Google+ Badge

domingo, 24 de junho de 2012

O novo feminismo

Como pensam as jovens ativistas que usam o corpo como forma de expressão, protestam com ousadia e irreverência, têm como bandeira a liberdade e a diversidade e defendem as minorias

Natália Martino e Rodrigo Cardoso

Confira, em vídeo, o depoimento de Yolanda Prado, 81 anos, uma das mais antigas feministas brasileiras:

 
01.jpg
1911
A luta pelo direito ao voto marca a primeira onda feminista do mundo
02.jpg
2012
Ativistas nuas em frente à Torre Eiffel, em Paris, pelo fim da violência sexual
Faz meio século que a brasileira deixou de padecer de uma das amarras que pontuaram a sua trajetória. Foi somente em 1962 que o Código Penal a eximiu do consentimento do chefe da casa, no caso o homem, para trabalhar fora ou viajar. Fruto do ativismo feminino, essa conquista soa absurda aos ouvidos das jovens que já nasceram sob a égide da emancipação. Com o passar do tempo, o feminismo, apontado como o mais bem-sucedido movimento social do século passado, pintou um horizonte de possibilidades às mulheres, que hoje podem ser o que quiserem e andar por onde quiserem. Mas o movimento de outrora, cuja queima dos sutiãs se tornou o episódio símbolo (leia quadro à pág. 63), segue se reinventando na pele de jovens ativistas, que agora usam o corpo para se expressar – leia-se os seios à mostra. Essas mulheres têm como bandeira a liberdade e a diversidade e se arvoram para defender o direito das minorias, tudo com um toque de ousadia e irreverência, próprios de sua faixa etária. E o topless nunca esteve tão no front das manifestações quanto agora. Exemplo disso ocorreu no início da semana passada, durante a conferência Rio+20, no Rio de Janeiro. Em uma passeata com o slogan “Mulheres contra a mercantilização de nossos corpos, nossas vidas e a natureza!”, militantes do grupo feminista Tambores de Safo, de Fortaleza, foram às ruas sem roupa da cintura para cima em um ato que contou com cinco mil participantes.

Outro exemplo desse novo feminismo, no mês passado, a Marcha das Vadias tomou ruas e avenidas de cerca de 200 cidades no mundo em países como Índia, África do Sul, Austrália, Alemanha e Brasil, tendo como tônica ativistas com seios de fora. O movimento foi criado em 2011, na cidade de Toronto, no Canadá, depois que um policial aconselhou mulheres, durante uma palestra de segurança pública, a não vestir certas roupas para não serem estupradas. “Não são apenas as boas meninas virgens que devem ser respeitadas. Essa é a novidade”, afirmou à ISTOÉ a canadense Heather Jarvis, uma das idealizadoras da marcha. “As mulheres podem ser quem elas quiserem e não devem ser julgadas e muito menos violentadas por causa de suas escolhas.”
03.jpg
EXPOSIÇÃO
A paulista Sara, em um protesto no Brasil, viajou à Ucrânia
para fazer um curso com as ativistas do Femen 
Traço marcante do ideário neofeminista, a agenda que pauta essas ativistas é muito mais ampla do que as manifestações contra abusos em relação ao gênero. Elas têm se posicionado sobre modelos de desenvolvimento e questionam o capitalismo e as violações de direitos de comunidades indígenas femininas, entre outras questões. “Lutar pelos direitos em geral e não só ao que se refere às mulheres tem revitalizado o movimento feminista”, afirma a doutora em filosofia Carla Regina, da Universidade Federal Fluminense (UFF). A forma de protestar tem conferido irreverência ao movimento e tirado o ranço que o conservadorismo deu ao termo feminista. É o que pensa Margareth Rago, professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para ela, a caricatura feminista dos anos 70 e 80 era a de uma mulher séria, asséptica e nada erotizada. “As jovens que participam das Marchas das Vadias, por exemplo, entram com outras cores, brincam com seus corpos e questionam todas as convicções”, diz a pesquisadora na área de gênero e feminismo.
No Brasil, uma estudante de cinema de 19 anos tem se apresentado como representante da chamada nova ordem do movimento feminista. Natural de São Carlos, interior de São Paulo, Sara Winter é a primeira brasileira a fazer parte da Femen, grupo feminista ucraniano criado em 2008 que possui cerca de 400 membros espalhados pelo mundo. Essas moças, altas e loiras em sua maioria, protestam de topless por diferentes motivos. Estiveram em Belarus de peito aberto contra o preço do gás natural; em Milão (ITA) contra a ditadura da magreza e em Paris (FRA) gritando contra o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn. Grupos feministas como o Femen revelam outra marca desse movimento: essas moças não estão sozinhas. Fazem coro com elas homossexuais, transexuais, travestis – e, inclusive, os homens. Isso ocorre porque a juventude feminina, hoje inserida no mercado de trabalho e galgando cada vez mais postos de chefia, luta pela liberdade e não contra sexo oposto. “O movimento feminista foi muito criticado em certo momento pelo fato de a mulher protestar se vitimizando. E, hoje, ninguém está apelando ao discurso de vítima ao ir à rua com o peito de fora”, afirma Carla Regina, da UFF. Na quarta-feira 20, Sara embarcou para a Ucrânia onde passará três semanas fazendo um curso com as fundadoras da Femen. Ao retornar, a estudante inicia o ativismo da Femen Brasil no País. “Os seios de fora chamam a atenção para o nosso protesto. Mas, com o tempo, as pessoas passarão a prestar atenção também no que defendemos”, diz Sara, que subiu em um dos palcos da Virada Cultural paulista para, de topless, bradar “meu corpo me pertence”, frase clássica do movimento feminista.
04.jpg
DISSONANTE
Camille Paglia é contra a Marcha das Vadias:

