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sábado, 25 de fevereiro de 2012


Professor Fernando

Professor Fernando
17/02/12  01h50m

A Greve da PM

Durante 12 dias, a Bahia ficou no noticiário Nacional, diariamente com a deflagração  da greve que como as duas anteriores (1981-2001) ficou na memória de  todos os baianos e brasileiros, em vista da repercussão e radicalismo das lideranças das mesmas. Em 1981, morreram em confronto com forças federais, policiais militares. Em 2001, durante duas semanas de greve, Salvador e Região Metropolitana, acumulou 221 mortes, na gestão do ex-governador Cézar Borges.
A invasão da Assembléia Legislativa da Bahia, a permanência de 260 policiais amotinados, a intransigência do governo Baiano e a violência, como conseqüência da ausência das forças de segurança pública, causando cerca de 180 mortes em Salvador e Região Metropolitana durante 12 dias. O Estado do caos se instaurou na Bahia e a resposta veio de pronto emprego com o envio da Força de Nacional  de Segurança e o  Exército Brasileiro, operando nos preceitos Constitucionais no que lhe é de Direito.
Uma das principais reivindicações dos policiais militares em greve na Bahia, é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 300/2008 que  eleva os vencimentos da categoria a cerca de R$ 3,5 mil, segundo estimativas do autor da matéria, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
A PEC estabelece que a remuneração dos policiais civis e militares e bombeiros dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, mas esbarra nas restrições orçamentárias dos estados da federação e na dificuldade de se definir a fonte de recursos para o pagamento desse piso.
Há quatro anos em discussão no Congresso Nacional, a proposta está atualmente na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. Está apensada à PEC 41/08(PEC 446/09 na Câmara), do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que institui o piso salarial para os servidores policiais, a ser financiado por fundo criado pela União para esse fim.
Enquanto isso, a pressão dos trabalhadores da segurança pública aumenta. Em agosto de 2010, a PEC 300 chegou a ser incluída na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados, mas não foi apreciada. Revoltados, os manifestantes entraram em confronto com os policiais legislativos.
Desde o dia 31 de janeiro, o centro da tensão é o estado da Bahia, em que policiais grevistas ocupam a sede da Assembléia Legislativa, cercados por militares do Exército. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários. Sem policiamento, o estado registra elevados índices de criminalidade.
Senadores e deputados se articulam para contribuir com o fim da crise na segurança pública em todo o país. No Senado, a Subcomissão de Segurança Pública se reuniu na tarde desta terça-feira em busca de soluções.
Enquanto, Política Pública, a Segurança é uma obrigação de todos e dever do Estado. A falta de investimentos (salários, aperfeiçoamentos, Inteligência equipamentos e aprimoramentos),  sem dúvidas, iremos presenciar mais desordens e quebra de ordem pelo País afora.  As Polícia Militares brasileiras  funcionam e operam numa ótica de Segurança Pública, numa doutrina de Segurança Pública das décadas de 70/80 e 90 do século XX, com resquícios do período de 64/85.
É uma área que está na mão da manipulação de Políticos, do Crime Organizado e outros escusos interesses pois, baixos salários, falta de qualificação, termina levando o aliciamento para a corrupção e o fortalecimento de perpetuação do crime  e altos índices de violência no Brasil.
Paulo Afonso, quase que sofreu  pânico na ausência de forças de segurança pública nos primeiros momentos da greve. De imediato,  por conta do movimento grevista em Paulo Afonso, a 1ª CIA de Infantaria do Exército Brasileiro, entra em ação sob  o comando do  Major-comandante, Angrizani, proporcionando, ao longo de 12 dias,  a todos paulafonsinos e paulafonsinas a certeza da  segurança, calma e tranqüilidade de nossa querida cidade..
Pensar a Segurança Pública é pensar em todos. Valorizar a segurança Pública passa pela valorização humana, em primeiro lugar, com salário digno e justo  e crença naquilo que está exercendo no bem de toda Sociedade brasileira.
Nossos policiais merecem respeito e aplauso. Merecem futuro!!!


Professor Fernando: Professor Licenciado da Academia da Polícia Militar da Bahia, Especialista em Política e Estratégia, Ex-coordenador do Curso de Política e Estratégia em Paulo Afonso, ex-professor da Uneb Campus VIII, Licenciado em História, Licenciado e Bacharel em Filosofia, Licenciando em Sociologia e Mestrando em Ecologia Humana pela Uneb-Bahia, campus VIII.

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