super-alma. Essa separa o homem de todas as outras formas de vida. Está relacionada ao intelecto, e permite ao homem aproveitar e se beneficiar da pós-vida. Essa parte da alma é fornecida tanto para judeus quanto para não-judeus no nascimento. Ela permite ao indivíduo ter alguma consciência da existência e presença de Deus.
A Raaya Meheimna, uma adição posterior ao Zohar por um autor desconhecido, sugere que haja mais duas partes da alma, a chayyah e a yehidah. Gershom Scholem escreve que essas "eram consideradas como representantes dos níveis mais elevados de percepção intuitiva, e estar ao alcance somente de alguns poucos escolhidos".
  • Chayyah - A parte da alma que permite ao homem a percepção da divina força.
  • Yehidah - O mais alto nível da alma, pelo qual o homem pode atingir a união máxima com Deus.

[editar] Antiguidade do misticismo esotérico

De acordo com a compreensão tradicional, Kabbalah data do Éden. Ela veio de um passado remoto como uma revelação para eleger os Tzadikim (pessoas justas) e, na maior parte, foi preservado somente para poucos privilegiados.[3]
Literatura Apocalíptica pertence aos séculos II e I do pré-Cristianismo contendo alguns elementos da futura Kabbalah e, segundo Josephus, tais escritos estavam em poder dos Essênios, e eram cuidadosamente guardados por eles para evitar sua perda, o qual eles alegavam ser uma antiguidade valiosa (veja Fílon de Alexandria, "De Vita Contemplativa", iii., e Hipólito, "Refutation of all Heresies", ix. 27).
Estes muitos livros contém tradições secretas mantidas ocultas pelos "iluminados" como declarado em IV Esdras xiv. 45-46, onde Pseudo-Ezra é chamado a publicar os vinte e quatro livros canônicos abertamente, de modo a que merecedores e não merecedores pudessem igualmente ler, mas mantendo sessenta outros livros ocultos de forma a "fornece-los apenas àqueles que são sábios" (compare Dan. xii. 10); pois para eles, estes são a primavera do entendimento, a fonte da sabedoria, e a corrente do conhecimento.
Instrutivo ao estudo do desenvolvimento da Cabala é o Livro dos Jubilados, escrito no reinado do Rei João Hircano, o qual refere a escritos de Jared, Cainan, e Noé, e apresenta Abraão como o renovador, e Levi como o guardião permanente, destes escritos antigos. Ele oferece uma cosmogênese baseada nas vinte e duas letras do alfabeto hebraico, e conectada com a cronologia judaica e a messianologia, enquanto ao mesmo tempo insiste na Heptade como número sagrado ao invés do sistema decádico adotado por Haggadistas posteriores e pelo "Sefer Yetzirah". A ideia Pitagórica do poder criador de números e letras, sobre o qual o "Sefer Yetzirah" está fundamentado, era conhecido no tempo da Mishnah (antes de 200DC).

[editar] Gnosticismo e Cabala

A literatura gnóstica dá testemunho da antiguidade da Cabala. Gnosticismo — isto é, a "Chochmah" cabalística (חכמה , em hebraico, "sabedoria") e a Sophia gnóstica (em grego "sabedoria") - parece ter sido a primeira tentativa por parte dos sábios judeus em fornecer uma tradição mística empírica, com ajuda de ideias Platônicas e Pitagóricas (ou estoicas), um retorno especulativo.

[editar] Doutrinas Místicas nos Tempos do Talmude

Nos tempos do Talmude os termos "Ma'aseh Bereshit" (Trabalhos da Criação) e "Ma'aseh Merkabah" (Trabalhos do Divino Trono/Carruagem) claramente indicam a vinculação com o Midrash nestas especulações; elas eram baseadas em Gen. i. e Ezequiel i. 4-28; enquanto os nomes "Sitre Torah" (Talmude Hag. 13a) e "Raze Torah" (Ab. vi. 1) indicam seu caráter secreto. Em contraste com a afirmação explícita das Escrituras que Deus criou não somente o mundo, mas também a matéria da qual ele foi feito, a opinião é expressa em tempos muito recentes que Deus criou o mundo da matéria que encontrou disponível — uma opinião provavelmente atribuída a influência da cosmogênese platônica.
Eminentes professores rabinos conservam a teoria da preexistência da matéria (Midrash Genesis Rabbah i. 5, iv. 6), em contrariedade com Gamaliel II. (ib. i. 9).
Ao discorrer sobre a natureza de Deus e do universo, os místicos do período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcedentalismo Bíblico, que "Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de Deus". Possivelmente a designação ("lugar") para Deus, tão frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta concepção, assim como Philo, ao comentar sobre Gen. xxviii. 11 diz, "Deus é chamado 'ha makom' (המקום "o lugar") porque Deus abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada" ("De Somniis," i. 11).
Spinoza devia ter esta passagem em mente quando disse que os antigos judeus não separavam Deus do mundo. Esta concepção de Deus pode ser panenteísta. Isto também postula a união do homem com Deus; ambas as ideias foram posteriormente desenvolvidas na Cabala mais recente.
Até em tempos bem recentes, teólogos da Palestina e de Alexandria reconheceram dois atributos de Deus: o atributo da justiça (מדת הדין, "middat ha-din") e o atributo da misericórdia (מדת הרחמים, "middat ha-rahamim") (Midrash Sifre,Deut.27): Este é o contraste entre misericórdia e justiça, que é uma doutrina fundamental da Cabala.