"Não se chame de vadia a não ser que você esteja
preparada para viver e se defender como tal"
, diz ela
Mas o que dizem as precursoras do feminismo? Elas aprovam o uso do corpo como bandeira? “Eu me considero uma feminista jurássica, mas o movimento vem se renovando com outras energias. Quero aplaudi-las e não criticá-las”, afirma Schuma Schumaher, 60 anos, da ONG feminista Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) e uma das maiores pesquisadoras sobre a história da mulher brasileira. Com ou sem roupa cobrindo os seios, o fato é que o novo feminismo concretizou um sonho de cinco décadas atrás, quando a americana Betty Friedan (1921-2006) e a sua obra “A Mística Feminina” pautavam as discussões: ele se espraiou, foi além do ambiente acadêmico, e está em todos os cantos da sociedade. Hoje é possível encontrar articulações nas comunidades ribeirinhas e entre redes de trabalhadoras domésticas, só para citar dois exemplos. No começo do novo milênio, estimava-se em cerca de mil os grupos feministas espalhados pelo País. Atualmente esse número triplicou, de acordo com Schuma.

A professora de estudos culturais da Universidade de São Paulo Maria Elisa Cevasco não é tão entusiasta quanto Schuma e tem dúvidas sobre a eficiência dos métodos utilizados pelas jovens feministas. “Estão usando o corpo, o vocabulário patriarcal calcado no fato de que a mulher está na vitrine, como uma estratégia. Será que assim se distanciam do discurso machista ou reforçam essa lógica da exploração sexual?”, questiona Maria Elisa. “Eu gostava mais quando as feministas queimavam o sutiã.” Já a escritora americana Camille Paglia, que se tornou dissidente e crítica do movimento feminista sob o argumento de que ele foi o responsável por fazer a mulher assumir o papel de vítima, não foge de outra polêmica ao criticar a Marcha das Vadias. “Não se chame de vadia a não ser que você esteja preparada para viver e se defender como tal”, escreveu a professora da Universidade das Artes, na Filadélfia. “Muitas garotas de classe média superprotegidas têm uma perigosa visão inocente do mundo.”
05.jpg
LUTA
Militante há 40 anos, Yolanda Prado acha as atuais ativistas divertidas
Articuladas e protestando de forma organizada, as novas feministas não deixaram de lado as antigas demandas. Violência doméstica e abuso sexual, assim como liberdade sexual e reprodutiva, seguem como reivindicações primordiais. “Vejo essas manifestações de hoje, acho divertido, até estive na Marcha das Vadias, mas na essência é a mesma coisa de sempre. Nós falávamos dessas questões há 40 anos”, afirma Yolanda Prado, 81 anos, uma das mais antigas feministas brasileiras. Para Sônia Corrêa, cocoordenadora do Observatório de Sexualidade e Política, as reivindicações são as mesmas porque os problemas permanecem. Ela acredita que as últimas décadas foram marcadas por ganhos culturais, mas que ainda falta avançar muito em políticas públicas. “Nos hospitais acontecem 67% da mortalidade materna no Brasil. Isso seria perfeitamente evitável se pudéssemos contar com bons serviços no pré-natal e no parto”, diz. “Além disso, muitos dos avanços não vieram do Legislativo e do Executivo, como deveriam. O direito ao aborto de anencéfalos foi uma decisão do Judiciário, não é assim que tem que ser.”

