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O bondinho de volta
Trabalho de recuperação da encosta é a prioridade Paulo Afonso na Bahia é conhecida no meu turístico brasileiro como sendo uma das cidades de maior potência para acolhimento da pratica do esporte radical. Distante 459 km da capital Salvador, ela está dotada de uma boa infra-estrutura hoteleira para receber os visitantes que vão ate lá desfrutar das belezas naturais do local. As maiores atrações são as cachoeiras formadas no leito do Rio São Francisco e que de tão belas foram imortalizadas nos versos de Castros Alves, “A cachoeira! Paulo Afonso! O abismo! A briga colossal dos elementos! As garras do Centauro em paroxismo. Raspando os flancos dos parceis sangrentos. Relutantes na dor do cataclismo. Os braços do gigante suarentos. Agüentando a ranger (espanto! assombro!). O rio inteiro, que lhe cai do ombro”. Para deleite de toda uma região. E é sobre a cachoeira, entre os estados da Bahia e Alagoas, que existe a travessia feita através de um “Bondinho”. O teleférico foi colocado p...
O cangaço brasileiro - Maria Bonita
A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril. A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro. Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cang...