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domingo, 31 de outubro de 2010

Cecília Meireles, uma linda mulher e poetisa. Uma homenagem.

"O Amor...

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
Cecília Meireles

Mírian Leitão

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enviado por Míriam Leitão -
31.10.2010
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7h15m
Coluna no GLOBO

Voto de confiança

Confio na democracia. Ela traz em si mesma as sementes de seu próprio aperfeiçoamento. Confio na sabedoria do voto que tem, no Brasil, distribuído o poder entre partidos diferentes e até adversários, para que cada um tenha uma vitória para contar, e nenhum tenha o controle total do país. Confio nas instituições que limitam os excessos de cada poder. Não acredito nas alternativas.
O voto é soberano e ele decide hoje quem governará o Brasil. Esse processo eleitoral teve ruídos e erros, mas, ao final, o que se pode ouvir é a informação de que ninguém é dono do Brasil. A convicção de alguns de que um governante popular dita sua vontade e, como um midas, transforma em vencedores todos os que toca, não se confirmou no mapa do poder dos estados e na ocorrência do segundo turno. O eleitor quis pensar melhor e hoje vota novamente. A pessoa que tiver mais votos hoje passou por um duplo teste de força e sairá com mais legitimidade das urnas.
Há sempre em cada final de eleição os eufóricos e os deprimidos. Peço licença para escolher um terceiro sentimento: o da alegria de ver mais uma vez no país o belo processo da escolha direta para Presidência da República, que o Brasil um dia exigiu nas praças, sob o comando dos líderes da oposição ao regime militar, como Ulysses e Tancredo.
Os que terminarem o dia eufóricos devem pensar naqueles que não os escolheram, porque eles fazem parte do mesmo país e seu “não” tem significado. Os que forem dormir derrotados devem pensar nos votos que receberam como um mandato para exercer o fundamental trabalho de ser oposição, sem o qual o sistema de pesos e contrapesos falha.
Confio na democracia sem adjetivos porque assim ela fica mais simples. Exige que governo governe e decida; que a oposição critique, fiscalize e mostre opções. Não dispensa equilíbrio entre os poderes e não sobrevive sem imprensa livre. Deve-se rejeitar, por contraditória, a adjetivação da liberdade. Uma imprensa monitorada por conselhos corporativos terá limitações intoleráveis ao exercício de sua função. Quem consome notícias e análises na era da revolução digital e a superoferta de informação sabe onde encontrar o que quer. Tem discernimento. Monitorar é uma forma de limitar a liberdade de imprensa e subestimar o consumidor de informação.
A geração que viu a supressão das liberdades é compelida a defendê-la. Hoje se enfrentam nas urnas dois integrantes dessa geração. José Serra foi para o exílio depois de uma experiência de liderança política estudantil que o levou a ter diálogos com grandes autoridades da República daquele início dos anos 1960. Do Chile fugiu quando viu, pela segunda vez, ruírem as instituições democráticas. Voltou ao Brasil, anos depois, para reconstruir a democracia. Seu primeiro cargo público de peso foi reorganizar o planejamento e a administração no estado de São Paulo demolidos pela desastroso governo de Paulo Maluf. Depois, passou por seguidos testes das urnas, conhecendo vitórias e derrotas, e assumiu desafios de gerir até áreas que desconhecia e pelas quais se apaixonou: como a saúde. Dilma Rousseff foi atraída para o movimento mais pesado de contestação à ditadura no período de radicalização que ocorreu após o Ato Institucional número 5. Aquele era um tempo em que os ditadores dobraram o grau de violência contra os opositores. Jovens com cabeça política viram os caminhos da participação política se estreitarem. Foi assim que Dilma, e outros, optaram pela luta armada. Foi presa e torturada. Na volta da democracia pegou um dos vários rios em que se dividiu a oposição e ficou ao lado do brizolismo. Foi para a administração pública fazer carreira de gestora estadual e depois, já no PT, assumir cargos no alto escalão do governo federal. Dilma e Serra se enfrentam hoje no esforço pela confiança do eleitor. Uma disputa que tem Dilma como favorita nas pesquisas, mas que só termina quando se contarem os votos, porque eleitor exige que se espere com calma até o fim do dia pelo veredicto coletivo.
Não se deve jamais subestimar os riscos que a democracia corre num país que já teve tantos períodos autoritários e numa região em que alguns governantes decidiram modificar a democracia com suas próprias mãos. O resultado das experiências de alguns dos nossos vizinhos não é animador. As instituições vão sendo moldadas para caber no modelo que os serve mais, e vão sendo desfiguradas até não lembrarem em nada a forma original. Adversário é tratado como inimigo, crítica ao governo é acusada de ser torcida contra o país, divergências são silenciadas, fiscalização é condenada como golpismo ou tentativa de desestabilização do governo “popular”.
Que o maniqueísmo do segundo turno tenha ficado para trás. Os grupos que se enfrentam hoje nas urnas fizeram juntos a melhor obra recente. Os historiadores terão dúvida de demarcar o terreno dos últimos 16 anos. Fernando Henrique iniciou no governo Itamar Franco — e avançou nos seus dois mandatos — a obra da modernização do Brasil. Lula consolidou o que herdou e aprofundou o processo de inclusão social. No entanto, os dois grupos pelejaram no campo de batalha nos últimos meses, com armas nem sempre recomendáveis.
Confio na democracia. Ela tem filtros para decantar os excessos, corrigir os rumos e restabelecer a sensatez perdida no furor da campanha. Cesse tudo agora que o voto vai ser digitado na urna. São dois números e um aperto na tecla “confirma”. Simples e decisivo. Às urnas, cidadãos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Paidéia Grega