A questão do direito ao aborto, outra reclamação de outrora, é um dos pontos nos quais o movimento feminista mais encontra resistência. O documento aprovado na semana passada pelos chefes de Estado na Rio+20 não continha o termo “direitos reprodutivos”, cunhado na IV Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (ICPD), realizada no Cairo em 1994. “Há quase duas décadas, esses direitos têm sido reafirmados nos documentos das Nações Unidas e, agora, foi retirado dessa Carta graças às pressões do Vaticano. O texto é frustrante”, avalia Sônia Corrêa, que foi uma das dezenas de ativistas presentes no Território Global das Mulheres da Cúpula dos Povos durante o evento no Rio de Janeiro. A ofensiva conservadora para evitar a permissão do aborto extrapola as fronteiras brasileiras. “Essa reação fundamentalista às conquistas da mulher tem ganhado força em toda a América Latina. Na América Central, vários países revogaram o direito ao aborto”, diz Silvia Pimentel, presidente do Comitê para Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (Cedaw) da Organização das Nações Unidas (ONU). As chefes de Estado presentes à Cúpula das Mulheres também manifestaram contrariedade com relação à retirada da questão sobre o direito à reprodução. No documento final, formatado com a presença da presidenta Dilma Rousseff e a diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, conclamaram os Estados por plena igualdade de gênero, participação equitativa das mulheres em todos os níveis de liderança, o fim das barreiras discriminatórias, o direito à saúde reprodutiva e o fim da violência, entre outras providências. “Não podemos deixar metade da humanidade discriminada nesse processo de desenvolvimento. A participação das mulheres é fundamental”, afirmou Michelle.
07.jpg
FÓRUM
Durante a Rio+20, um grupo de Fortaleza protesta contra a mercantilização do corpo.
Abaixo Michelle Bachelet, da ONU, discursa na Cúpula das Mulheres
06.jpg
Segundo a escritora Rosiska Oliveira, ex-presidente do Conselho Nacional de Direitos das Mulheres, a reivindicação que mais caracteriza o momento atual do feminismo é a luta pelo tempo. “Precisamos reorganizar o mercado, flexibilizar horários e locais de trabalho tanto para homens quanto para mulheres”, afirma. Debates como esse têm o poder de mudar não apenas a vida das mulheres, mas toda a organização da sociedade. A luta das novas feministas brasileiras costuma ter essa característica: uma pauta em prol de ambos os sexos. “Mostramos aos homens que eles também poderiam ser outros, diferentes do que foram educados para ser”, diz Margareth, da Unicamp. A estudante Sara, porém, gostaria que algumas feministas que a criticam respeitassem sua maneira de protestar. “Reclamam da exposição dos seios; dizem que eu vou manchar o feminismo”, afirma. Schuma, da Redeh, lembra que o corpo da mulher historicamente foi utilizado para justificar muitas barbáries e, portanto, o desejo desse corpo livre é um despertar da juventude do século XXI. “Estamos assistindo a uma renovação”, diz a feminista, certa de que as bandeiras pelas quais luta há décadas estão representadas nesse novo feminismo.
08.jpg

 

09.jpg
10.jpg

quinta-feira, 14 de junho de 2012


Imagens da Aula Inaugural do Curso de Engenharia Elétrica no Ifba de Paulo Afonso

Redação/Francisco Nery Júnior 
redacao@ozildoalves.com.br/ASCOM-IFBA


O curso de Engenharia Elétrica já é uma realidade na nossa região. As aulas regulares terão início na próxima segunda-feira, dia 12 de março, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus de Paulo Afonso, localizado no antigo Acampamento Chesf, na Rua Marcondes Ferraz.
 
Para a implantação do Ifba em Paulo Afonso, foi fundamental o apoio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso, do empresariado local, entidades representativas e da imprensa. O instituto funciona no prédio do antigo Colepa doado pela Chesf que também cedeu as instalações do Sal Torrado onde funcionará, em anexo, o Curso de Engenharia Elétrica após a devida reforma.

 
A Aula Inaugural aconteceu na sexta-feira, 09 de março de 2012, às 19h e foi ministrada pelo engenheiro eletricista Carlos Fernandes, Gerente Regional de Operação da Chesf, que discorreu sobre a demanda e a produção de energia elétrica no Brasil no espectro de 10 anos, de 2010 a 2020.
 
