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sábado, 8 de outubro de 2011

Na China não tem Liberdade.



Após um ano da nomeação ao Prêmio Nobel da Paz, pouco mudou na vida do dissidente chinês Liu Xiaobo, 55, condenado em 2009 a 11 anos de prisão por “incentivar a subversão contra o Estado”.



Único Nobel atrás das grades no mundo, o professor de literatura teve a sentença inalterada e ainda viu a mulher, Liu Xia, ser submetida a prisão domiciliar tanto para evitar contato com a imprensa e como para impedir que viajasse à Europa para receber o prêmio em seu lugar.



Caso saia da prisão e seja autorizado a viajar ao exterior, Liu Xiaobo poderá receber a medalha do Prêmio Nobel e a soma de US$ 1,5 milhão.



Outros críticos do governo chinês também tiveram um ano especialmente difícil. Preocupado em evitar movimentos inspirados pelas revoltas árabes, Pequim lançou uma forte ofensiva contra escritores, advogados, jornalistas artistas e ativistas sociais, com ao menos 76 prisões e outras medidas de repressão, segundo levantamento da ONG Human Rights Watch.



O caso mais notório foi o do artista Ai Weiwei, encarcerado por cerca de três meses. Em 2008, ele foi um dos que assinaram a Carta 08, documento idealizado por Liu Xiaobo e que o levou à prisão. Publicado em 2008 e apoiado por 303 ativistas, defende reformas democráticas e o fim do monopólio político do Partido Comunista.



PS: num caso que beira o surrealismo, o Ministério da Cultura chinês proibiu a segunda edição do Prêmio Confúcio da Paz, uma iniciativa improvisada no ano passado por intelectuais nacionalistas para fazer um contraponto ao Nobel dado a Liu Xiaobo. O nomeado naquele ano foi um político taiwanês, que não aceitou o prêmio. O principal motivo do cancelamento foi a disputa entre dois membros do prêmio original, que se diziam no direito de conduzir a seleção. Entre os oito indicados deste ano estavam Vladimir Putin e Bill Gates.



















Escrito por Fabiano Maisonnave às 07h20



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