É na Grécia que começa a "História da Educação" com sentido na nossa realidade educativa actual. De facto, são os Gregos quem, pela primeira vez, coloca a educação como problema. Já na literatura grega se vêm sinais de questionamento do conceito, seja na poesia, seja na tragédia ou na comédia. Mas é no século V a. C., com os Sofistas e depois com Sócrates, Platão, Isócrates e Aristóteles que o conceito de educação alcança o estatuto de uma questão filosófica.

É claro que os ideais educativos da paideia que vão ser desenvolvidos no século V a. C. se baseiam em práticas educativas muito anteriores. Como sublinha Werner Jaeger, grande estudioso da cultura grega, num célebre estudo justamente intitulado Paideia

"Não se pode utilizar a história da palavra paideia como fio condutor para estudar a origem da educação grega, porque esta palavra só aparece no século V" (Jaeger, 1995: 25).



Inicialmente, a palavra paideia (p a i d e i a), (de paidos - p a i d o s - criança) significava simplesmente "criação dos meninos". Mas, como veremos, este significado inicial da palavra está muito longe do elevado sentido que mais tarde adquiriu.

Arete

O conceito que originalmente exprime o ideal educativo grego é o de arete (arete). Originalmente formulado e explicitado nos poemas homéricos, a arete é aí entendida como um atributo próprio da nobreza, um conjunto de qualidades físicas, espirituais e morais tais como a bravura, a coragem, a força, a destreza, a eloquência, a capacidade de persuasão, numa palavra, a heroicidade.

Kaloskagathia

O alargamento do ideal educativo de arete surgiu nos fins da época arcaica, exprimindo-se então pela palavra kaloskagathia (kaloskagathia).

Mais que honra e glória, pretende-se então alcançar a excelência física e moral. Os atributos que o homem deve procurar realizar são a beleza (kalos - kalos) e a bondade (kagatos - kagatos).





Para alcançar este ideal é proposto um programa educativo que implica dois elementos fundamentais: a ginástica para o desenvolvimento do corpo, e a música (aliada à leitura e ao canto) para o desenvolvimento da alma. No fim da época arcaica, este programa educativo completava-se com a gramática.

Paideia

Mas, se até então o objectivo fundamental da educação era a formação do homem individual como kaloskagathos, a partir do século V a. C., exige-se algo mais da educação. Para além de formar o homem, a educação deve ainda formar o cidadão. A antiga educação, baseada na ginástica, na música e na gramática deixa de ser suficiente.

É então que o ideal educativo grego aparece como Paideia, formação geral que tem por tarefa construir o homem como homem e como cidadão. Platão define Paideia da seguinte forma "(...) a essência de toda a verdadeira educação ou Paideia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento" (cit. in Jaeger, 1995: 147).



Do significado original da palavra paideia como criação dos meninos, o conceito alarga-se para, no século IV. a.C., adquirir a forma cristalizada e definitiva com que foi consagrado como ideal educativo da Grécia clássica.

