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A Bomba Nuclear brasileira

José Goldemberg: “O Brasil quer a bomba atômica” Para o físico, ao defender o direito nuclear do Irã, Lula deixa a porta aberta para fazer a bomba Peter Moon O Brasil aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) em 1998, durante o governo FHC. O tratado tem 189 signatários. Entre as exceções estão Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte – países detentores de arsenais nucleares. Desde 2008, os Estados Unidos pressionam o Brasil a assinar o Protocolo Adicional do TNP. Mais restritivo, o protocolo obriga os países a abrir quaisquer instalações suspeitas à inspeção. O Irã não aderiu e construiu uma usina secreta, revelada em 2009. O Brasil se recusa a assinar o protocolo e defende o direito do Irã de ter a energia nuclear – oficialmente apenas para fins pacíficos. Para o físico José Goldemberg, uma autoridade internacional em assuntos de energia, essas são evidências, somadas a outras, de que o Brasil busca a posse de armas nucleares. ENTREVISTA - JOSÉ GOLDEMBERG QUE...

Amada amante

Esse é o título do livro que está sendo lançado pela Editora Best-Seller, da terapeuta americana Rona B. Subotnik. O assunto, como já deu para perceber, é a situação da amante do homem casado. Há quem se envolva com eles pensando apenas em diversão e prazer. Mas certamente a maioria das mulheres tem esperança de que um dia o caso clandestino vai virar oficial. Tenho amigas que, dizem, jamais se envolveriam com homens casados. Outras já se envolveram, se apaixonaram – e a maioria saiu com saldo negativo da experiência. Depois ficaram bem – a fila anda! -, mas passaram por momentos muito ruins, que as deixaram com a autoestima no pé. Por mais que o tempo passe, analisa Rona, as amantes ainda são vistas como “destruidoras de lares” – sem que se dê conta de que, antes de elas aparecerem o relacionamento já estava destruído. Mas não é da questão moral que a autora quer se ocupar. Seu foco é essa mulher, que às vezes se apaixona por um homem que ela não sabe que é casado, ou às vezes sab...

A Pedofília

Bento XVI lança dura crítica contra autoridades belgas Papa chama de "lamentáveis" ações da polícia durante investigações sobre casos de pedofilia Numa rara censura às ações de uma nação soberana, o papa Bento XVI qualificou de "lamentáveis e surpreendentes", neste domingo, as batidas que as autoridades belgas realizaram em propriedades da Igreja Católica naquele país, no curso de investigações sobre pedofilia. As críticas constam de uma carta enviada ao primaz da Bélgica, André-Joseph Léonard. Na semana passada, a polícia belga deteve bispos por nove horas, confiscou computadores e até danificou as tumbas de dois cardeais em busca de documentos que pudessem esclarecer detalhes de casos de abuso sexual cometidos por padres contra menores. A Bélgica é um dos países europeus onde o clamor contra clérigos acusados de pedofilia se tornou mais duro. No sábado, o cardeal Tarcísio Bertone, secretário de estado do Vaticano, já havia criticado duramente a justiça be...

O país da anistia e dos panos quentes

Na visão de grandes intérpretes do país, um dos traços mais marcantes da sociedade brasileira é seu pendor para o não conflito, para a acomodação das divergências. É o país onde não se teria derramado tanto sangue quanto em nações como Estados Unidos, França, Inglaterra. Há muitas teses para explicar as origens da democracia, do autoritarismo, da vitória do Estado nacional como organização política, dos processos de modernização, do porquê do desenvolvimento de certos países em relação a outros (Moore, Tilly etc). Há quem dê importância para o fato de uma sociedade ter enfrentado ou não, de frente, momentos decisivos de sua história. Como se um impasse, uma contradição crucial tivesse que ser necessariamente resolvida para que a sociedade pudesse avançar. É o caso clássico da Guerra de Secessão americana, que pôs em confronto modelos inconciliáveis, o escravocrata e o capitalista. O sangue jorrou, os Estados Unidos curaram suas feridas e prepararam-se para crescer como potência econômi...

O nome da crise é Brasília

Esta crise política, que cada dia fica mais chocha e desinteressante, virou um jogo de cabra-cega entre os políticos profissionais que desfrutam de um dos melhores empregos do mundo, com um cacho de privilégios, vantagens, sinecuras e mutretas que nasceu e se espalhou pelo cerrado com a mudança da capital para Brasília. Paradoxal o destino de Brasília. Durante décadas ficou esquecida como um artigo morto da Constituição de 1946, que determinava a mudança da capital do Rio de Janeiro para o planalto central. Durante os anos que frequentei o Congresso, desde 1948 até 21 de abril de 1960, poucas vezes acompanhei os chochos debates sobre o tema, que apenas empolgava a bancada goiana. A decisão da mudança é o instantâneo do temperamento de Juscelino Kubitscheck, excelente prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas que construiu Pampulha com as curvas sensuais do gênio de Oscar Niemeyer atraindo curiosos de todas as partes do mundo. E foi no impulso de final de campanha que, em comí...

A tragédia Grega - União Européia

A União Europeia pode até querer socorrer a Grécia, mas difícil será convencer outros países a pagar este custo . A segunda metade dos anos 1990 foi caracterizada por crises nos países emergentes: México, Rússia, Brasil e Argentina. Em todos os casos, os países recorreram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para resolver seus problemas de endividamento externo e tiveram que se submeter a rigorosos programas de ajuste fiscal (redução de gastos públicos e aumento de impostos) e das contas externas exigidos pela organização. Após um período de retração do nível de atividade e aumento do desemprego, durante o qual a relação dívida/PIB e os déficits fiscais se acomodaram em níveis compatíveis com a capacidade de financiamento, todos os países, à exceção da Argentina, entraram em trajetória de crescimento (com maior ou menor intensidade), com estabilidade de preços. Ao contrário, após serem aceitos na União Europeia (UE) e adotarem o euro como moeda, vários países europeus, entre os qu...

Venezuela

País compartilhe aumentar / diminuir envie imprimir Instabilidade na Venezuela preocupa Brasil Agência Brasil BRASÍLIA - A crise política, econômica e social na Venezuela é observada com preocupação e cautela pelos negociadores brasileiros. A orientação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é para que todos os setores se preparem para ampliar o apoio ao país vizinho e assim evitar o agravamento das tensões. O objetivo é conter o risco de desagregação e desmantelamento das instituições no governo do presidente Hugo Chávez. Analistas internacionais avaliam que, sob pressão, a tendência é de Chávez intensificar sua campanha anti-Estados Unidos na tentativa de reduzir o foco das atenções sobre os problemas internos da Venezuela e buscar responsáveis externos para a crise. Porém, o governo brasileiro evitará conflitos e oficialmente afirmará que as questões do presidente venezuelano são de ordem interna. Na última semana, o secretário executivo do Ministério d...