O Ifba preenche, a partir de agora, uma lacuna importante na nossa cidade e região. O curso de Engenharia Elétrica dá a oportunidade de os nossos alunos cursarem o curso superior em eletricidade em Paulo Afonso, no seu ambiente e perto das suas famílias. O complexo de produção da Chesf é um laboratório natural para estudos, pesquisas e experimentos em um curso de eletricidade. Por outro lado, alunos de outros estados fazem parte das turmas iniciais de 40 alunos cada (uma iniciando no primeiro semestre e outra no segundo semestre) invertendo o fluxo migratório no sentido capital/interior.

 
O curso é composto de 10 semestres. Alunos com formação superior em matemática ou outra área de ciências exatas poderão concluir o curso em seis semestres. O Corpo Docente do Ifba é composto de mestres e doutores na sua quase totalidade. O prof. Arleno José de Jesus, ele mesmo ex-aluno nos primórdios da educação tecnológica, tem curso de doutorado em Educação Profissional em Portugal e de mestrado em Cuba. Em um Brasil que cresce a cada ano, a esta altura sexta economia do mundo, o Curso de Engenharia Elétrica do Ifba é uma grande oportunidade para os filhos de Paulo Afonso e região.

Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
11/03/2012 - 17:56

Engenharia Elétrica: o sonho vira realidade no IFBA – Campus Paulo Afonso

Texto e fotos - Antônio Galdino
Antônio GaldinoAntônio GaldinoAula Magna do curso de Engenharia Elétrica realizada no IFBA - Paulo Afonso
Os que estavam no auditório do IFBA – Campus Paulo Afonso, na noite do dia 09 de março de 2012, não puderam separar a seriedade da Aula Magna do Curso de Engenharia Elétrica da emoção.
As aulas começam, efetivamente, no dia 12 de março mas, da direção do Instituto aos professores, convidados e alunos, as palavras, os gestos, até o silêncio diziam da alegria de se ver nascer não apenas mais um curso superior em Paulo Afonso mas um curso do mais alto nível técnico com a expectativa de ser um dos melhores do Brasil, tendo em vista que se instala em um campus cercado de usinas hidrelétricas dos mais diferentes modelos e idades, num raio de 80 quilômetros.
São 08 usinas do complexo hidrelétrico da Chesf que tem, desde a pequena Usina Piloto, de apenas 2 megawatts, desativada mas pronta para se transformar no grande laboratório de que o Curso de Engenharia vai precisar para formar, com a melhor qualidade, os seus alunos, à Usina Hidrelétrica de Xingó, moderníssima com seus seis geradores de 500 MW cada. São as Usinas Paulo Afonso I, II, III e IV em Paulo Afonso, a Apolônio Sales, já em território alagoano e a Usina Luiz Gonzaga, em Petrolândia, construídas entre os anos de 1950 a 1995, com equipamentos e geradores, suecos, alemães e de outros países que se tornam um excepcional laboratório como não há igual, nesse porte e com estas características em nenhum lugar do mundo.
Há ainda, do outro lado do rio, no lado alagoano, a Usina Hidrelétrica do Angiquinho, construída pelo visionário Delmiro Gouveia há cem anos, em 1913.
“O complexo de Paulo Afonso produz mais de 80 % de toda a energia elétrica gerada e distribuída pela Chesf e mais de 10% de toda a energia gerada no Brasil”, como disse o engenheiro Carlos Fernando, ex-gerente de Operação de Paulo Afonso, um dos entusiastas e lutadores para a vinda do curso de Engenharia Elétrica para o IFBA - Paulo Afonso, em sua aula inaugural do Curso de Engenharia Elétrica neste Campus, nesta data histórica - 9 de março de 2012.
Antônio GaldinoAntônio GaldinoEngenheiro Carlos Fernando, da Chesf, proferiu a Aula Magna
Convidado do IFBA para dar a Aula Magna deste curso, Carlos Fernando, trouxe para os alunos, visivelmente emocionados, informações preciosas sobre “o campo de trabalho atual e futuro dos engenheiros, e os muitos desafios que terão que enfrentar e vencer para manter o crescimento da humanidade e o equilíbrio entre as ações do homem e a natureza que o cerca”.
Este curso nasceu, como lembrou o professor José Fernando, um dos pioneiros na luta para a sua para Paulo Afonso, “de um sonho que não foi sonhado sozinho, não foi uma luta de um político isoladamente mas foi um sonho compartilhado, vivido intensamente por um grupo de pioneiros entre os quais eu também estava.”