Como diz Jaeger (1995), os gregos deram o nome de paidéia a "todas as formas e criações espirituais e ao tesouro completo da sua tradição, tal como nós o designamos por Bildung ou pela palavra latina, cultura." Daí que, para traduzir o termo Paideia "não se possa evitar o emprego de expressões modernas como civilização, tradição, literatura, ou educação; nenhuma delas coincidindo, porém, com o que os Gregos entendiam por Paideia. Cada um daqueles termos se limita a exprimir um aspecto daquele conceito global. Para abranger o campo total do conceito grego, teríamos de empregá-los todos de uma só vez." (Jaeger, 1995: 1).
Na sua abrangência, o conceito de paideia não designa unicamente a técnica própria para, desde cedo, preparar a criança para a vida adulta. A ampliação do conceito fez com que ele passasse também a designar o resultado do processo educativo que se prolonga por toda vida, muito para além dos anos escolares. A Paideia, vem por isso a significar "cultura entendida no sentido perfectivo que a palavra tem hoje entre nós: o estado de um espírito plenamente desenvolvido, tendo desabrochado todas as suas virtualidades, o do homem tornado verdadeiramente homem" (Marrou, 1966: 158).
A educação antiga
A educação antiga não era um sistema desenvolvido nem rigidamente definido.
Em geral, até aos sete anos, as crianças eram educadas no gineceu, na companhia da mãe e das outras mulheres da casa. Depois dessa idade, as raparigas continuavam em casa, onde aprendiam os trabalhos domésticos e música.
Para os rapazes, entre os 7 e os 14 anos, embora não houvesse um programa obrigatório, o ideal era que fossem ocupadas na prática da Ginástica (gymnastiké) e da Música (mousiké).
Para além dos professores de ginástica ou paidotribés (paidotribes) e dos de música ou kitharistés (kitharistes), no final do século V a.C. surge a figura dos grammatistés (grammatistes) para ensinar as crianças a escrever e a ler.
Todos estes professores eram contratados directamente pela família o que faz com que a educação que cada criança recebia dependesse directamente da vontade e da capacidade financeira da família.

Programa de estudos
Nas palestras, os rapazes aprendiam a ler, a escrever, a contar e a recitar de cor os poemas antigos (principalmente Homero e Hesíodo), cuja tradição heróica encerrava um elevado conteúdo moral.
Estudavam música, aprendendo a tocar pelo menos a lira e iniciavam-se nos exercícios atléticos. Os mais ricos tinham um escravo ao seu serviço - pedagogo - que os acompanhava e, certamente, os ajudava ou mesmo obrigava a repetir as lições.
Um pedagogo acompanhando o seu pequeno discípulo à palestra
Aproximadamente com 16 anos de idade, os rapazes ficavam livres dos cuidados do pedagogo e interrompiam os estudos literários e musicais.
A educação da palestra era então substituída pela do ginásio. Aí continuavam a cultivar a harmonia do corpo e do espírito. Diariamente, depois da educação física, passeavam nos jardins do ginásio, dialogando com os mais velhos e com eles aprendendo a sabedoria e a arte de discutir as ideias.
Depois dos 20 anos, o jovem tinha dois anos de preparação militar, finda a qual se tornava cidadão.
O dia de uma criança grega
Mal o dia surgia, o rapaz acordava e o pedagogo que, com a sua lanterna, o ajudava a lavar-se e a vestir-se;
Após a refeição da manhã, o pedagogo acompanhava o rapaz à palestra onde ia aprender música e ginástica;
Depois de um banho, o rapaz regressava a casa para almoçar;
À tarde regressava novamente à palestra para ter agora lições de leitura e escrita;
De regresso a casa, e sempre acompanhado pelo pedagogo, o rapaz estudava as suas lições, fazia os trabalhos de casa, jantava e ia deitar-se.
Não existiam fins de semana nem férias, excepto os frequentes dias de festivais religiosos ou cívicos, que constituíam bons dias de descanso para os jovens gregos (cf. Castle, 1962: 65).
Educação moral
"Um dos principais fins da educação consiste em formar o coração da criança. Enquanto ela se faz, os pais, o preceptor, os parentes, os mestres fatigam-na com máximas habituais, cuja impressão tais educadores enfraquecem pelos próprios exemplos. Por vezes, as ameaças e os castigos afastam a criança das verdades que ela devia amar." (Barthélemy, s/d: 36).
De facto, a educação moral do jovem grego resultava do contacto directo da criança com o pedagogo, do jovem com o ancião, do menino com o adulto. Todos os mestres se uniam para dar à criança exemplo de dignidade de gestos e de maneiras, de polidez e elegância na conduta, de respeito pelas leis da cidade e pelos mais velhos. Eles ofereciam-se como modelo vivos dos quais as crianças se deviam aproximar através da imitação consciente e inconsciente, favorecida pela convivência constante.
Mesmo a ginástica e a música tinham fins morais
A ginástica visava o domínio de si e a sujeição geral das paixões à razão. O objectivo era desenvolver qualidades como a paciência, a tolerância, a força, a coragem, a lealdade, a devoção e a consideração dos direitos dos outros.
"Eles (os mestres de música) familiarizam as almas dos meninos com o ritmo e a harmonia, de modo a poderem crescer em gentileza, em graça e em harmonia, e a tornarem-se úteis em palavras e acções; porque a vida inteira do homem precisa de graça e de harmonia." (Platão, cit. in Monroe, 1979: 49).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Holocausto e o Anti-semitismo

