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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

a Geopolítica do Oriente Médio e os velhos dilemas.

Premiê israelense quer convencer ministros a atacar Irã, diz jornal
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Ehud Barak, tentam calcançar a maioria dentro do Conselho de Ministros para atacar instalações nucleares iranianas, informa o jornal Haaretz.
De acordo com uma importante fonte oficial, os ministros que se opõem a um ataque deste tipo têm ligeira maioria e por isso Netanyahu e Barak tentam persuadir os demais.
Recentemente, uniu-se ao grupo que apoia uma ação militar o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, quem até então resistia pelas possíveis repercussões que a operação traria.
Na segunda-feira, Barak negou informações da imprensa de que teria decidido, em conjunto com Netanyahu, atacar o Irã, apesar da oposição dos comandantes das Forças Armadas e dos serviços de inteligência. Ao mesmo tempo, afirmou que é preciso "atuar por todos os meios necessários e não descartar nenhuma opção".
O "Haaretz" afirma que Netanyahu, Barak e o ultradireitista ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, querem atacar o Irã, mas que os outros principais ministros do gabinete são contrários.

Sebastian Scheiner/Associated Press
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, discursa no Parlamento
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, discursa no Parlamento

Para estes os demais ministros, Israel devem continuar tentando mobilizar os países ocidentais para exercer pressões econômicas contra o Irã, e não pode atacar militarmente o país sem um acordo com os Estados Unidos.
O jornal, que cita ministros e altos funcionários da Defesa e das Relações Exteriores, afirma que o governo israelense considera decisivo um relatório que será divulgado no dia 8 de novembro pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
ATAQUE
Israel e as potências ocidentais acusam o Irã de tentar fabricar a bomba atômica, sob a fachada de um programa nuclear civil. Teerã nega que o programa tenha objetivos militares.
O tema do Irã ganhou destaque na sexta-feira depois que o colunista Nahum Barnea do jornal "Yedioth Ahronoth" abordou a questão da pressão interna dentro do governo para lançar um ataque em artigo de opinião sob o título de "Pressão atômica". O assunto dominou a sessão inaugural de inverno do Parlamento na segunda-feira.
Israel vê o Irã como um dos principais problemas regionais por ameaças do passado feitas pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. "Um Irã nuclear constituirá uma grave ameaça para o Oriente Médio e para o mundo inteiro, e certamente é uma ameaça direta e grave para nós", ressaltou Netanyahu em seu discurso.

France Presse
Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa a estudantes no Parlamento em Teerã
Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa a estudantes no Parlamento em Teerã

Barak rejeitou a postura de precaução de alguns políticos (muitos do mesmo governo) que advertem sobre as consequências que teria uma guerra com esse país. "Sou contrário a intimidação e ao (argumento) de que Israel pode ser destruído pelo Irã", sustentou.
RESPOSTA IRANIANA
Um comandante militar iraniano alertou nesta quarta-feira que um ataque israelense a locais de desenvolvimento de tecnologia nuclear terá um preço alto a Israel, de acordo com a agência de notícias locais ISNA.
Hassan Firouzabadi, membro da união dos chefes do Estado Maior das forças armadas do Irã, disse que tanto Israel quanto os Estados Unidos deveriam evitar tomar tal atitude contra o país.
"As autoridades americanas sabem que um ataque militar israelense contra o Irã causará pesados danos aos EUA, tão sérios quanto os danos ao governo de Israel", afirmou.

Postado pelo professor Fernando