Antônio GaldinoAntônio GaldinoProfessor José Fernando falou do difícil começo e do sonho realizado
E, prosseguiu o professor na sua fala de abertura da solenidade: “Esta Aula Magna de fato mexe com a nossa emoção. Lembro da primeira reunião realizada na UNEB. Ali estava eu, como professor da Uneb, ao lado do Professor Juracy Marques(diretor do Campus VIII-UNEB), do Professor Galdino(ASCOM/PMPA e jornal Folha Sertaneja), do prefeito Anilton Bastos, da Secretária de Educação Selma, da Professora Cleonice (Profa. UNEB), Maria Helena (Uneb), Flávio Henrique(Procurador da Prefeitura), Rubem Brasil (aluno da Uneb) e do Engenheiro Fernando Irapuan (do CREA), para discutir essa possibilidade de Paulo Afonso ter um Curso de Engenharia Elétrica, inicialmente previsto para a UNEB”.
O professor disse ainda: “Depois, em outras reuniões, e aí também com a presença do Professor Dorival, atual diretor da UNEB, e a oportuna chegada do IFBA, avaliou-se que este curso seria bem mais apropriado no IF, tendo em vista a sua trajetória na realização de cursos técnicos.”
E, concluiu, “Este, portanto é um momento digno da maior celebração, porque aqui se realiza o sonho, sonhado por muitos, grata realidade que traz esse sorriso feliz ao rosto de todos nós e desses alunos pioneiros”.
Antônio GaldinoAntônio GaldinoVice-prefeito Jugurta Nepomuceno ressaltou "a importância deste curso para Paulo Afonso e região"
A tônica da emoção e da realização de um grande sonho conduziu toda a cerimônia. Foi o que falou a professora Marta, em nome da Secretária Selma, que estava em outro evento na zona rural do município. Também essa foi a mensagem do vereador Aroldo Ferreira, vice-presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso, que se apresentou como “representante do presidente Regivaldo Coriolano e do Deputado Mário Negromonte”.
O vice-prefeito, Jugurta Nepomuceno justificou a ausência do Prefeito Anilton “um dos grandes incentivadores e apoiadores do IFBA e para a criação deste curso”, que estava em Salvador “em uma viagem não prevista mas necessária” e disse ainda da “importância deste Curso de Engenharia Elétrica para o município de Paulo Afonso e para toda a região”.
Antônio GaldinoAntônio GaldinoMarileide Brasil, Assessora da APA/Chesf, disse do compromisso da Chesf com este curso e com o social
Marileide Brasil, Assessora da Administração Regional da Chesf, fez um pronunciamento em que historiou a caminhada, desde os primeiros passos de diretores do IFBA em Paulo Afonso, as audiências públicas, as negociações com a Chesf para a cessão das instalações do antigo Colepa para o IFBA, os apoios que a Chesf sempre deu para que “o sonho se tornasse realidade” e falou “da disposição da Hidrelétrica do São Francisco em continuar apoiando a caminhada, já exitosa, deste Instituto Federal no Estado da Bahia”.
Foi apresentada uma mensagem do professor Mário César, de Paulo Afonso, que estava viajando, “é com imenso orgulho que me coloco à disposição do Instituto Federal da Bahia – Campus de Paulo Afonso, por acreditar no sucesso do Curso Superior de Engenharia Elétrica. Para mim é um prazer imensurável poder contribuir para a concretização desse sonho porque, além de professor, sou filho desta terra. Minha intenção é permanecer, contribuir, somar”.
A diretora de ensino do IFBA, Dulcimar Pereira Campos, passou para os alunos informações sobre o funcionamento do curso e algumas orientações preliminares, dando as boas vindas com a exibição de um vídeo preparado especialmente para essa ocasião com os nomes de todos os alunos pioneiros deste curso.
Antônio GaldinoAntônio GaldinoProfessor Arleno de Jesus, agradeceu a todos, com destaque especial à Chesf, e ao Prefeito Anilton Bastos
O professor Arleno de Jesus, ao apresentar nominalmente todos os professores que vão atuar neste curso, fez uma importante ressalva: “grande parte dos nossos professores são mestres, doutorandos e doutores, um nível acadêmico difícil de encontrar em outras unidades de ensino desse porte. Já tive a alegria de instalar outro curso de engenharia no IFBA em outra região mas ali não se tinha esse nível acadêmico que temos aqui”, disse Arleno.