[editar] Moderna e contemporânea

A Cabala tem crescido a partir do século XVI, com o Rabino Itzhak Luria, conhecido como Ari ( "O Leão").Ele oferece, em seu livro Etz Chaim (Árvore da Vida) uma explicação aprofundada das dez sefirot , e as explicações sobre o livro do Zohar (incluindo Idra Rabba).
A partir deste período, muitos cabalistas incentivou o estudo da Cabala, como relatou o rabino Azulai Orh Hashemesh em seu livro, "A proibição estabelecida no aprendizado da Kabbalah foi um tempo limitado, até 'em 1490. Desde 1540, é necessário incentivar todos os interessados no livro do Zohar, porque só estudando o Zohar que a humanidade alcançará a redenção espiritual, e Portanto, não é proibido estudar Kabbalah. "
Assim também diz o rabino Yehuda Levi Ashlag, cabalista do século XX: "Não há outro caminho para a população em geral,conseguir alguma elevação espiritual e redenção, a não ser com a aprendizagem da Cabala. Este é o método mais fácil e mais acessível"

[editar] Dualidade Cabalística?

Embora Kabbalah apresentar a Unidade de Deus, uma das críticas mais graves e persistentes é que pode levar longe monoteísmo, em vez disso promover o dualismo, A crença de que há uma contraparte sobrenatural de Deus. O sistema dualista afirma que existe um poder bem contra um poder maligno. Existem dois modelos principais de gnóstico-cosmologia dualista: a primeira, que remonta a Zoroastrismo, Acredita que a criação é ontologicamente dividido entre as forças do bem e do mal, a segunda, encontrada em grande parte greco-romana como ideologias Neo-platonismo, Acredita que o universo conhecia uma harmonia primordial, mas que uma perturbação cósmica resultou um segundo, o mal, a dimensão da realidade. Este segundo modelo influenciou a cosmologia da Cabala.
De acordo com a cosmologia cabalista, as dez sefirot correspondem a dez níveis de criação. Estes níveis da criação não deve ser entendido como dez diferentes "deuses", mas como dez maneiras diferentes de revelar Deus, um por nível. Não é Deus que muda, mas a capacidade de perceber Deus que muda.
Enquanto Deus pode parecer a apresentar natureza dupla (masculino-feminino, compassivo julgadora, criador-criação), todos os seguidores da Cabala têm consistentemente salientado a unidade absoluta de Deus. Por exemplo, em todas as discussões de macho e fêmea, a natureza oculta de Deus existe acima de tudo, sem limite, sendo chamado o infinito ou a "No End" (Ein Sof)-Nem um nem o outro, que transcende qualquer definição. A habilidade de Deus para tornar-se escondido da percepção é chamada de "Restrição" (Tzimtzum).O ocultamento torna a criação possível porque Deus pode ser "revelado" em uma diversidade de formas limitadas, que então forma os blocos de criação.
Trabalhos posteriores cabalístico, incluindo o Zohar, Parecem mais fortemente afirmar dualismo, como eles atribuem todos os males de uma força sobrenatural conhecido como o Achra Sitra[4] (o "outro lado") que emana de Deus. A "esquerda" da emanação divina é um reflexo negativo do lado "de santidade" com que foi bloqueado em combate. [Encyclopaedia Judaica, Volume 6, "Dualismo", p. 244]. Embora este aspecto o mal existe dentro da estrutura divina do Sefirot, a Zohar indica que o Ahra Sitra não tem poder sobre Ein Sof, e só existe como um aspecto necessário da criação de Deus para dar ao homem o livre arbítrio, e que o mal é a consequência dessa escolha. Não é uma força sobrenatural em oposição a Deus, mas um reflexo da luta interna moral dentro de humanidade entre os ditames da moralidade e da renúncia de um de instintos básicos.