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terça-feira, 4 de março de 2014

Testemunhamos a corrosão mundial da democracia, diz Todorov



"O povo, a liberdade, o progresso são elementos constitutivos da democracia", diz, "mas se um deles se emancipa de suas relações com os outros, escapando assim a qualquer tentativa de limitação e erigindo-se em único e absoluto, eles transformam-se em ameaças: populismo, ultraliberalismo, messianismo, enfim, esses inimigos íntimos da democracia".Democracia está ameaçada. Não por inimigos externos, como o totalitarismo do século 20, mas por um desequilíbrio interno. Em "Os Inimigos Íntimos da Democracia", Tzvetan Todorov defende que testemunhamos a corrosão mundial dos ideais democráticos.
Divulgação
Tzvetan Todorov argumenta que há uma corrosão da democracia no mundo contemporâneo
Todorov argumenta que há uma corrosão mundial da democracia
Entre outras perversões, temos as guerras humanitárias e ouso da palavra "liberdade" por partidos de extrema direita de diversos países da Europa, inclusive para fomentar a xenofobia e o ódio aos islâmicos.
Segundo o autor, a indiferença dos políticos pelas verdadeiras aspirações da sociedade proporciona o substrato necessário para o desgaste das instituições e para a ascensão de pensamentos antidemocráticos.
"Para evocar essas ameaças internas à democracia, provenientes de seus elementos constitutivos - progresso, liberdade, povo -, recorro à minha própria experiência, desde o primeiro terço de minha vida em um país totalitário aos outros dois terços em uma democracia liberal", conta.
Radicado em Paris desde os anos 1960, Todorov, semiólogo e historiador de origem búlgara, adquiriu cidadania francesa em 1973. "Literatura e Significação", sua tese de doutorado de 1967, foi orientada por Roland Barthes. O acadêmico recebeu o prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais em 2008.
Professor e pesquisador do Centro de Pesquisa das Artes e da Linguagem e do Centro de Linguagem da Escola de Altos Estudos Sociais, ele também lecionou em universidades dos EUA, como Yale, Harvard, Columbia e Califórnia-Berkeley.

MUITO INERESSANTE A LEITURA DESSE LIVRO. A DEMOCRACIA É UMA CONQUISTA DE TODOS. ELA NÃO FUNCIONA COM A AUSÊNCIA. TEM QUE TER PARTICIPAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA.
PROFESSOR FERNANDO
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