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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


Conheça a história de superação de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia

Empresário, hoje com 88 anos, foi preso em campos de concentração nazistas e transformou-se em ícone da classe C no Brasil

Texto:
Foto: AEAmpliar
Samuel Klein, fundador da Casas Bahia
Nascido no dia 15 de novembro de 1923, na Polônia, Samuel Klein foi testemunha de um dos capítulos mais cruéis da história da humanidade, o genocídio de judeus pelos  nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Sua história de superação está entre as mais marcantes trajetórias dos grupos empresariais brasileiros e a empresa fundada por ele, a Casas Bahia, transformou-se em ícone na comercialização de produtos para as classes de baixo poder aquisitivo.
Samuel já vendia para classe C  quando grande parte das empresas desprezava esses consumidores, hoje cobiçados por todos os setores.
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Preso em Auschwitz em 1944, Samuel reencontrou mais tarde em Munique, na Alemanha, seu pai e seus irmãos que conseguiram sobreviver à guerra. Com sua mulher, Ana, Samuel decidiu arriscar a sorte na América do Sul, enquanto outros irmãos emigraram para os Estados Unidos.   
O empresário, que pouco pôde estudar durante a infância e juventude, fundou a Casas Bahia em 1952 em São Caetano do Sul, na região do ABC, em São Paulo. A empresa transformou-se em uma potência do varejo, especialmente após os anos da estabilização econômica, em 1994, e a ascensão da classe C durante a era Lula, que também surgiu no ABC, como líder sindical. Antes de fundar a Casas Bahia, Samuel vendia artigos para os operários que trabalhavam nas indústrias da região de charrete.
Mão de ferro
Enquanto esteve à frente da Casas Bahia, Samuel era considerado um gestor centralizador e costumava dizer que não queria sócios. A fusão com da Casas Bahia com o Ponto Frio, do Grupo Pão de Açúcar, foi liderada em 2010 por seu filho mais velho, Michael, a quem ele já havia nomeado como seu sucessor. Saul Klein, outro filho de Samuel e que também desempenhou um importante papel na gestão da varejista, decidiu sair do capital da empresa antes de concretizada a fusão da Casas Bahia com o Ponto Frio. 

Na época, a fusão foi vista como mais uma “tacada de mestre” de Abilio Diniz, herdeiro e líder do Grupo Pão de Açúcar, que conseguiu convencer um dos seus mais antigos concorrentes a fechar um negócio considerado até então pouco provável. 


Postado pelo professor Fernando.