Também ressaltou o recebimento de profissionais da Chesf para apoiar as atividades do IFBA, “que chega ao número de 17 profissionais, como o Professor Francisco Nery que é o nosso Assessor de Comunicação”.
O diretor do IFBA de Paulo Afonso também destacou “o excepcional apoio que o IF tem recebido da Chesf, que tem em Marileide Brasil, a sua madrinha e da Prefeitura, na gestão do Prefeito Anilton. Têm sido eles, a Chesf e a Prefeitura, parceiros desde a primeira hora e deles, como de outras instituições da cidade, vamos precisar muito, não só para o curso de Engenharia mas para os outros que já estão funcionando e outros que virão para Paulo Afonso”.
O diretor do IFBA de Paulo Afonso também ressaltou o empenho do COMDEPA – Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico de Paulo Afonso, representado na solenidade pelos empresários Francisco de Assis, José Rudival de Menezes, Edinael Nunes e João Bosco que “buscam uma solução para a construção de galpão para acomodar todos os equipamentos de uma usina de biodiesel no valor de quase 1 milhão de reais, recebida do governo da Bahia. Esses equipamentos foram visitados por membros deste Conselho e pela imprensa local e estão nas instalações, também cedidas pela Chesf para funcionamento de cursos e laboratórios, no Sal Torrado”, disse Arleno de Jesus.
Antônio GaldinoAntônio GaldinoProfessores e alunos na expectativa do início das aulas, dia 12 de março
E prosseguiu o professor Arleno: “Esse Campus do IFBA tem 11 salas de aulas e já é pouco. O curso de Engenharia vai funcionar, provisoriamente, neste auditório e já estamos pedindo mais um apoio da Chesf que é a cessão de salas de aulas do CFPPA, aqui ao lado, para, à noite, ali funcionarem outros cursos”  E, acrescentou Arleno: “Também pedimos ao Engº Flávio Motta, que substituiu o Engº Carlos Fernando na Gerência de Operação, que continue com o apoio ao nosso Instituto”.
O Campus do IFBA em Paulo Afonso possui, além das salas de aulas, cinco laboratórios, uma biblioteca modelo e instalações administrativas onde funcionou o antigo GPA/COLEPA, mantidos pela Chesf e considerados referência pela sua qualidade de ensino. Ali, foram investidos quase 1,5 milhão de reais para ser o Campus do IFBA em Paulo Afonso. “O IFBA pretende honrar a história do Colepa”, disse Arleno.
“O curso de Engenharia Elétrica recebe 80 alunos em duas turmas de 40, uma nesse primeiro semestre e a outra no segundo semestre. Destes, 50% vieram do vestibular e os outros 50%, do ENEM. Nestes estão alunos vindos de Salvador, Recife, Aracaju, ou seja, Paulo Afonso, que sempre teve que mandar seus filhos para estudar fora, agora inverte a situação e recebe alunos de outros lugares para esta cidade”, concluiu o empolgado e emocionado professor Arleno de Jesus.
O cerimonial da Aula Magna foi conduzido pela Assistente Social, Railda Freitas, chefe do Gabinete do diretor do Campus de Paulo Afonso.
(Veja mais, em outra matéria,(em LOCAL) qual o colegiado e quem são alunos pioneiros deste Curso de Engenharia Elétrica do IFBA-Paulo Afonso)
As fotos da Aula Magna estarão no site www.portaldafolha.com.br, em Coberturas, a partir das 10h. da manhã desta segunda-feira, 12 de março.

2 Comentários

patrícia Amália ribeiro silva comentou:
quando será o próximo vestibular
Comentário publicado dia 18/03/2012 às 11:35
Pedro Bezerra de Souza Filho comentou:
Sou uma das pessoas que conhece a luta do Professor José Fernando, para levar a cultura a Paulo Afonso. Um guerreiro que coloca sua cidade como prioridade principal na conquista de vetores que impulsionem a Educação.Foi um dos pioneiros na campanha para impedir a saída da 1ª Companhia de Infantaria, de Paulo Afonso, que fazia parte do Projeto FT 90 (Força Terrestre 90) do Exército que transferiria a Companhia para Alagoas ou Recife. Muito trabalhou para levar a Paulo Afonso, o curso da ADESG (Associação dos Diplomandos da Escola Superior de Guerra) e, tantos outros. Parabéns professor José Fernando. Tenho certeza que essa linda cidade se orgulha dos habitantes que a engrandecem.
Comentário publicado dia 28/04/2012 às 20:00
Deixe um Comentário