Na China não tem Liberdade.



Após um ano da nomeação ao Prêmio Nobel da Paz, pouco mudou na vida do dissidente chinês Liu Xiaobo, 55, condenado em 2009 a 11 anos de prisão por “incentivar a subversão contra o Estado”.



Único Nobel atrás das grades no mundo, o professor de literatura teve a sentença inalterada e ainda viu a mulher, Liu Xia, ser submetida a prisão domiciliar tanto para evitar contato com a imprensa e como para impedir que viajasse à Europa para receber o prêmio em seu lugar.



Caso saia da prisão e seja autorizado a viajar ao exterior, Liu Xiaobo poderá receber a medalha do Prêmio Nobel e a soma de US$ 1,5 milhão.



Outros críticos do governo chinês também tiveram um ano especialmente difícil. Preocupado em evitar movimentos inspirados pelas revoltas árabes, Pequim lançou uma forte ofensiva contra escritores, advogados, jornalistas artistas e ativistas sociais, com ao menos 76 prisões e outras medidas de repressão, segundo levantamento da ONG Human Rights Watch.



O caso mais notório foi o do artista Ai Weiwei, encarcerado por cerca de três meses. Em 2008, ele foi um dos que assinaram a Carta 08, documento idealizado por Liu Xiaobo e que o levou à prisão. Publicado em 2008 e apoiado por 303 ativistas, defende reformas democráticas e o fim do monopólio político do Partido Comunista.



PS: num caso que beira o surrealismo, o Ministério da Cultura chinês proibiu a segunda edição do Prêmio Confúcio da Paz, uma iniciativa improvisada no ano passado por intelectuais nacionalistas para fazer um contraponto ao Nobel dado a Liu Xiaobo. O nomeado naquele ano foi um político taiwanês, que não aceitou o prêmio. O principal motivo do cancelamento foi a disputa entre dois membros do prêmio original, que se diziam no direito de conduzir a seleção. Entre os oito indicados deste ano estavam Vladimir Putin e Bill Gates.



















Escrito por Fabiano Maisonnave às 07h20



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