O Holocausto e o Anti-semitismo no século XX
Sob a doutrina racista do III Reich, cerca de 7,5 milhões de pessoas perderam a dignidade e a vida em campos de concentração, especialmente preparados para matar em escala industrial. Para os nazistas, aqueles que não possuíam sangue ariano não deveriam ser tratados como seres humanos.
A política anti-semita do nazismo visou especialmente aos judeus, mas não poupou também ciganos, negros, homossexuais, comunistas e doentes mentais. Estima-se que entre 5,1 e 6 milhões de judeus tenham sido mortos durante a Segunda Guerra, o que representava na época cerca de 60% da população judaica na Europa.
Foram assassinados ainda entre 220 mil e 500 mil ciganos. O Tribunal de Nuremberg estimou em aproximadamente 275 mil alemães considerados doentes incuráveis que foram executados, mas há estudos que indicam um número menor, cerca de 170 mil. Não há dados confiáveis a respeito do número de homossexuais, negros e comunistas mortos pelo regime nazista.
A perseguição do III Reich começou logo após a ascensão de Hitler ao poder, no dia 30 de janeiro de 1933. Ele extinguiu partidos políticos, instalou o monopartidarismo e passou a agir duramente contra os opositores do regime, que eram levados a campos de concentração -- em março de 1933 já havia 25 mil presos no campo de Dachau, no sul da Alemanha. Livros de autores judeus e comunistas -- entre ele Freud, Marx e Einstein -- foram queimados em praça pública. A intelectualidade, acuada, só assistia -- o Führer tinha o hábito de reprimir violentamente qualquer manifestação de protesto.
Os condenados sofriam torturas, eram obrigados a fazer trabalhos forçados ou acabavam morrendo por fome ou doença. Eram também considerados inimigos do III Reich os comunistas -- embora Hitler tenha se associado à União Soviética para garantir a invasão da Polônia --, pacifistas e testemunhas de Jeová. Um após Hitler ter assumido o poder foram baixadas leis anti-judaicas iniciando o boicote econômico. Após a expulsão dos judeus poloneses da Alemanha, um jovem repatriado, Herschel Grynspan, assassinou em Paris o secretário da embaixada alemã, Ernst von Rath. Isso detonou entre os dias 9 e 11 de novembro de 1938 uma série de perseguições que ficaram conhecidas como a Noite dos Cristais.
Centenas de sinagogas foram incendiadas, 20 mil judeus foram levados a campos de concentração e 91 foram mortos, segundo informações de fontes alemãs. Cerca de 7 mil lojas foram destruídas e os judeus ainda foram condenados a pagar uma multa de indenização de 1,5 bilhão de marcos.
Professor Fernando: Licenciado em História, Bacharel e Licenciado em Filosofia, Licenciando em Sociologia e Bacharel em Teologia.

Simpósio baiano de Filosofia

Clínicos promovem encontro
Toni Vasconcelos

Trazer o conhecimento filosófico para o cotidiano das pessoas, com o objetivo de ajudar a equacionar problemas como crises existenciais, solidão, depressão, conflitos no casamento e nas relações afetivas ou profissionais, aborto, tentativa de suicídio e tantos outros. Essas seriam algumas das funções de um novo profissional que começa a marcar presença no mercado baiano: o filósofo clínico. "A filosofia clínica é um novo instrumental para compreender o mundo e poder interagir com ele de maneira mais positiva e salutar. Aplicamos as doutrinas de grandes filósofos, como Sartre, Platão, Sócrates e Nietzsche, ao dia-a-dia das pessoas", explica Valério Hillesheim, presidente da Associação Baiana de Filosofia Clínica (Abafic) e um dos raros especialistas no estado.

Para colaborar com a difusão e consolidação da nova opção profissional em terras baianas, a Abafic promoveu, agora em maio, o IV Encontro Nacional de Filosofia Clínica, em Salvador. Cerca de 300 estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados na área participaram do evento, segundo cálculos de Valério. Para ele, a Bahia oferece um amplo campo potencial para o exercício da profissão. "A filosofia clínica permite compreender a fundo o modo de ser do povo daqui. O baiano é, em geral, alegre, vivo, artista. Sabe rir dos problemas, ou seja, descobre uma forma própria de resolvê-los. Tem a criatividade necessária para viver na sociedade pós-industrial. A existência do baiano é bastante plástica, permitindo ao filósofo clínico muitas maneiras de fazer inserções e propor soluções para seus problemas", acredita.

O filósofo clínico pode atender a clientes em hospitais, escolas, empresas, consultórios e diversas outras instituições. Como outros profissionais terapêuticos, o atendimento acontece por sessões. "As sessões se prolongam, em média, de seis meses a um ano, a depender do problema da pessoa. Primeiro, fazemos um profundo levantamento do histórico de vida do cliente. Só depois, iniciamos o acompanhamento minucioso do problema, buscando a sua resolução definitiva", conta o presidente, que também ensina na Uneb e na Ucsal.

Valério deixa claro que a filosofia clínica não tem nada a ver com psicanálise, neurolingüística (PNL) ou qualquer terapia de auto-ajuda. "Nosso enfoque e metodologia são completamente diferentes e se baseiam no conhecimento filosófico. Não queremos invadir o campo de trabalho de ninguém", assegura. Para atuar na área, o profissional precisa ser graduado em filosofia e realizar um curso de especialização em filosofia clínica, promovido na Bahia pela Abafic (Rua Boa Vista, 10, em Brotas; e-mail valehill@terra.com.br).

PMDB, PT e PSDB saem mais fortes das urnas nas eleições 2010.

BRASÍLIA - O PMDB, PT e PSDB foram os partidos que saíram mais fortes das urnas elegendo, em primeiro turno, quatro governadores cada. Os três podem aumentar o número de governadores em 31 de outubro, quando, juntos, disputarão dez governos em segundo turno.

O PSDB, por exemplo, concorre ao comando dos Executivos de Alagoas, do Pará, de Goiás, do Piauí e de Roraima. O PMDB disputará o segundo turno em Goiás, na Paraíba e em Rondônia. O PT tenta ampliar o número de governadores no Distrito Federal e no Pará.

Na Região Sul, o PT elegeu Tarso Genro no Rio Grande do Sul e o PSDB, Beto Richa, para comandar o Executivo do Paraná. Em Santa Catarina, a vitória foi do DEM, com a eleição de Raimundo Colombo.

No Sudeste, onde se concentra o maior colégio eleitoral do país, o PSDB elegeu os governadores de São Paulo e Minas Gerais - estados onde se concentra o maior número de eleitores -, Geraldo Alckmin e Antônio Anastasia, respectivamente. O PMDB ficou com o terceiro colégio eleitoral do país, ao eleger Sérgio Cabral Filho governador do Rio de Janeiro. O PSB emplacou Renato Casagrande no Espírito Santo.

No Nordeste, o PT elegeu os governadores da Bahia, Jaques Wagner, e de Sergipe, Marcelo Déda. O PSB, por sua vez, reelegeu Eduardo Campos, em Pernambuco, e Cid Gomes, no Ceará. Os socialistas ainda disputarão, em segundo turno, os governos da Paraíba e do Piauí.

Ainda no Nordeste, o Democratas (DEM) elegeu Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte. Em Alagoas a disputa em 31 de outubro será entre Teotônio Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT). O PMDB venceu no Maranhão com Roseana Sarney.

No Centro-Oeste, os peemedebistas venceram, em primeiro turno, em Mato Grosso do Sul, com André Puccinelli, e em Mato Grosso, com Silval Barbosa. O partido disputará ainda o governo de Goiás com o PSDB. No Distrito Federal, a disputa em segundo turno será entre os candidatos Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC).

Na Região Norte, os tucanos venceram em Tocantins, com Siqueira Campos. Disputam ainda o segundo turno no Pará e em Roraima. O PMN fez seu único governador ao eleger Omar Aziz no Amazonas. No Amapá, haverá segundo turno entre o PTB e o PSB. Em Roraima, por sua vez, a disputa em 31 de outubro será entre o PP e o PSDB. Outro estado que vai para o segundo turno é Roraima, com o confronto entre o PPS e o PMDB.


Tags: 2010, Eleições
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